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A mal amada.

Muito melhor do que se esperava… ela, a geringonça, lá vai andando, “contra ventos e marés”!
geringonça

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Setúbal

IMI familiar? Só se fôr em Setúbal…

O PS, ou melhor, alguns dos responsáveis locais do PS, que, em Setúbal, estranharam a não aplicação do IMI familiar e não hesitaram em utilizar o assunto como arma de arremesso, esqueceram (será?) que em Lisboa, câmara governada pelos socialistas e que foi presidida pelo seu atual secretário geral, o IMI familiar também não foi aceite, com o PS a rejeitar, e bem, na Assembleia Municipal uma recomendação do PSD sobre a matéria e a chutar o debate do assunto na Câmara para depois das eleições legislativas.

Por que será que em Lisboa o IMI familiar não é grande coisa, mas em Setúbal já é bom?

Talvez seja porque a medida foi concebida para ser aplicada indiscriminadamente a quem tem um andar de 100 mil euros ou uma mansão de um milhão, o que significa que quem pode pagar mais também tem direito ao desconto familiar que todos os outros têm sem nenhum factor de correção. A medida, que se alega ser amiga das famílias, é, assim, mais uma peça metida na engrenagem que este governo moribundo pôs a funcionar para tentar com que esqueçamos todas as maldades fiscais (e outras) que nos fizeram.

Estranho é que o PS setubalense (será por serem seguristas?) alinhe nesta jogada, atacando a Câmara Municipal (também obrigada, legalmente, a aplicar taxas máximas) por não aplicar esta medida demagógica e esqueça que em Lisboa os socialistas estão evitar aplicá-la. No Porto, onde o presidente da Câmara não é exatamente um homem de esquerda, também se rejeitou esta medida, com os argumentos que se podem ler aqui.

Diz Rui Moreira queem cidades como o Porto, a medida deixaria de fora a parte da população menos favorecida; uma parte substancial das famílias, precisamente as mais pobres, vive em bairros sociais e, logo, não paga IMI. Dirão alguns: pois bem, esses já são beneficiados por rendas mais baixas que as do mercado. Mas, se olharmos para as classes média e média-baixa, concluiremos que há uma divisão entre os que pagam uma renda, e também não pagam este imposto, e os que vivem em prédios com valores não muito elevados. A estes últimos, a redução de IMI por esta via seria, sempre, pouco significativa. Já quanto aos chamados ricos, que vivem em casas próprias em zonas mais valorizadas da cidade, contariam com um desconto total muito significativo, mesmo tendo apenas um dependente.
Acresce a tudo isto que a aplicação desta lei num município urbano como o Porto, que em 2014 já baixou a taxa de IMI para todos os seus munícipes, provocaria uma quebra da receita desproporcionada, obrigando o executivo a cortar investimentos noutras áreas, nomeadamente na reabilitação do seu  enorme parque de habitação social.”

Será que assim o PS setubalense percebe?

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Grécia, a morte anunciada

OXI

O que, de certo modo pelo andar dos acontecimentos, seria expectável aconteceu. O Syriza abandonou a sua fachada de esquerda que a conservadora e reaccionária Europa adjectiva de radical, para assumir a sua matriz social-democrata.

Depois de fazer um referendo em que os gregos disseram claramente NÃO, Tsipras e o Syriza, a maioria do Syriza, aceitaram tudo, quase integralmente tudo o que a troika exigia. Aumento do IVA, grandes cortes nas reformas, privatização dos transportes, dos portos e dos aeroportos, etc. Uma capitulação em toda a linha, submetendo-se a todas as medidas que dizia rejeitar, depois de ter sido eleito com um programa em que afirmava que nunca iria aceitar. No Parlamento grego faz um discurso vergonhoso, trocando os pés pelas mãos, numa releitura miserável do resultado do referendo. Votaram NÃO às propostas da troika, mas NÃO votaram a favor da saída do euro. Para não sairmos do euro, temos que aceitar as medidas contra as quais se votou no referendo. Para a miséria moral, a vigarice intelectual ser completa, faz uma pirueta e inventa uma nova treta “este acordo levará a um programa europeu. O FMI terá apenas papel de consultor técnico. A troika, como a conhecemos, chegou ao fim.”. Para o quadro das tretas, mentiras e mentirolas ficar completo orgulha-se de evitar o grexit e de se ir discutir pela primeira vez a sustentabilidade da dívida, quando todo o mundo sabe que a dívida grega é impagável

