Política, Setúbal

As portagens e os barcos para a Tróia

Há coisas engraçadas. Tão engraçadas que merecem um largo sorriso, daqueles que se esboçam mais por indignação ou estranheza. Há até quem lhes chame sorrisos amarelos.

Ainda ontem, não consegui evitar um desses sorrisos. Não sei se saiu amarelo indignado, ou amarelo estranheza…

Lia eu os jornais do dia, quando me deparei com curta declaração, no Jornal de Negócios, de Jorge Armindo, presidente da Amorim Turismo, na qual comenta a  ideia do economista Nouriel Roubini de propor que o governo alemão ofereça um cheque de mil euros a cada família alemã para gastar em férias nos países europeus em crise.

Além de cheirar a esmola, duvida-se do interesse que os alemães tivessem em vir em massa para Portugal, como aliás o comprova o inquérito que a Der Spiegel fez e que indica que as ilhas gregas são, de longe, as preferidas dos germânicos.

A declaração de Armindo tem piada, mais para o lado da estranheza, porque o dirigente do gigante que tem a concessão do casino de Tróia e investimentos imobiliários vultuosos naquela península especula como poderia uma família portuguesa de classe média gastar esses mil euros em Portugal. Claro que o dirigente da Amorim Turismo lembrou-se, de imediato, de que esses mil euritos poderiam ser gastos em Tróia, nas suas indústrias corticeiro/turísticas de Casino e, vá lá, faz-nos o jeito e sugere a Arrábida também, mas evitando sempre “viagens longas” e “auto-estradas (ie, portagens)”. O que se estranha, talvez já com alguma indignação, é que o chefe do turismo Amorim sugira Tróia, o que até é boa ideia, mas sem passar por autoestradas, porque, deduz-se do que afirma, são muito caras as portagens. Esquece-se Jorge Armindo que, para lá ir de carro, sem o fazer pelas tais autoestradas, terá uma família de quatro pessoas pagar pela ida e volta nos barcos da Atlantic Ferries nada mais, nada menos do que 40,5 euros. Além do mais, Armindo até parece que nem sabe fazer contas. É que, para uma família que saia de Lisboa em direção a Tróia, e, provavelmente, já contando com o combustível, até sai mais barato ir por autoestrada do que pelos barquinhos em que o Armindo tem interesses. Por autoestrada, a coisa sai em 5,5 euros por percurso, ou seja, 11 euros. Se forem pela estrada nacional, ainda mais barato sai.

Armindo acaba, porém, por revelar o que de mais profundo lhe vai no pensamento. Ele só quer em Tróia os portugueses de “classe média”, porque os outros estragam a paisagem, digo eu… Não percebeu ainda, ou então finge que não percebeu, que nem sequer já os portugueses de classe média lá conseguem ir.

Seria interessante saber o que pensa o chefe da Amorim Turismo sobre os preços da Atlantic Ferries, em vez de andar a falar dos preços das portagens. Seria, também interessante saber o que pensa  da estranha prática de obrigar os setubalenses, e todos os outros, a pagar ida e volta de uma só vez sempre que queiram ir a Tróia, ainda que até possam depois querer regressar por estrada.

Mas sobre isso, nada…

O que é que ele tem contra a “Brisa”?

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Adivinhas de Verão patrocinadas pela Troia Resort

Sobre este assunto ver ainda isto, mas em especial isto e mais isto

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Ainda o Casino de Tróia

Com a aproximação do Verão e da época balnear, o tema de Tróia e das limitações de acesso à península deverá voltar à ordem do dia. Ou melhor, deverá voltar a preocupar a enorme massa de população setubalenses descontente com os exorbitantes preços que a concessionária dos transportes fluviais cobra por uma simples viagem de ida e volta.

