Área Metropolitana de Lisboa, Geral

AML em negociações com Atlantic Ferries para integrar travessia Sado no novo tarifário de transportes públicos

Manuel Pisco, vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, nas Conversas na Praça no dia 3 de abril

O vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal anunciou esta quarta-feira que a Área Metropolitana de Lisboa está em negociações com a Atlantic Ferries e a autarquia grandolense para integrar a travessia do Sado no novo tarifário de transportes públicos que entrou em vigor no passado dia 1 de abril.

Manuel Pisco revelou na “Conversa da Praça” dedicada à mobilidade e transmitida em direto no blogue Praça do Bocage que a “AML esteve já a negociar não só com [a Câmara Municipal de] Grândola, mas também com a Atlantic Ferries (concessionária da travessia do Sado)”. O autarca salienta que este foi o momento escolhido para tratar desta matéria porque é agora que se está a tratar das “ligações entre as fronteiras da AML com as CIM (comunidades intermunicipais) e concelhos limítrofes“.

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Geral, Política

100 dias de mudança

Parlamentsgebäude Lissabon Panorama

Os 100 dias do Governo PS apoiado pela esquerda confirmam a mudança de paradigma operada na política portuguesa – nunca desde 1974 os vários sectores da esquerda se tinham entendido para dar corpo a uma solução de governo. E, apesar de continuar a linha da austeridade, o orçamento de 2016 agora aprovado demonstra que é possível reparti-la de uma forma menos penalizadora para os rendimentos da maioria.

O entendimento das esquerdas foi tornado possível pela hecatombe social que a direita impôs a vastos sectores da população. Impondo-se a si próprio ir além do que havia sido acordado com a troika, o governo PSD-CDS aproveitou a boleia do “ajustamento” para impor uma agenda ideológica que há muito perseguia. Cortou sem critério nas funções sociais do Estado, vendeu ao desbarato importantes empresas estratégicas e atacou tudo quando fosse público, reduzindo os rendimentos dos portugueses, com especial incidência no funcionalismo público. O resultado foi o empobrecimento generalizado e o aumento da dívida.

Também o PS percebeu que o caminho de constante subscrição e aplicação de políticas anti-sociais e de empobrecimento generalizado da população cavava fundo as bases da sua credibilidade e do seu próprio futuro enquanto grande partido protagonista do sistema.

Os cem dias demonstram também que o governo goza de estabilidade parlamentar. E mostram que a governação passou a ser objecto de negociação permanente, como não podia deixar de ser, já que o parlamento é agora uma verdadeira câmara de debate e de decisão política. Foi o que resultou do novo quadro parlamentar. Qual seria a alternativa? Um governo minoritário da direita, sem maioria na assembleia e que se arrastaria penosamente até ser derrubado? Ou um governo da direita com apoio socialista e que iria reproduzir, no essencial, as políticas anteriores?

Em cem dias foi possível assistir a uma clara mudança de rumo: na negociação do salário mínimo, na reversão das subconcessões e privatizações nos transportes, no reescalonamento da sobretaxa de IRS ou na reposição faseada de salários na administração pública e de diversas prestações sociais.

A solução governo PS apoiado pela esquerda não é isenta de riscos e dificuldades. Basta conhecer as diferenças e as divergências programáticas das partes envolvidas. Mas há compromissos assumidos e formalizados nos documentos fundadores que assinalam esta nova fase. O falhanço desta solução a curto prazo ditaria inevitáveis consequências de confiabilidade perante o eleitorado para os partidos envolvidos.

São conhecidos os constrangimentos que condicionam e irão continuar a condicionar os próximos anos: eles derivam, no essencial, do cumprimento mais ou menos apertado das normas do tratado orçamental. Critérios que são uma verdadeira espada de Dâmocles sobre o país, mas que representam o custo da opção de permanecer no espaço do euro – aparentemente subscrita pela maioria do eleitorado. E diz-se “aparentemente” porque a legitimidade da adesão à moeda única e a subscrição do tratado orçamental nunca foram referendadas pelos portugueses, tal como outras decisões que implicaram perca de soberania.

Fará vencimento a interpretação daqueles que, como A. Costa, pregam “a interpretação inteligente” do tratado, como sinónimo do abrandamento das regras? Ou assistiremos a que a um país pobre, endividado e com escassa expressão no PIB da União, seja aplicada com todo o rigor a autoridade dos poderes europeus – como se denota com a exigência de um plano B de medidas orçamentais?

A frente europeia será, porventura, a que maior empenho exigirá uma coordenação empenhada dos partidos que suportam a actual solução governativa.

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Política

As dez palavras que abalaram o mundo

IMG_0166Afonso Luz, da Comissão Executiva do Partido Ecologista Os Verdes e um dos membros da comissão negociadora que participou nas discussões que conduziram a um governo que nos poderá devolver alguma esperança, explica, no texto que se segue, a que a Praça do Bocage abre, com gosto, as suas portas, como podem apenas dez palavras mudar o (nosso) mundo.

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“O Partido Socialista só não é Governo se não quiser”

Foram estas dez palavras, proferidas por Jerónimo de Sousa, em nome do PCP, no rescaldo dos resultados das eleições legislativas de 04/10/2015, que abalaram o (nosso) mundo.

