economia, Geral

Governanças Formais e Informais

Os políticos, à míngua de ideias e projectos, ocupam o espaço público com espectáculos quase diários, sempre muito apregoados, mesmo quando estão completamente esvaziados de substância, embora prossigam sempre o mesmo objectivo: agravar a exploração dos que sempre foram explorados.

A comunicação social serventuariamente amplifica essas cenas. Hoje tem-nos sido servido, em doses reforçadas, mais uma dessas diversões em directo do Forte de S. Julião da Barra. Lá sai uma notícia para o ouvido do canto:
“No Conselho de Ministros informal, o Governo, diz o seu porta-voz na primeira das suas intervenções, definiu hoje os quatro principais pilares das reformas estruturais a realizar em 2012. Essas reformas passam pelo reforço da concorrência e da competitividade, articulação entre Estado e economia, valorização do capital humano e confiança.”


Nada de novo na frente ocidental. Nem o anticiclone dos Açores deu um ar da sua graça. Trocando por miúdos, decifra-se que, se o que já se sabe não é nada bom o que nos espera será ainda pior. Esta tropa fandanga a única coisa que sabe fazer é aumentar o buraco para onde está a conduzir o país, embrulhado em paleios que só enganam quem quer ser enganado.
Os próximos anos vão todos ser piores. A crise vai agravar-se, o desemprego aumentar, o ataque aos direitos sociais vão-se intensificar. Os pobres cada vez mais pobres, a classe média passada ferro, os ricos cada vez mais ricos. São as prometidas e sempre iguais reformas estruturais.
Estas teatradas bafientas lembram-nos o antes do 25 de Abril. As conversas em família. Já quase lá estamos novamente em questões dos direitos sociais e qualidade de vida. Resta-nos uma liberdade cada vez mais video vigiada.
O discurso dominante não muda. É o da impostura, da trapaça, sempre acenando as bandeirinhas dos superiores interesses nacionais, enquanto o Estado é paulatinamente destruído para ser posto ao serviço do grande capital.
É uma praga assola o país. Está a espoliar os portugueses do seu direito à vida. Há uma luta patriótica e de esquerda necessária e urgente que tem que continuar sem hesitações nem equívocos.

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One thought on “Governanças Formais e Informais

  1. Carlos Alberto SantosPinho diz:

    Tens razão. Com o desastre a aproximar-se a falta de vergonha desta gente não para de aumentar. Como é possível que ainda haja tanto português que ainda acredite que esta política pode vir a reerguer o País?!

    Gostar

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