Banco de Inglaterra, Geral, James Bolton, Luiís Amado, Mike Pompeo, Novo Banco, Santos Silva, Venezuela

O Engraxador do Palácio das Necessidades

Na Venezuela a comunidade portuguesa fez uma manifestação que decorreu em frente ao consulado português, a pedir o dinheiro do Estado venezuelano bloqueado pelo Novo Banco. O chefe da diplomacia nacional comentou sem uma ruga de dúvida: “Portugal é um estado de direito, uma democracia política e uma economia de mercado e os bancos não obedecem aos governos.”

Santos Silva, o putativo ministro dos Negócios Estrangeiros na realidade um factotum da política norte-americana, tem a lata – coisa abundante no personagem como se pode verificar nas suas andanças por vários cargos ministeriais por onde já passeou o seu sobrolho franzido como sinal de inteligência – de fazer esta afirmação sabendo muito bem que o Novo Banco faz o confisco de 1 543 milhões de euros de dinheiro do estado venezuelano obedecendo ao ditames do governo dos EUA e não por quaisquer outras razões.

Novo Banco sublinhe-se que, entregue a um fundo abutre norte-americano, foi salvo e sobrevive com dinheiro extraído dos bolsos dos contribuintes portugueses. Já lá vão mais de 1 800 milhões de euros, estando previstos mais uns milhares de milhões nos próximos anos.

A falta de vergonha dessa gente não tem fronteiras, julga que todos nós somos parvos e engolimos os sofismas cínicos e hipócritas que debitam com a agravante de demonstrar que o governo de um país estrangeiro dita ordens a um banco com sede em Portugal, o que acaba por ser natural quando o ministro dos Negócios Estrangeiros não é mais que um engraxador dos sapatos de Pompeo, Bolton & companhia.

Entretanto são confiscados directamente à Venezuela mais de 4 mil milhões de euros, em Portugal e em Inglaterra. O Banco de Inglaterra congelou ouro que pertence ao governo da Venezuela com um valor de 1, 5 biliões de dólares. A Blomberg noticiou que a decisão de não autorizar o pedido de retirada de ouro foi feita depois que altos funcionários dos EUA, inclusive o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, pressionaram seus homólogos britânicos a bloquearem o acesso a ativos no exterior por Maduro, necessários para a compra de medicamentos, alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a sobrevivência da população do país. Santos Silva nem precisou de ser pressionado, bastou um estalar de dedos sabendo bem de mais os dignatários norte-americanos que o Silva é a voz do dono e espera amestrado o que soa na corneta acústica, como no logo da HMV, para tudo justificar com conversas da treta.

É de lembrar que esta política dos EUA começou com Obama, quando em Portugal um digno antecessor de Santos Silva, o inefável Luís Amado que rastejava nos tapetes por onde passeava Hilary Clinton, para depois ser recompensado com um lugar na administração do Banif até o levar à falência.

As sanções à Venezuela, violando todas as normas do direito internacional, já lhe custaram mais de 300 mil milhões de euros impondo enormes sacrifícios ao povo venezuelano. Um cerco que faz parte da política imperialista de tentar submeter toda a América Latina.

Por cá os seus lacaios. Gente sem dignidade que nem sequer sabe o que é dignidade que arrastam Portugal para estas aventuras do imperialismo desprezando as comunidades portuguesas da diáspora.

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Desafios da Escola Pública

A Conversa na Praça dedicada aos Desafios da Escola Pública foi uma estimulante troca de opiniões entre pessoas empenhadas na construção da escola do futuro, uma escola ao serviço da comunidade e da formação integral dos indivíduos.

A ESE – Escola Superior de Educação, a quem se agradece a cedência do espaço, foi o cenário escolhido para juntar Jaime Pinho, Jorge Gonçalves e Vítor Ferreira num debate, conduzido por Vanessa Silva, marcado pela elevação dos argumentos, pelas diferentes visões sobre o estado actual da educação e as medidas necessárias à superação das dificuldades e pela unanimidade de opiniões em defesa da valorização do papel dos professores e da escola pública.

Já estamos a preparar a próxima Conversa na Praça!

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Desafios da Escola Pública

“Conversas na Praça” hoje sob o tema Desafios da Escola Pública.
Assista aqui, em direto, as opiniões e análise de Jorge Gonçalves, Vítor Ferreita e Jaime Pinho, com moderação de Vanessa Silva.

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Conversas na Praça – “Desafios da Escola Pública”

Na próxima segunda-feira, à noite, regressam as Conversas na Praça.

Num momento em que a escola pública é alvo de todas as atenções políticas e mediáticas, convidámos professores com diferentes sensibilidades e militâncias políticas para uma troca de opiniões sobre os desafios que se colocam à educação., com transmissão em direto neste blogue e no respetivo canal no Youtube a partir das 21h30 de 13 de maio.

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capitalismo, Geral, Ideologia de Direita, imperialismo, Julian Assange, wikileaks

11 Abril DIA MUNDIAL da INFÂMIA

O dia 11 de abril de 2019 deve ser proclamado como o DIA MUNDIAL DA INFÂMIA!

Os chamados valores civilizacionais do Ocidente, os Direitos Humanos e outras tretas que os governantes dos EUA e seus lacaios apregoam cinicamente enquanto promovem guerras em todos os azimutes, lançando bombas materiais e imateriais que matam e condicionam milhões de pessoas para que os seus interesses geoestratégicos se mantenham intocados, o que fazem com uma ferocidade crescente em função do seu declínio económico, mostram que são uma farsa. Essa gente mostra, mais uma vez, sua verdadeira face.

