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A Europa Connosco em 7 pontos

ruinas gregas

1. Angela Merkel e Wolfang  Schaulbe têm um número treinado, bem afinado conhecido há séculos. O do pide bom e do pide mau, com a experiência gestapo. Está em cartaz há vários anos na Europa Connosco. Torturam os povos europeus por interpostos governantes submissos. Sujeitam os recalcitrantes para tudo andar pelos carris das suas ordens.
2. Hollande, Renzi acreditam na primavera merkelliana. Opõem-se até cederem e cedem sempre. Na última representação do teatro de sombras que são as reuniões dos governantes europeus, ficaram muitos satisfeitos por evitar o grexit. A que custos para os gregos e para quê? Salvar o euro que não a Grécia. Remendar os buracos do pano de cena que oculta o palco onde, em sessões contínuas, está em cartaz a comédia-dramática Os Últimos Dias da Europa.
3. Pedro, o Super-Homem de plástico, teve uma ideia e salvou a Europa. Primeira nota, o Pedro também tem ideias, o que o deve deixar exausto, pior do que estar exposto a kriponita. Segunda nota ter ideias para ajudar ao saque e ao esbulho não honra ninguém, mesmo um Passos Coelho.
4.  Marisa Matias tinha a mão no tapete, mas não o puxou com a ilusão que o Syriza e o seu querido Tsipras conseguiriam que a sua (má) proposta fosse aceite pela Alemanha e seus submissos pares europeus. Nada melhor do que ter fé! Depois de Fátima há que acreditar em milagres mesmo contra todas as evidências! E agora, Marisa?
5. A mulher de Alexis Tsipras vai pedir o divórcio? Divorciado do povo grego e de todas as esperanças que andou a espalhar pela Europa já ele está. Merkel e Schaulbe estriparam-nas a sangue frio. Esquecem-se, Tsipras também, que há sempre alguém que resiste.
6. 6. Nas estratégias militares às vitórias de Pirro adicionou-se um novo paradigma: as derrotas de Pirro.
7. No horizonte da Europa anuncia-se um futuro radioso. Depois da derrota do III Reich, o triunfo do IV Reich. Em marcha a transferência efectiva de Bruxelas para Berlim. Os países que não se declararem aliados serão submetidos e transformados em protetorados. A Grécia foi o primeiro. Outros se seguirão. A Solução Final avança!

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BARRELAS

sabão azul e barnco

11 de Março de 1975, as portas de Abril, abriam-se para mudar de vida.

11 de março de 2015 dia de barrelas de alguma da muito suja que, desde esse dia, se acumulou por Portugal.

Barrela 1- Pedro Passos Coelho, na Assembleia da República a justificar o injustificável. O não pagamento à Segurança Social, desvios do IRS, por trabalhos feitos, para empresas todas elas pouco recomendáveis. Os trabalhos pesadíssimos que Pedro Passos Coelho fazia, dizem os seus antigos patrões, era abrir portas, gabando-lhe o portefólio de gazuas. Mais hábil que Al Capone, não se deixou apanhar nas malhas contributivas para o Estado. Um artista português que, com os seus olhos de bandido nos assalta todos os dias desde que se sentou em São Bento. Mente, mente sempre convictamente como o fez durante a campanha eleitoral, como sempre o fez. Como ainda há pouco tempo, roído pela medíocre inveja de assistir ao triunfo de um partido que se opõe às políticas de austeridade que tanto o excitam, nada melhor que sodomizações teutónicas, disse graçolas sem tino e mentiras para os portugueses desprevenidos se indignarem, afirmando que Portugal foi dos países que mais contribuiu na ajuda financeira à Grécia. Mentiu, como sempre fez e faz. Portugal contribuiu de acordo com o PIB e os tratados europeus que subscreveu. Nem um cêntimo a mais ou a menos! Hoje foi lavar as nódoas indeléveis de contumaz fugitivo às contribuições. Homem sem princípios nem dignidade, que vampiriza o povo trabalhador e bajula o grande capital.