Já muito se escreveu sobre este tema, em particular aqui (e aqui, mais aqui), na Praça do Bocage. Vale, contudo, a pena voltar a escrever sobre Tróia a propósito do recém inaugurado Casino, eldorado que parecia à mão de semear para os grandes investidores Amorim e Belmiro. Soube-se, no princípio de Abril, que, afinal, o Casino de Tróia facturou menos no primeiro trimestre de 2011 do que o Bingo do Vitória de Setúbal. A receita, de acordo com o Jornal de Negócios, ficou-se pelos 859 mil euros, o que deverá dificultar bastante a concretização do objectivo fixado inicialmente de gerar oito a dez milhões de euros de receitas no casino do outro lado do Sado. Jorge Armindo, o presidente da Amorim Turismo, adere à moda das revisões em baixa e já dá como aceitável uma expectativa de uma receita de seis milhões de euros em 2011, o que, para já, e sabendo-se o que se sabe da crise que nos atormenta e do que mais aí vem, parece bastante optimista.

Até o Casino de Chaves, aberto em 18 de Janeiro de 2008, rendeu mais em período homólogo, mas com menos 18 dias de operação do casino de Tróia, que abriu em 1 de Janeiro de 2011. A receita de Chaves cifrou-se em 1.6 milhões de euros, quase o dobro dos 859 mil euros de Tróia. Os tempos são outros, é certo, mas a diferença não deixa de impressionar.

O chefe da Amorim Turismo não se compromete com causas para tão baixa performance, mas eu, que observ0 deste lado do Sado, quase apostava que o facto de uma viagem de ida e volta nos catamarans da Atlantic Ferries custar cinco euros, isto sem contar que, se o jogador decidir levar a viatura, tem de pagar pela mesma viagem 22 euros, pode ser um motivo bastante plausível para a reduzida clientela da casa de jogo. Como qualquer pessoa menos atenta seria capaz de adivinhar, o maior número de potenciais clientes estaria na cidade que está à distância de um rio e, por isso, seria bom para o negócio facilitar a vida aos setubalenses. Mas não, a Sonae e a Amorim querem lá saber disso… Devem é estar à espera que venham para aí charters e charters de jogadores chineses.

Não foi nada para que os setubalenses não tenham chamado a atenção. Pelo contrário. Não porque estivessem preocupados com os lucros da Amorim Turismo, mas sim porque o absurdo aumento dos preços dos transportes fluviais apenas serviu para criar uma barreira social no acesso aos areais de Tróia, algo que sempre foi dos setubalenses.

Todo o processo de reabilitação de Tróia foi feito num permanente e arrogante desprezo por Setúbal e pelos setubalenses, a começar na criação dos tais obstáculos de acesso à praia e a acabar com a marginalização do concelho de Setúbal na distribuição dos lucros prevista no contrato de concessão.

A paga dos setubalenses à Sonae e à Amorim aí está: continuam a preferir o Bingo do Vitória de Setúbal ao casino do Amorim e do Belmiro, aquele grande empreendedor dos hipermercados que classifica Setúbal como a margem pobre e malcheirosa do Sado.

Bem visto.

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Tróia high cost

O renovado complexo turístico de Tróia, ancorado no novo Casino que o grupo Amorim Turismo abre no dia 1 de Janeiro, é, cada vez mais, uma área inacessível aos setubalenses.

Sabe-se agora que a concessionária dos transportes fluviais que serve a península se prepara para aumentar as tarifas em 25 por cento, o que se traduz em mais cinquenta cêntimos por percurso. A partir de 15 de Janeiro, como noticia hoje o jornal “O Setubalense”, a viagem de ida e volta a Tróia custará, por passageiro, cinco euros, ou seja, mais um euro do que custa hoje. Nos veículos ligeiros transportados no ferry a tarifa passa de 9,60 para onze euros por viagem, ou seja, mais 2,80 euros por ida e volta. Uma viagem destas em viatura com quatro pessoas passa assim a custar 37 euros, preço que quase se equipara ao dos bilhetes das low cost para algumas capitais europeias…

Já aqui fiz em tempos as contas que demonstram que, apesar de mais incómodo, sai mais barato ir a Tróia por autoestrada do que por via fluvial. A ideia deve ser mesmo essa. Tornar a viagem incómoda para que ninguém lá vá.

