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O fantasma que ainda não entrou pelas portas do Campus da Justiça

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Depois do BES, dos VISTOS GOLD e do caso José Socrates,, de todo o aparato que tem rodeado esses casos, de toda a excitação que percorre de norte a sul o país,esperamos que a justiça continue muito activa e que abra, finalmente, as portas para entrar a sexta pessoa, que em dia certo  a  hora certa, como Ricardo Salgado informou a famiglia, recebeu comissões dos submarinos, além dos 5 milhões de euros que terão ido parar a contas dos membros do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo (GES), e que saiu dos 30 milhões, parte da fatia da comissão paga à Escom por serviços de consultoria prestados ao consórcio alemão.

Quem será esse fantasma que continua a ensombrar a justiça no caso dos submarinos?

Caso dos submarinos que tem a particularidade de alemães estarem presos por pagarem “luvas” e em Portugal ninguém estar preso por as ter recebido.

Façam o favor de abrir as portas do Campus da Justiça para o fantasma as franquear e ter finalmente nome!

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Política

Estamos esclarecidos, Sr. Passos Coelho!

Fisco perdoa luvas dos submarinos

O contra-almirante Rogério d’Oliveira, ex-consultor técnico do consórcio alemão que venceu o concurso dos submarinos, regularizou junto da Administração Fiscal portuguesa, em 2010, um milhão de euros que recebeu do German Submarin Consortorium (GSC) em 2006, e não declarara ao Fisco.

Segundo a justiça alemã, a verba estava depositada no banco suíço UBS e foi paga a título de luvas. O militar garante que recebeu o dinheiro como honorários de 18 anos de trabalho.

Rogério d’Oliveira regularizou a sua situação fiscal ao regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT), que permitiu aos contribuintes legalizar o património financeiro que estava fora do país até 31 de Dezembro de 2009.

Assim, o militar pagou uma taxa de 5% sobre as verbas depositadas no UBS. Fernando Arrobas, advogado de Rogério d’Oliveira, afirma que a verba de um milhão de euros diz respeito a rendimentos de 2006, relativos a serviços de consultoria, que foram depositados no UBS até repatriamento em 2010.

Uma auditoria externa solicitada pela Ferrostal, datada de Abril de 2011, apurou que a empresa alemã, pagou um milhão de euros a Rogério d’Oliveira, mas não foram encontrados documentos que provassem a prestação de serviços. Já o inquérito da Procuradoria da República de Munique investigou, no âmbito de um vasto processo, a compra dos submarinos, e revelou que Jürgen Adolff, ex-cônsul honorário de Portugal em Munique, e Rogério d’Oliveira terão recebido comissões no âmbito daquele negócio.

Estado vai assumir dívidas de Duarte Lima e de Vítor Baía ao BPN

Dos 2,5 mil milhões de euros em ativos tóxicos que o Estado retirou ao BPN para três empresas públicas, mais de 600 milhões constam em sete escrituras assinadas no Porto. O DN consultou cada parcela e descobriu créditos ligados a Duarte Lima, às empresas do ex-jogador Vítor Baía e ao empresário António Araújo. Mais: alguns dos crédtos foram retirados ao BPN já em março, porque o BIC se recusou a ficar com eles. Exemplo: Casa do Douro, cujos créditos foram feitos já depois da nacionalização do BPN.  in A Bola, 29/6/12

PARA UM MELHOR ESCLARECIMENTO:

Duarte Lima terá recebido um milhão no negócio dos submarinos
Duarte Lima terá recebido, em 2002, cerca de um milhão de euros do
contra-almirante Rogério d´Oliveira no negócio da compra de dois
submarinos por parte do Governo, revela o semanário Sol.

Segundo o jornal, Duarte Lima e o contra-almirante foram constituídos arguidos pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), depois do cruzamento de informações das operações Furacão, Rosalina Ribeiro e Monte Branco.

O social-democrata é suspeito de crimes de branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal e, de acordo com o jornal Sol, já foi aberto um novo inquérito relacionado com o montante que Lima terá recebido na sequência da compra de dois submarinos, um valor nunca declarado às Finanças.

