Política, saúde

O Frenesim dos Ataques ao SNS, Doentes e Profissionais

medicoO Governo PSD/CDS entrou num verdadeiro frenesim de ataques ao SNS, doentes e profissionais de saúde. Receosos do futuro e consequências prováveis, pretendem deixar legislação que agrave o estado a que este governo sem ética nem sensibilidade social levou o SNS satisfazendo os poderosos grupos económicos privados que têm arrecado lucros de milhões neste sector, mas, como é próprio do negócio privado, querem ainda mais e mais lucros tornando a doença uma mercadoria. Sim, a doença, pois não irá haver nem promoção nem prevenção da saúde e, muito menos, cuidados de reabilitação e integração socioprofissional.

Com receio do que pudesse acontecer se levasse à Assembleia da República a legislação gravosa que preparava, decidiu fugir a esse dever criando uma portaria – a nº 82/Abril de 2014, por ventura para comemorar o Dia Mundial da Saúde – que vai dar até final de 2015 a machadada fatal ao que ainda não destruíram no SNS, nomeadamente, nos cuidados hospitalares. Alterando, inventando uma classificação sui generis e mal fundamentada, classifica de novo os hospitais e de acordo com esta classificação retira-lhes muitas das especialidades que passam no fundamental para os grandes hospitais, no caso da nossa Península, para Lisboa. Um recuo em termos de organização e funcionamento de serviços de saúde que deixarão de ser de proximidade e acessíveis. A loa deste Governo sobre o Utente no Centro do Sistema está comprovada tal como foi denunciada na devida altura.

Mais uma vez, as verdadeiras intenções deste Governo surgem enroupadas de palavras tais como “são soluções que visam a racionalidade dos meios e dos serviços”, “a sua modernização”, “a sustentabilidade do SNS”, “ razões de proximidade” para acabarem com especialidades e serviços que são tão necessários e que estão equipados e com profissionais competentes, empenhados e, até mesmo, criativos. Os profissionais não foram mais uma vez ouvidos, considerando o Governo que são meras peças dos seus desígnios que só os cegos não percebem quais são.

O Hospital de Setúbal foi classificado no grupo I que é o menos diferenciado. A portaria estabelece as valências que poderá ter e de uma penada retira-lhe a especialidades de Obstetrícia, Urologia, Gastroenterologia, Oncologia Médica, Infecciologia, Nefrologia, Hematologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Pneumologia, Endocrinologia e de Imunoalergologia, entre as mais importantes. Continuar a ler

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