Política

A Pergunta que deveria ter sido feita à Troika

Hoje, depois de a conferência de imprensa que a troika deu, mais uma vez, sem nada de interesse, Paul Thomsen, o representante do FMI na troika, foi à RTP 1 repetir o que já repetiu e continuará a repetir, com o ar de quem está a dar uma novidade. Nada de novo! Também daquelas cabeças não se espera algo de interessante ou inovador. Tudo requentado. Tudo a tresandar a bafio, a naftalina económica. A facúndia não quer nada com eles!

Por parte do jornalista igualmente nada de novo. No meio da cegarrega da converseta veio á baila, o corte dos subsídios. Claro que o troikano não podia estar mais de acordo. Só que o jornalista perdeu, há-de sempre perder não está lá para colocar questões de fundo e sérias, a oportunidade de perguntar porque é que estando calculada a receita, com o corte de subsídios de Natal e Férias em 700 milhões de euros, se não se poderia cortar metade das comissões que Portugal vai pagar à troika, pelo lindo serviço que andam a fazer – bem podiam limpar as mãos á parede – e , com essa poupança, pagar pagar um dos dois subsídios.

São 660 milhões de euros de comissões o que Portugal vai pagar à troika, 66 euros a cada português durante três anos. Esse dinheiro representa 7 222 222 euros por ano, 601 851 euros por mês de despesas com aqueles abencerragens, que, nos visitam regularmente. Pagamos a cada um por mês 200 617 euros, estejam em Portugal, na Grécia ou no grande raio que os parta! O taxímetro está sempre a contar!!!

Para aquela gente risível , o chamado Pacto de Assistência a Portugal, não é uma árvore das patacas, é uma floresta de árvores das patacas. É um roubo organizado e legalizado por uma quadrilha internacional , sobejamente conhecida, com ramificações nacionais, também bem conhecidas.

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O Polícia Bom…

Cavaco Silva afinal discorda do Governo. Ou melhor, parece que discorda do Governo. Vem agora dizer que as medidas do OE 2012, em particular as que impõem o roubo dos subsídios de natal e de férias aos funcionários públicos (a populaça ulula de contente: “afinal, esses gajos não fazem nada, pra que é que precisam desse dinheiro, annhh?”), “violam a equidade fiscal”.

Cavaco apressa-se a introduzir uma nuance no discurso para não ficar muito mal visto pelos PSD’s mais retintos e esclarece que isto “está tudo nos livros” e quem os leu sabe que é assim.

Ainda que para perceber que isto é um roubo nem seja preciso saber ler, Cavaco quis iluminar-nos e, do alto da sua cátedra de ilustre professor de finanças que anda há trinta anos a lixar isto tudo, faz-se de santo padroeiro dos pobres e oprimidos funcionários públicos, aqueles que, no meio do lixanço geral mais lixados têm sido por sucessivos Governos do PS , PSD e CDS.

Bombos da festa, trapezistas com a vida permanentemente na corda bamba, os funcionários públicos continuam a a ser os que recebem a mais alta factura do disparate e da asneira desta gente desqualificada que nos tem governado.

Desqualificada, incapaz, desonesta.

Cavaco, que faz parte do clube, vem agora fazer de polícia bom, deixando para Passos Coelho e Vítor Gaspar as cacetadas. Esperteza nunca lhe faltou, a ele e aos amigos dele que, no BPN, ainda nos lixaram mais.

E vão-nos lixar até quando?

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Política

Roubo!

O roubo institucionalizado foi hoje legitimado pelo primeiro ministro na Assembleia da República com o anúncio da subtracção por via fiscal de metade dos subsídios de natal na parte que excede o valor do salário mínimo nacional.

Mas não se ficaram a conhecer nenhumas medidas dirigidas ao sector bancário, às offshores…

Como sempre, pagam os mesmos.

Nem sei por que me admiro.

Ladrões!

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