Com o que vai desabar novamente sobre a Grécia, sem que o problema estrutural da dívida seja resolvido, o país vai entrar nos cuidados paliativos, com a morte anunciada. Ficará para sempre a lição de dignidade do povo grego que, contra todas as miseráveis  e violentas chantagens, votou NÃO, uma lição de democracia, de luta contra os poderes dominantes! O povo não cedeu. Cedeu o governo e o partido em que o povo tinha confiado.

Para uma certa esquerda que embandeirou em arco com o Syriza, as esperanças que se iria mudar a face política da Europa esfumaram-se com o desabar do castelo de cartas do programa Syriza. Esperanças infundadas se tivessem olhado atentamente as práticas do governo de Tsipras que nada fez para adquirir força nas negociações, Se atentassem ao seu demissionismo que os fez não se dotar com as ferramentas mínimas que seriam uma base, mesmo frágil, para reverter a situação catastrófica em que a Grécia estava mergulhada. Ferramentas e meios que tinham quando assumiram o governo e que desprezaram por vício ideológico, como referimos aqui no blogue.

Para a direita e direitinhas, o grande gozo de terem quebrado o Syriza. Verem-no de braço dado com a direita e centro-direita grego, a Nova Democracia, o Pasok, o To Potami, além do Anel, com quem já estavam coligados. É a alegria do triunfo da Europa, afirmando-se como um espaço não democrático. Da exibição pública de uma Europa subordinada ao grande capital e aos seus interesses financeiros, especulativos.

O Syriza colocou a Grécia em estado de coma profundo, ligada à máquina. Um dia, não será muito longínquo, a máquina será desligada para mal do povo grego. Farfalharem esperanças numa nova política que nunca existiu por não terem dado um passo, um só passo firme nessa direcção. Uma política de muitas parras sem um bago de uva, para entretém das hostes de esquerda por esse mundo fora. Uma política que enganou sem absolvição o povo grego, comprometendo o seu futuro. A História não lhes perdoará a traição.

Para a esquerda no seu todo, da mais firme à mais vacilante, é uma derrota. Para uns, o Syriza anunciava uma grande vitória sobre a Europa de burocratas sem alma nem sentido político, guiados por falsos pragmatismos que os transformam em eunucos de guarda ao harém do grande capital. O que não aconteceu, nem aconteceria. Para outros o abrir de uma pequena brecha na cidadela política e ideológica da CEE, do BCE, do FMI, fazendo entrever uma vereda no beco sem saída em que está estacionado em estado agónico o mundo actual. O que poderia ter acontecido.

Estes seis meses de tropeções, ambiguidades, vacilações Syriza, as ilusões que borboletearam, demonstram a actualidade do Radicalismo Pequeno Burguês de Fachada Socialista, de Álvaro Cunhal. Impõem-se reler a sua Introdução de uma meridiana clareza na análise ideológica e política que faz da emergência desses grupos, nos seus aspectos positivos e negativos.

Para a esquerda, para as esquerdas, analisar, estudar e perceber as lições syrizas é trabalho urgente. A História também não lhes perdoará se não o fizerem.

PS. Por cá, os porcos refocilam no chiqueiro. Numa das linhas da frente um idiota contabilista que agora julga que o decorrer dos sucessos lhe dão razão. Publica um tweet de um amigo o aconselhava a mudar de opinião em relação à Grécia. O amigo é um tonto como ele. Ele não mudou, nunca mudaria, nem mudará. A noz de massa cinzenta que lhe ocupa o crânio não lhe dá hipótese. Para ele um tweet: Zé, li o teu tesxto a agradecer o pacote de austeridade ao Syriza. Continuas estúpido como sempre! Nem vale a pena recordar-te que a dívida grega é impagável A dívida grega como a portuguesa, são impagáveis! É a verdade, estúpido! Impagáveis e com as políticas do PSD/CDS/PS/SYRIZA/PASOK/NOVA DEMOCRACIA ou outros quejandos, a agravar a vida de portugueses e gregos! A economia nunca sairá da cepa torta! As tuas contas são uma merda! Tentas enganar o pagode! Nem para isso tens jeito! Se tivesses alguma vergonha e um minimo sentido de auto-crítica já tinhas deixado de debitar parvoidades! O Brassens é que te topa , a ti e aos teus parceiros de ginjeira! 