No mesmo momento em que, contados os votos, a direita gritava vitória e, no PS, uns se afirmavam em choque e outros viam chegada a oportunidade de avançarem para a liderança, as palavras de Jerónimo de Sousa, secundadas pelas posições logo assumidas por PEV e BE, tudo abalaram.

O PS perdedor, passou a vencedor.

O António Costa vencido, passou a possível primeiro-ministro.

Os socialistas chocados, tal como os putativos futuros líderes, ainda estrebucharam, mas acabaram por meter a viola no saco.

A direita, surpreendida, desorientada, sentiu-se perdida. Apelou a fantasmas. Como era possível? O mesmo PS que lhes tinha dado o colo na Fonte Luminosa e com quem sempre tinham contado, agora deixava-os cair. E logo juntando-se à esquerda! A esquerda radical. Os estalinistas, com os maoistas, mais os trotskistas e ainda os ecologistas. Todos juntos. Que medo!

O mundo deixou de ser o que era.

O Presidente da República, figura cuja falta de cultura e tato político só encontra paralelo em Américo Tomás, encurralado nas suas próprias decisões e depois de afirmar que sabia bem o que tinha de fazer, deu-lhe para “chutar para fora”, tentando ganhar tempo, na esperança de que alguma mãozinha milagrosa aparecesse e o acordasse do pesadelo.

Foi nomeando um governo de direita sem apoio parlamentar. Foi ouvindo tudo e todos de que se foi lembrando, especialmente aqueles de quem já conhecia os discursos. E ainda fez um intervalo par ir até à Madeira.

Completamente perdido, acabou a pedir esclarecimentos sobre o que estava, há muito, esclarecido.

Sem opção, a 24/11 (certamente para evitar o 25), “indicou” o Secretário Geral do PS como primeiro-ministro. Mais uma vez, mostrando desprezo pela Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir, achou que devia “indicar” e não nomear o primeiro-ministro, como lhe compete nos termos do nº 1, do artº 187º, da Constituição Portuguesa.

Enquanto tudo isto se passava, PS, PCP, BE e PEV entendiam-se e o povo saiu à rua, concentrou-se junto ao Palácio de S. Bento, aguardou o derrube do governo de direita e celebrou a sua queda logo que anunciada.

Entre palmas e abraços, ouviu-se nessa concentração dizer, emotivamente, que “valeu a pena lutar”. Vale sempre a pena lutar.

O que aí vem não é nada fácil e estar atento é exigência para cada um de nós.

A luta não pode parar, “enquanto houver estrada para andar”.

A estrada que temos pela frente é estreita, mas é a da alternativa às políticas de austeridade, de empobrecimento do povo, dos privilégios só para os grandes grupos económicos e financeiros, da constante perda de soberania, dos crimes económicos, sociais e ambientais.

Estão agora criadas condições para melhorar a vida dos portugueses e voltar a colocar Portugal no caminho do desenvolvimento.

Vamos a isso!

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Geral, Govermo de Esquerda, Política

O país pode esperar! A ópera bufa de Cavaco

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1º acto – Cavaco Silva chama, sem delongas, Passos Coelho a formar Governo. Também sem demora anuncia que vai dar posse a esse mesmo Governo. Mesmo quando já (todos) sabia(mos) que seria “chumbado” pela maioria dos deputados no parlamento. Não fez exigências nem colocou condições ao nomeado!

2º acto – No discurso de posse do “Governo com demissão anunciada” dirige-se… não ao Governo, mas sim à oposição e de forma ameaçadora. Passos Coelho e os seus colegas assistem “de bancada” – só estão ali por mero acaso! Pelo meio Cavaco apela à rebelião dos deputados do PS na votação parlamentar e fala… da NATO !!

3º acto – Com o governo demitido pelo parlamento e em funções de gestão; com as dúvidas sobre Portugal a avolumarem-se junto das organizações internacionais, dos agentes económicos e dos mercados, que entende por bem fazer o presidente Cavaco? Viajar para a Madeira e mostrar-se ao leme de uma embarcação.

4º acto – Regressado ao Continente anuncia mais e mais audiências. A banqueiros e a economistas. E aos partidos, claro. Isto depois de ter ouvido entidades tão ilustres e selectas como o fórum para a competitividade e a associação das empresas familiares.

As eleições foram há um mês  e meio. Para Cavaco, o país que espere!

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Política

Nunca ninguém disse nada sobre acordos à esquerda?

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Política

O ódio amplifica a ignorância

Berlin-cai

A ignorância é sempre perigosa. Quando amplificada pelo ódio torna-se, além de ridícula, ofensiva para gerações de homens e mulheres que deram a vida para derrotar o nazismo e o fascismo. Foi o que fizeram na JSD, ao escolher a foto de Khaldei para ilustrar a sua página de Facebook como invocação do perigo comunista, como aqui relata o jornal “Público”. Só a serenidade que os tempos aconselham nos deverá impedir de classificar (ou agir por causa de) declarações como as que faz o deputado do CDS Michael Seufert, citado na notícia do “Público”.

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Política

A História à frente dos nossos olhos

Sem Título

A história faz-se hoje. documento total AQUI

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