Barrela 2- Em 11 de março de 1975 Spínola tentou um golpe de estado. Mais um golpe de estado depois de um primeiro tentado, em aliança com Adelino Palma Carlos e Sá Carneiro, pouco tempo depois da Revolução de Abril. De um segundo, em 28 de Setembro de 1974, em que a maioria silenciosa, que supostamente o apoiava, partiu os dentes ao enfrentar as forças populares democráticas. Nunca deixou de conspirar contra o 25 de Abril. Fê-lo logo no primeiro momento, quando queria que o Movimento das Forças Armadas regressasse aos quartéis na esperança de um triunfo de uma marcelismo democrático corporizado por ele. Em 11 de Março de 1975, perdeu novamente. Fugiu para o estrangeiro, onde continuou a conspirar contra a democracia e as conquistas da Revolução. Apesar de toda essa actividade conspirativa, Mário Soares, graduou-o marechal, Nomeou-o das Ordens Portuguesas, condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito , a segunda maior insígnia da principal ordem militar portuguesa. Como não há almoços grátis, façam o favor de extrairem as vossa conclusões sobre esta parceria bem pública. Outras continuam ocultas como a da tonitruante voz que se calou e não chegou a ler a proclamação de um 11 de Março vitorioso. Hoje, em alguns meios de comunicação social, o 11 de Março é apresentado com uma casca de banana, uma ratoeira em que e Spínola escorregou deixando-se apanhar na armadilha. Não há um pingo de vergonha. Desde o primeiro momento sempre se tentou mistificar a intentona spinolesca! Como se o homem do monóculo não fosse um dos primeiros e dos mais activos conspiradores contra o a Revolução do 25 de Abril.

Barrela 3- Em Santa Comba Dão, o edil socialista prepara uma candidatura a Fundos Comunitários, para construir um museu e um centro de estudos sobre o Estado Novo! Qual fascismo, qual ditador! O Senhor Primeiro-Ministro do Estado Novo! Em marcha o que anda desde há muito tempo em marcha. A lavagem do fascismo por métodos científicos, pela mão de historiadores encartados como Rui Ramos, com trabalhos nessa área a demonstrar que não houve nem fascismo nem oposição ao fascismo. A panóplia repressiva do fascismo, que não era pouca desde os manuais escolares para lavagens aos cérebros, a Mocidade Portuguesa, a Legião, a Censura, a PIDE/DGS, prisões e campos de concentração, não passavam de suaves meios dissuasores dos recalcitrantes a quem era preciso dar uns safanões a tempo. Até aos historiadores diletantes como o Fernando Dacosta que foi escutar as confissões de Maria para reescrever a história e embelezar a imagem do ditador que não sabia nada das tramoias da PIDE para tramarem Humberto Delgado ou que sugeriu a fuga de Cunhal da prisão de Peniche. Intelectuais latrinários e mercenários não faltaram ao cheiro do dinheiro sujo por um passado execrável.

40 anos passados sobre o 11 de Março de 1975, dói assistir ao estado de degradação, política , económica e ética em que o país mergulhou. Para se refocilar na pocilga completamente, só falta aparecer hoje no Frente a Frente da SIC Notícias (passe a publicidade) José Matos Correia para decretar, como já decretou com o seu ar porcino, que o 11 de Março e as consequentes nacionalizações fizeram regredir o país dez anos. Nem mais nem menos! Esperemos que coloque bem visível um retrato de Ricardo Salgado, o dono disto tudo agora caído em desgraça, herdeiro dos donos disto tudo do fascismo, perdão Estado Novo! auurrrgggghhhhh!!!!!!

Apesar e contra a miséria moral vigente, celebremos com alegria o 11 de Março de 1975!!!

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Libido 4

Depois do acordo de princípio, alinhavado entre o governo grego e a CEE, das múltiplas declarações entre os protagonistas e o que os nossos (des) governantes foram comentando em desbragada linguagem, recomendamos um fim-de-semana alucinante à espera dos próximos capítulos desse teatro escabroso em que se procura esfolar a democracia.

WOLFANG E MARIA LUIS

“Campo de Concentração Austeridade”, “Loucos por Coligações ou São Bento e os 120 Dias de Sodoma”, ”Portugueses mais um esforço para continuarem a ser Esmifrados” e ”Contos para Adultos dos Tarados das Reformas Estruturais”, quatro filmes para maiores de dezoito anos, recomendados para um fim-de-semana acabrunhante, à espera da lista grega a ser entregue em Bruxelas.

Os dois primeiros são protagonizados por Maria Luís Albuquerque e Wolfang Schaulbe e Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, duas das duplas mais famosas no mundo da pornografia financeira, do cinismo político e da crueldade social. Os dois últimos são grandes orgias, celebrando os infortúnios da austeridade com os quatro protagonistas e narração de Cavaco mergulhado no fundo do Poço de Boliqueime, Opções adicionais discursos, entrevistas, declarações dos protagonistas, não recomendadas por questões de higiene mental.Coelho POrtas

Aviso muito importante: os filmes contém cenas sadomasoquistas que podem ferir a mais empedernida sensibilidade, mesmo dos mais experimentados.

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Política, PSD

Temos o que merecemos?