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O Carrossel da Politiquice

carrs

Assim que se anunciou a possibilidade de Sampaio Nóvoa ser candidato ás próximas eleições presidenciais, soaram as campainhas de alarme. Do lado dos trauliteiros direitinhas, que tinham sido simpáticos para Henrique Neto, logo começaram nas redes sociais as piadolas de mau gosto, como é de bom tom para aqueles lados. Os mais civilizados, com destaque para os comentadores que fazem disso um modo de vida, franzem o sobrolho, iniciaram a busca de sinais mais avermelhados em Sampaio Nóvoa para os expor e assustar o bom povo português. Fariam isso com Sampaio da Nóvoa ou com qualquer outro que fosse candidato a candidato a Presidente da República, com perfil idêntico.

Mais preocupantes e reveladoras do clima daquelas bandas foram as reações de socialistas mais ou menos conhecidos da opinião pública. Saltaram a terreiro em vários estilos e tons. Vera Jardim olha com distanciamento para o cargo de Presidente da República, reclamando a falta de perfil, por o ex-reitor da UL se mostrar muito interventivo e um Presidente da República deve, na sua opinião, ser um “poder moderador”(::.)”árbitro supremo do sistema, da constituição e dos equilíbrios do sistema”

Podia ter dado como exemplos o pai de todos os socialistas, Mário Soares, sempre sentado em Belém, a mitigar pachorrentamente os conflitos institucionais que não foram poucos durante os seus mandatos. Ou o seu amigo e ex-colega de escritório, Jorge Sampaio, que tudo fez para que o governo de Santana Lopes cumprisse o mandato. A falta de memória dessa gente é notável. Cautelarmente, Vera Jardim, vai dizendo que se o seu partido apoiar Sampaio da Nóvoa, ele será naturalmente o seu candidato. Uma nota a registar, embora não seja de excluir que estivesse a fazer figas enquanto fazia tal proclamação.

Outros “notáveis” socialistas são mais assertivos. Francisco Assis, estilo sorna, estofo de político mediano, reclama um candidato “genuinamente de centro-esquerda”. Para um militante de um partido que enche a boca a afirmar-se de esquerda, para um homem que se diz de esquerda, que foi candidato a secretário-geral, não está nada mal. Não nomeia, mas percebe-se que o seu Dom Sebastião é o beato Guterres ou o direitinha Gama.

Sérgio Sousa Pinto foi mais, longe, se calhar com receio que um qualquer preclaro Lello se antecipasse. Desata a zurzir em Sampaio da Nóvoa, “Não lhe basta a sublime virgindade de, em 60 anos, nunca se ter metido com partidos” e como estávamos na época pascal acrescenta “também parece agradecer a Deus a graça de ser pobre” . Conclui com mais umas tantas javardices do mesmo jaez sobre as esquerdas latino-americanas e europeias, para rematar “esta não é a minha esquerda”. Não é a esquerda dele pela razão mais simples e óbvia: ele não é nem nunca será de esquerda, por mais que queira travestir a realidade.

Todo o texto é bem revelador dos sérgios sousas pintos que andam como piolhos pelas costuras da política. É atravessado pela raiva, contra quem sendo de esquerda e tendo um currículo intelectual e profissional considerável, por opção, não se filiou num partido. É a raiva roxa de quem em toda a sua vida, só soube e sabe lustrar os fundilhos pelas cadeiras de diversas assembleias, fazendo pela vidinha, com os olhos postos nos vitorinos e passos coelhos que, à pala da política, se tornaram em facilitadores de negócios. De quem cheira o perfume fétido dos corredores da política que também o pode, na graça de Deus, fazer ficar riquinho. Não está sozinho. Pelo contrário, está bem mal acompanhado por aquela maralha que se mete muito jovem na política por cálculo, a acotovelar-se para fazerem carreira nos partidos que lhes abrem as portas do chamado arco da governança.