Já não pode haver dúvidas que Belmiro de Azevedo e a Amorim Turismo querem mesmo limitar o acesso das gentes da margem pobre e mal cheirosa do Sado ao glamoroso empreendimento de Tróia e ao riquíssimo novo Casino que ali abre no dia 1 de Janeiro. Uma vez mais os responsáveis por Tróia, que foram mudando consoante os tempos, se convencem de que podem ter sucesso sem o apoio dos setubalenses, os primeiros e mais prováveis clientes do novo espaço de jogo. Já aconteceu  no passado, volta a acontecer agora sem que se tenha aprendido o que quer que seja com as várias lições da história de Tróia.

É pena que assim seja, assim como é absolutamente lamentável que as contrapartidas financeiras previstas o contrato de concessão do jogo de Tróia sejam apenas entregues a Grândola, deixando de fora Setúbal e Alcácer do Sal, os concelhos que, por razões geográficas e até históricas, deveriam recolher parte do que os seus habitantes vão gastar nas novíssimas máquinas de jogo para reinvestir em obras e actividades nas respectivas áreas de intervenção.

É pena…

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O que ganha Setúbal com o novo Casino de Tróia?

O complexo turístico de Tróia vai ter, a partir de 1 de Janeiro de 2011, no minuto zero do ano em que se prevê o agravamento de uma das mais acentuadas crises económicas e sociais das últimas três décadas, uma nova casa de jogo. Longe, muito longe, vão os tempos em que o Decreto-Lei nº 340/80 se tornou efectivo depois de publicado, em 13 de Agosto de 1980, na primeira série do Diário da República. Foi Diogo Freitas do Amaral, primeiro-ministro em exercício no VI Governo Constitucional, cargo que assumiu na sequência da morte de Francisco Sá Carneiro, que enviou o diploma a Ramalho Eanes para promulgação. E assim nasceu, há 30 anos, a zona de jogo de Tróia que a Amorim Turismo se prepara para inaugurar com grande festança, no primeiro minuto do novo ano.

Encarado como uma tábua de salvação do naufrágio em que transformara a Torralta e todo o complexo que esta empresa desenvolveu em Tróia, o Casino foi, por mais de trinta anos, a miragem do Eldorado para sucessivos protagonistas do Poder Local e outros actores políticos e sempre encarado como o gatilho que faltava premir para que o desenvolvimento turístico da região desse um salto.

Na verdade, a península de Setúbal não esperou pelo Casino e continuou o seu caminho, desenvolveu-se, cresceu, desenvolveu novos atractivos e transformou-se numa das mais ricas e produtivas zonas do país, sem que para tal necessitasse da sorte e do azar dos lucrativos jogos de Casino.

Chegado o novo século, e perante a possibilidade, real, de transformar Tróia num renovado e atractivo complexo turístico pela mão da SONAE – que, através de sociedades por si detidas, tinha celebrado, com o Estado, em 1997, um contrato de compra e venda de créditos sobre a mais do que falida Torralta – a discussão em torno do Casino ressurgiu com nova intensidade, ainda que obscurecida pela espectacular implosão das velhas torres de Tróia, acção que constituiu verdadeiro símbolo de ruptura com o passado da península que faz a transição entre a grande Lisboa e o grande Alentejo. Símbolo de ruptura com o passado, mas também símbolo de um novo poder socialista, encarnado por um jovem líder socialista que conjuga a linguagem de esquerda com os piores tiques do autoritarismo nacional. Continuar a ler

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A discoteca da Helga e os barcos para a Tróia

Os preços e os horários dos transportes fluviais para a península de Tróia, assegurados pelos ferrys e catamarans da Atlantic Ferries, empresa do universo empresarial Sonae, têm sido motivo de variadas discussões e tomadas de posição de pessoas e entidades preocupadas com a degradação do serviço público que aquele meio de transporte deve assegurar.