Julian Assange, cofundador da WikiLeaks, foi detido porque os EUA assim o exigiam. O governo britânico prendeu-o escudando-se nas leis, no direito que é sempre o direito do mais forte à liberdade e pouco tem a ver com a justiça. Bem podem declarar candidamente que não pressionaram o Equador a revogar o pedido de asilo de Assange e que a justiça segue o seu curso . Uma declaração doblez por bem saberem que os EUA esqueceram, como por magia, os problemas financeiros do Equador, ordenando ao FMI que proceda ao empréstimo de uns providenciais 4,2 mil milhões de dolares. São caros os trinta dinheiros do Judas Moreno. Imediatamente depois disso, os diplomatas equatorianos “convidam” a Polícia Metropolitana de Londres a entrar na sua embaixada e prender o seu hóspede de longa data.

O que Assange e o WikiLeaks fizeram é um feito histórico. Puseram a nu o funcionamento do Estado burguês, do Estado imperialista, a hipocrisia, a brutalidade, as práticas desonestas a que recorrem rasgando as normas mais básicas do direito internacional para assegurar a continuidade da exploração pelo capital.

O que Assange fez foi apresentar evidências contemporâneas da verdadeira natureza e o real funcionamento do estado imperialista e dos seus lacaios. A comprovação das tramóias da política externa e interna dos estados burgueses. Contra todas as evidências e sem argumentos perseguiram-no sem tréguas. Nunca perderem um segundo até o conseguirem prender.

Assange e o WikiLeaks desmontaram a “face humana” do imperialismo que todos os dias é vendida pela comunicação social mercenária que a transacciona sem pudor por todos os canais mediáticos ao seu serviço e ao serviço da plutocracia que a comprou estripando o jornalismo de investigação, uma raridade cada vez mais rara, de qualquer independência e isenção, para que o pensamento dominante transforme a democracia numa fábrica de retóricas inúteis, despolitizando as sociedades com o objectivo de que a esperança numa sociedade outra morra antes de nascer.

O que Assange demonstrou é o que Orwell tinha antecipado “para sermos corrompidos pelo totalitarismo, não temos que viver num país totalitário”. As sociedades ocidentais estão profundamente corrompidas como as revelações do Wikileaks demonstraram.

Daniel Ellsberg, um dos muitos raros jornalistas de investigação que ainda existem, perseguido por em 1971 ter revelado os Documentos do Pentágono, expondo as mentiras da administração Jonhson sobre guerra do Vietnam, ocultando os inúmeros crimes de guerra dos EUA, já havia advertido em 2017: “Obama abriu a campanha legal contra a imprensa, perseguindo as raízes das investigações jornalísticas sobre segurança nacional e Trump vai perseguir os investigadores”.

Sério aviso e se o governo dos EUA conseguir extraditar Assange, processá-lo e encarcerá-lo, legitimará o seu direito de perseguir quem quer que seja, de qualquer modo, em qualquer parte, em qualquer altura.

Os “media livres”, durante os anos em Assange esteve refugiado na embaixada do Equador em Londres, procuraram desacreditá-lo por todos os meios, mesmo com o recurso a fake news. No seu melhor, a comunicação social dita de referência enredou-se em argumentários jurídicos para concluir que “o caso Assange é uma teia confusa”. Têm dúvidas sobre se teria o direito de publicar coisas que não deveriam ser publicadas por desnudarem as práticas criminosas atiradas para debaixo dos tapetes dos segredos de estado . Umas tartufices para ocultar que as “coisas” que Assange divulgou, que se encontram no site do Wikileaks, são a verdade sobre o modo homicida como o império actua, a revelação de Hillary Clinton enquanto apoiante e beneficiária do jihadismo no Médio Oriente, a pormenorizada descrição da actuação de embaixadores americanos e outros enviados especiais para derrubarem governos na Síria, na Ucrânia, na Venezuela e mais, muito mais, sempre muito mais. Querem estar protegidos contra os Assange, intimidando quem corajosa e honestamente se proponha continuar esse trabalho revolucionário de denúncia das mentes e das práticas criminosas ao serviço do imperialismo.

Exigir a liberdade de Julian Assange é defender a nossa liberdade.

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Seminário no IPS

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Área Metropolitana de Lisboa, Geral

AML em negociações com Atlantic Ferries para integrar travessia Sado no novo tarifário de transportes públicos

Manuel Pisco, vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, nas Conversas na Praça no dia 3 de abril

O vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal anunciou esta quarta-feira que a Área Metropolitana de Lisboa está em negociações com a Atlantic Ferries e a autarquia grandolense para integrar a travessia do Sado no novo tarifário de transportes públicos que entrou em vigor no passado dia 1 de abril.

Manuel Pisco revelou na “Conversa da Praça” dedicada à mobilidade e transmitida em direto no blogue Praça do Bocage que a “AML esteve já a negociar não só com [a Câmara Municipal de] Grândola, mas também com a Atlantic Ferries (concessionária da travessia do Sado)”. O autarca salienta que este foi o momento escolhido para tratar desta matéria porque é agora que se está a tratar das “ligações entre as fronteiras da AML com as CIM (comunidades intermunicipais) e concelhos limítrofes“.

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