Sérgio Sousa Pinto não aguenta. Solta o sócrates que tem dentro de si. Estoira com grande alarido rugidos de leão de aviário. Sabia, bem sabia, que iria ter os seus quinze minutos de glória socialite-politiqueira. Para ele é insuportável que um homem, Sampaio Nóvoa ou outro, com um percurso intelectual reconhecido, que sempre tenha tido uma intervenção cidadã de esquerda, que sempre tenha mostrado ter consciência social, se intrometa nas escolhas do aparelho partidário, daquele aparelho partidário  que concede aos sérgios deta terreola. uma teta em que mama desde que se conhece, com afinco, ainda que sem grande talento. Advinha-se que o seu candidato é António Vitorino, se concorreres e ganhares dás-me um lugarzito em Belém? Em segunda escolha, os que Assis leva em andor.

Essa gente, e outra que deve andar a arrastar os pés com ardor nas alcatifas do Largo do Rato rosnando em surdina, saltam a terreiro para demonstrar, como se isso fosse necessário, que renegam a esquerda até ao fim do mundo.

Há ainda quem acredite na possibilidade de um governo de esquerda com este Partido Socialista. Essa é outra questão, magna questão, em que se deve insistir, mesmo contra todas as evidências.

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Setúbal

Cuspir para o ar…

O PS setubalense continua a praticar e a acreditar na velha máxima que garante que a memória é curta. E se tal pode ser verdade a maior parte do tempo, seguramente a máxima não se aplicará a todos, e são muitos, os que recordam bem o que fez, e não fez, o PS enquanto poder autárquico em Setúbal.

Um artigo do militante socialista Manuel Fernandes publicado hoje no jornal “O Setubalense” é a melhor prova de que por aquelas bandas se acredita convictamente na escassez de memória e, por isso, há que lançar para a conversa temas que acreditam poder ser prejudiciais à gestão camarária, mas que, na verdade, e que me perdoem a imagem, mais não são do que cuspir para o ar, com as inevitáveis consequências que sofre quem pratica o arremesso aéreo.

Por entre um arrazoado que pretende dar a ideia que o autor é portador da boa nova de uma estratégia autárquica fenomenal, que pouco comentário merece, a não ser o de que, com as referências que faz ao “betão” quer, com pouquíssima imaginação, fazer esquecer as políticas de Mata Cáceres, também conhecido por Manuel do “Alcatrão”, e compará-las com as atuais sem qualquer sustentação.

Por merecer pouco comentário, vale a pena passar aos factos, ou melhor, ao cuspo para o ar.

Para evidenciar o que diz ser a incapacidade que a autarquia setubalense tem de investir, dá o autor do artigo como exemplo o imaginado fim do destacamento dos Bombeiros Sapadores em Azeitão, que, conclui-se da leitura do artigo, põe em causa a segurança das populações e do Parque Natural da Arrábida. Há, porém, dois “pormenores” que esquece: primeiro, nunca o que existiu em Azeitão foi um destacamento formalmente constituído, mas sim um quartel com bombeiros; o segundo “pormenor” é que não deixou de haver bombeiros nem quartel em Azeitão, já que hoje estão lá em permanência os Bombeiros Voluntários de Setúbal, que, além de integrarem formalmente o dispositivo municipal de socorro e proteção civil, asseguram com qualidade e rigor a prestação do socorro e garantem a segurança do PNA.

Uma vez mais, o PS, para fazer política barata, ofende os Bombeiros Voluntários de Setúbal, dando a entender que não têm capacidade nem competência para prestar socorro às populações, tal como já tinha feito em 2011, quando, a propósito do início dos serviços dos BVS naquelas freguesias, colocou em causa as capacidades técnicas deste corpo de bombeiros que, manifestamente, não merece tanto desprezo e desconsideração.