Vamos agora sabendo com mais detalhe as “aldrabices” que o Primeiro Ministro Passos Coelho fez quando era apenas o jovem deputado Pedro Passos Coelho.

Adivinha-se que já na altura lhe auguravam auspicioso futuro nas manigâncias dos meandros político-governativos. Foram regando, generosamente, a planta que prometia ser viçosa e eis que o homem chega a chefe do governo. Cento e cinquenta mil euros até nem é caro.

O jovem político esforçou-se e conseguiu lá chegar, isto enquanto nós vivíamos acima das nossas possibilidades e recusávamos a simples ideia de emigrar para arranjar o trabalho que não havia no nosso país.

Chegado à cadeira do poder, o primeiro ministro, certamente com os 150 mil da tecnoforma já gastos mais os 60 mil do subsídio de reintegração da Assembleia da República esmifrados tratou de baixar salários a funcionários públicos, cortar subsídios de desemprego, estrangular o Serviço Nacional de Saúde, aumentar o IVA e o IRS. Compreende-se: era preciso ajudar a pagar o subsídio de reintegração do deputado que era exclusivo, mas só para receber o subsídio.

E nós a viver acima das possibilidades, diz ele…

Ouço muitas vezes ouvir dizer que temos o que merecemos.

Não é verdade.

Ninguém merece isto; ninguém merece esta vigarice pegada, este desprezo com que nos tratam; estes esquemas manhosos.

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Política

Fugir às palavras

Por vezes, é difícil fugir às palavras, utilizar subterfúgios para classificar uma realidade concreta que se nos impõe com tal força e grandeza que fugir dela mais não é do que uma manifestação de cobardia.

Com o atual governo, tais situações ocorrem com cada vez maior frequência. Evitar, por razões de bom gosto, educação ou quaisquer outras, classificar com as palavras certas o que Passos Coelho nos vai anunciando deixou de ser um imperativo de bom gosto ou de educação para passar a ser um ato inaceitável.

Por isso, aqui manifesto a minha profunda convicção de que o anúncio de novas medidas de austeridade feito pelo primeiro-ministro no dia 7 de setembro foi um dos maiores atos de vigarice, aldrabice, mentira e desonestidade, que não apenas a política, de que há memória neste país, ainda que, na nossa vida em democracia já tenhamos assistido a muitas.

Passos, que falou antes do jogo da seleção para ver se a coisa passava sem grande dores, foi capaz de nos querer aldrabar e vigarizar com a ideia de que estava a respeitar, com estas novas medidas, os princípios de equidade que o Tribunal Constitucional utilizou para obrigar o Governo a repor os subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos. A vigarice é total, a aldrabice não tem limites. Quanto tempo terão andado a pensar na forma de nos tentarem enganar com este esquema em que tiram aos funcionários públicos um subsídio, dizem que repõem o outro em prestações mensais, mas logo a seguir o retiram com igual aumento em sete por cento da taxa da segurança social, fincando tudo na mesma?

Tudo exatamente na mesma, com os funcionários públicos, contrariando o espírito do acórdão do Tribunal Constitucional, a ficarem sem nenhum subsídio ou melhoria salarial mais uma vez.

Que mal fizeram os funcionários públicos para serem o alvo de tanta vigarice, aldrabice e desonestidade? Tanta estupidez…

Vigarice e aldrabice. Não tem outro nome o que este primeiro-ministro vigarista e aldrabão e seus desonestos acólitos nos fizeram.

Maior vigarice só a que Paulo Portas anda a ensaiar, quando nos vier dizer (se é que diz alguma coisa, ele que tão bem se sabe calar nestes momentos) que o Governo fez o que o CDS sempre defendeu e não aumentou impostos, mas sim a segurança social. Terá Portas coragem para dizer tal coisa? Acreditará ele que somos todos assim tão estúpidos e parvos, como parece acreditar o deputado nuno Magalhães, que temos o azar de ser deputado municipal em Setúbal, quando afirma que estas medidas não são um aumento de impostos? Quando afirma que estas medidas são um incentivo à criação de emprego? Que respeitam a “equidade”? De que “equidade” fala ele? Da que o primeiro-ministro se esqueceu de anunciar para as grandes fortunas e transações de capital? Da transferência dos dinheiros da TSU dos salários dos trabalhadores para os bolsos dos patrões?

Que mais poderemos dizer perante tais vigarices e aldrabices?

Que dirá o Presidente da República, ele que anda tão atentos aos limites dos sacrifícios que podem ser impostos aos portugueses? Se nada disser, quer dizer que também alinha na vigarice e aldrabice de Coelho e Portas?

Ficarei à espera das respostas. Claro que sei que devo esperar sentado…

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