Os horários em vigor desde 1 de julho referem a realização de 25 viagens por dia para cada lado nos ferries, mais uma aos fins de semana. Entre abril e junho apenas se realizaram 12 viagens diárias entre cada margem, quando antes eram trinta os percursos efectuados.

A acentuada redução do número de carreiras dos ferries corresponde, nos meses de verão, a uma redução de 48 por cento em relação ao número de viagens que a antiga concessionária, a Transado, efectuava. Se a comparação entre o número de carreiras efectuado pelas duas empresas incidir nos horários praticados pela Atlantic Ferries entre abril e junho, a redução registada foi de sessenta por cento em relação ao número de viagens feitas pelas embarcações de transporte de viaturas da antiga concessionária.

A redução constante do número de viagens entre cada margem não foi, contudo, acompanhada de uma redução do preço dos bilhetes, que custam hoje dois euros por pessoa e por percurso e 9,60 euros para uma viatura com o condutor. Se pegarmos no lápis e fizermos as contas, facilmente se conclui que uma família de quatro pessoas, em que as crianças tenham mais de dez anos, paga 16 euros por dia para ir à Tróia. Se se quiser passar para a outra margem com viatura e voltar, o preço a pagar por uma família de quatro pessoas ascende, então, a 31,20 euros (9,60 x 2 da viatura e do condutor mais 12 euros de três passageiros). Se o condutor optar, ajuizadamente, diga-se, por ir pela auto-estrada, então terá de pagar 8,10 em portagens no percurso Setúbal-Alcácer-Setúbal e em combustível cerca de 20 euros para os 106 quilómetros de percurso, ou seja, a festa fica em 28,10 euros, menos 3,10 euros do que a viagem de barco. Se optar por ir pela estrada nacional, ainda mais barato fica…

É certo que esta questão está mais do que discutida, os protestos mantém-se e as populações continuam a ser prejudicadas por estes horários e tarifas exorbitantes, com forte impacto na actividade económica, em particular a das populações da margem sul do Sado.

Face aos protestos que se têm feito ouvir, a Atlantic Ferries faz ouvidos de mercador e insinua, sem o afirmar, que os prejuízos decorrentes da actividade da empresa são de tal monta que o melhor seria fechar. A APSS, entidade que concessiona o transporte de passageiros e de viaturas, tem feito tudo para que ninguém repare nela e e cala-se bem calada, quando seria de esperar que já tivesse tomado posição sobre a matéria, em defesa dos interesses das populações da região.

Tudo isto é extraordinário. Mas mais extraordinário é descobrir-se que, afinal, a empresa decidiu estender o horário de funcionamento dos barcos, não por causa dos protestos, não por causa do interesse público, não por causa das necessidades das populações, não por causa dos setubalenses que sempre fizeram de Tróia o seu local de eleição. Não. Nada disso…

A Atlantic Ferries vai estender o funcionamento dos barcos durante toda a noite no período de Verão porque, fica-se a saber pela revista “Nova Gente” de 19 de julho, o novo projecto de Helga Barroso — a senhora que é sócia daquele notável empresário da hotelaria que se chama Luis Evaristo e que abre uns espaços de dança no algarve no período estival com nomes esquisitos e muita cobertura mediática paga a peso de ouro — já está em funcionamento num dos espaços do Troia Resort e, por isso, é preciso transportar fora de horas os foliões da margem boa para a margem mal cheirosa do Sado.