Muito se poderia aqui falar dos bombeiros sapadores de Setúbal, do caos em que estavam em 2001, do desinvestimento em viaturas e outros meios de socorro nessa época e do que são hoje os meios disponíveis, mas não vale a pena, porque o que existe hoje é mais do que visível e resulta de um investimento candidatado a fundos comunitários de mais de dois milhões de euros, valor que torna ainda mais incompreensível o comentário deste militante do PS.

A seguir, o autor derrapa e despista-se na questão da Feira de Santiago, mostrando, uma vez mais, problemas de memória. Esquece-se de que foi o PS, com Mata Cáceres, quem apontou, pela primeira vez, no Plano Estratégico do POLIS (a história está toda AQUI), as Manteigadas como alternativa mais do que certa para a realização do certame. Para lançar a confusão, dá ainda a entender que uma alteração introduzida recentemente na tabela de taxas do município significa que este ano se pagará entrada na feira, o que, além de abusivo, é manifestamente falso.

O mais interessante é, porém, o ataque feito a propósito do Festroia e a ideia de que a autarquia deveria apoiar ainda mais a realização do festival, depois de a organização ter anunciado a impossibilidade de realizar este ano o certame, face à redução de apoios do Poder Central e outras entidades de que depende.

Uma vez mais, o PS navega ao sabor das oportunidades e do que lhe parece dar proveitos imediatos e esquece-se de que foram também os eleitos socialistas que, em 2009, propuseram, na câmara municipal uma redução do subsídio anual destinado ao Festroia de 150 para 120 mil euros, ou seja, menos trinta mil euros num momento em que havia já despesas e compromissos assumidos com base naquele valor.

Em 2009, pouco preocupou o PS a redução do apoio ao Festroia. Agora, o ágil pensamento estratégico do PS mudou, e mudou muito, pois até defende que a câmara apoie mais o festival, ignorando, até, que foi esta a autarquia que mais apoiou, desde sempre, a iniciativa, financeira e logisticamente. Só em subsídios diretos, desde 2002, a CMS atribuiu ao Festroia mais de 1.644.000 euros, valor que sobe consideravelmente se lhe somarmos a cedência de salas, transportes, refeições, promoção e divulgação e muitos outros apoios difíceis de contabilizar.

É difícil encontrar palavras publicáveis para descrever o comportamento do PS setubalense. À falta de melhor, apenas se poderá dizer que tudo isto é lamentável…

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Política

Perturbações

O deputado socialista Alberto Costa, que foi ministro da justiça de governos PS, disse no parlamento, de acordo com o “Público” de hoje, que os Governos de que fez parte “foram julgados em 1999 e 2009. Os resultados foram o que foram“. Uma vez mais, não fez o obséquio de revelar o pensamento do PS sobre o país e as propostas que tem para resolver os problemas que foram criados pelo PSD/CDS, mas também pelo próprio PS, nos últimos anos.

Porque, disse, não quer “perturbar a avaliação dos eleitores“.

Como se costuma dizer, oferece-me deixar aqui duas questões sobre as declarações do deputado. A primeira é que, concordando genericamente com a ideia de que os governos PS já foram julgados, fico com a dúvida, legítima, se o PS já cumpriu a pena a que foi condenado. Parece-me que não…

A outra é um apelo direto ao senhor deputado para que nos perturbe a avaliação. Estamos ansiosos por ser perturbados com as propostas do PS.

O problema é que deve ser exatamente por isso que não as divulgam: são tão perturbadoras como as políticas do PSD que nos trouxeram até aqui…

Estou, aliás, curioso, de saber o que pensa o PS da renegociação da dívida, em particular depois de ter ouvido a eurodeputada Ana Gomes, na Antena 1, deixar uma declaração de incentivo ao Siryza grego, porque, disse ela, precisamos de “alguém com coragem no Conselho Europeu para dizer que o rei vai nu e que as dívidas públicas ditadas pelo austeritarismo são impagáveis, precisam de ser renegociadas e precisam de políticas de emprego e de crescimento para que possam mesmo ser pagas“. Será que já o disse ao líder do seu partido? Ou está apenas a querer perturbar os eleitores? Ou será que o PS está apenas à espera de ver o que acontece na Grécia para depois, com o sentido de oportunidade que lhe é reconhecido, apanhar a boleia?

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