Em causa estaria dinheiro proveniente de paraísos fiscais que estavam em nome de Rogério d´Oliveira e que entrou numa conta de Lima criada em 1999 no UBS – terá sido nesta que as autoridades brasileiras dizem que estão os 5,5 milhões de euros relacionados com o homicídio de Rosalina Ribeiro.  in  A Bola,22-06-2012

Estamos, de facto, esclarecidos, Sr. Primeiro-Ministro e Srs. Ministros da Saúde, das Finanças, da Economia e adjunto Miguel Relvas
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Geral

A Ferrugem da Corrupção

Textura de Ferrugem foto de Luís Filipe Zeferino

O Ministério Público alemão acusa administradores e quadros superiores da Ferrostal de terem pago mais de 62 000 000 (sessenta e dois milhões de euros) em subornos para concretizar o negócio dos submarinos que vendidos à Grécia e a Portugal.

Será possível?

Que esse dinheiro tinha ido todo para a Grécia é o mais provável. Em Portugal não há corrupção. Nenhuma dessas negociatas seria possível acontecer. Isto é um país de gente séria e o ministro da Defesa que assinou os contratos de compra dos submarinos, Paulo Portas, nunca permitiria que tal viesse a acontecer.

Esses alemães são loucos! Em Portugal não há condenados por corrupção, nem por enriquecimento ilícito, porque não há corrupção, nem enriquecimento ilícito!

É tudo gente de dedicada ao trabalho e à causa pública, mesmo quando estão a trabalhar nos privados!

Nas varas e nas varetas nacionais não entra ferrugem!

As portas são todas transparentes!

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Política

SOS/1ª Missão

O primeiro submarino foi entregue a Portugal e já vem a caminho.

Para primeiro teste de verificação da sua operacionalidade foi-lhe cometida a importante missão de localizar as garrafas onde se presume tenham sido encerrados os documentos que o DIAP solicitou há quase um ano sobre o negócio dos submarinos  e que, segundo notícia publicada na edição do Público on-line, desapareceram dos arquivos do Forte de S.Julião da Barra, residência oficial do então ministro da Defesa Nacional, dr. Paulo Portas.

Julga-se tratar-se de cartas do consórcio vencedor a propor alterações da margem de lucro com que tinha ganho o concurso e que, suspeita-se, foram aceites, o que aos investigadores, e a qualquer pessoa mesmo de mediano entendimento, causa alguma perplexidade.

Sendo público o afã do ex-ministro em fotocopiar quilos e quilos de documentos e estando estes desaparecidos, a única explicação é que tenham inadvertidamente caído ao mar dentro de recipientes rigorosamente selados, porque não passa pela cabeça de ninguém que essa documentação desapareceu mesmo. Desde a Universidade Moderna que o dr. Portas é conhecido pelo seu apego à papelada e pelo impulso incontrolável de se tornar uma estrela global. Daí  pensar-se que a opção de habitar o Forte de S.Julião da Barra foi feita com o objectivo de todos os dias lançar ao mar uma garrafa com um seu pensamento. No meio dos pensamentos podem ter marchado as tão procuradas cartas. A outra hipótese, se falhar a missão da nossa marinha, é esses documentos terem-se evaporado por efeito do sol violento que se faz sentir na zona e que já foi responsável por uma cadeira se ter partido.

Espera-se que esta primeira missão dos submarinos demonstre a sua operacionalidade e utilidade se não para a defesa do nosso espaço marítimo pelo menos como mais uma ferramenta ao serviço da investigação criminal. A única dúvida é se as garrafas, se encontradas, serão aceites como prova ou se se vão juntar aos quilómetros de gravações de escutas atiradas para o lixo.

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Geral

Política submarina

A comissão de inquérito à compra dos magníficos submarinos que fazem o que mais nenhum faz está congelada. Não aquece nem arrefece, por vontade dos partidos do arco governativo, ou seja, os mesmos de sempre. PS, PSD e CDS fazem de mortos e tentam passar por entre os intervalos da chuva, na tentativa de não se molharem (mais).
O que este congelamento da comissão de inquérito tem de extraordinário é apenas a semelhança de posições do PS, PSD e CDS. Porque será?

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