Política

De novo o COMUNISMO na ordem do dia


Hoje, em 7 de Novembro de 1917, aconteceu a Revolução de Outubro. A Revolução Bolchevique triunfante que soltou o vento da esperança a entrar nas cabeças de todos os oprimidos e explorados do mundo. Noventa e quatro anos passados, depois do desastre de 1989 (cuja verdadeira história ainda está por fazer) de novo o comunismo se perfila no horizonte.

Com o terramoto que arrasou o Bloco Socialista, com a desorientação que se agravou e/ou assaltou muitos partidos comunistas, fazendo-os perder os princípios e o norte, o capitalismo triunfante saudava o fim da história, quer dizer, da história enquanto território de transformações radicais, do fim da ideologia, quer dizer, da ideologia marxista, já que a ideologia burguesa nunca se assumiu como ideologia, do fim das utopias, quer dizer da utopia comunista. Com esse arsenal pretendia que deixasse mesmo de ser possível sequer pensar a hipótese de uma transformação radical da sociedade. O campo estava aberto. Rapidamente o capitalismo monopolista começou o assalto para esvaziar a política e os Estados de sentido, porque começa a reconhecer que é difícil, ou mesmo impossível, garantir o desenvolvimento capitalista com os instrumentos de regulação soberanos internos, dentro dos espaços – nação. Instrumentos de regulação económica como o Banco Mundial ou o FMI, que eram projecções da potência norte-americana, adquiriram um carácter supranacional de regulação do desenvolvimento mundial. Hoje, enquanto, numa extensão sem precedentes, cada vez mais habitantes do planeta perdem a esperança e são atirados para a exclusão, a riqueza global vai-se concentrando num número cada vez menor de mãos. Continuar a ler

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