Mas desenganem-se aqueles que pensam que tanta generosidade é para manter. Nem pensem nisso. A brincadeira deve acabar a 25 de Setembro, data em que fecha o Luv, o tal espaço da notável Helga Barroso. Depois disso, quem quiser que vá dar a volta por Alcácer, que a vida está cara e a Atlantic Ferries não é a Santa Casa…

Mais uma vez fica demonstrado que serviço e interesse públicos são coisas para os outros, mas não para a Sonae. Quando se trata de favorecer os interesses privados do dono do resort, aumentam-se a frequência das carreiras, nem que isso dê prejuízo. Quando o que está em causa são os interesses das populações da região, nem pensar em aumentar a frequência das carreiras, porque a Atlantic é uma empresa privada e não anda cá para perder dinheiro, ideia com que a APSS até parece estar de acordo. Enfim, será assim agora, porque com a Transado parece que o rigor nas exigências era outro, em particular no que diz respeito aos horários.

Ao que isto chegou…

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Setúbal, a margem pobre e mal-cheirosa do Sado

Quem o diz é capitalista Belmiro de Azevedo, preocupado com o funcionamento da engrenagem que ele esperava que fizesse multiplicar o dinheiro que enterrou em Tróia. Percebe-se agora por que é que o primeiro vídeo promocional do resort de Tróia pós-Torralta omitia, ostensivamente, Setúbal e a Arrábida…

Belmiro foi à outra margem — a boa, supõe-se — dizer isto numa conferência, sem pestanejar, de uma cidade onde vivem quase 120 mil pessoas, das quais uma quantidade muito significativa deu e pode continuar a dar um contributo decisivo para a sobrevivência dos elefantes brancos que começaram a nascer nos areais de Tróia, Casino incluído, apesar de a querem afastar definitivamente de lá.

O rei dos hipermercados disse também que a Secil e a Portucel deviam fechar, a “bem do desenvolvimento da península de Tróia”. Ora aí está, a solução ao alcance da nossa mão e nós sem darmos por ela. Foi necessário Belmiro dar um pulinho a Grândola, a margem boa do Sado, para nos iluminar, a nós, setubalenses que andamos há décadas à procura da solução para o problema da Secil, sem que tal solução possa implicar coisas desagradáveis como o despedimento de umas centenas de trabalhadores, além de outras consequências sociais e económicas. Coisa pouca para o engenheiro, já se vê. Belmiro terá, certamente, na manga o projecto de reconverter todo aquele pessoal da Secil e da Portucel em operadores de caixas e repositores dos milhares de hipermercados que vai abrir, até ao fim do século, em todas as esquina de cada cidade, vila e aldeia deste país.

Perante a revolucionária proposta do engenheiro que pensa que os milhões lhe dão uma especial sabedoria, atrevo-me mesmo a ir mais longe: por que não fechar a cidade de Setúbal? Era muito mais simples. Trasladava-se os mal cheirosos para bem longe, fechava-se o resto das empresas, tudo o que fosse construção ia raso, Praça do Bocage incluida, e abria-se campo para a edificação de mais e belas torres de apartamentos do engenheiro. No lugar da Secil (o terreno já está preparado…) nasceria novo resort, a preços apenas acessíveis às bolsas equiparáveis à do homem do Norte.

Esta é a solução para que Azevedo não fique a perder. Há que ter pena do homem, que, quando aqui chegou, pensou que poderia descartar Setúbal e os setubalenses e ficar só com a Tróia. Começou agora a perceber que não era possível, em particular com gente que come sardinhas à bruta com as mãos e cheira mal. Se não é possível, então que se feche as empresas. A rapaziada, desempregada, vai embora; os serviços e o comércio, sem clientela, fecham; além disso, o Jumbo é da Auchan e não da Sonae, por isso, olha, que se lixe…

Eu bem queria tratar este assunto de forma séria, mas não deu. O que Belmiro disse, a crer no que escreve o “Setúbal na Rede”, é demasiado rasca e obsceno para que se trate este personagem de forma séria. Não merece qualquer respeito quem trata assim toda uma população, toda uma cidade que já contribuiu mais para a história e economia de Portugal do que alguma vez o engenheiro contribuirá.

Por mim, o que devia fechar era o empreendimento turístico de Troia, que deveria ser transformado numa estância balnear aberta a toda a população, a preços sociais, livre de todos os Belmiros deste país.

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