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Setúbal e Bocage

Bocage

Hoje é Dia de Bocage e de Setúbal. Hoje comemoram-se 250 anos do nascimento de Bocage. Comemorações que se anunciam com a ambição de dar um salto qualitativo em relação às anteriores que, com maior ou menor brilho com maior ou menor repercussão interna e externa, têm ficado confinadas a um período temporal. O programa anunciado das Comemorações dos 250 Anos quer ser o ponto de arranque para tornar a obra e a vida de Bocage um permanente objecto de estudo, de culto e de incentivo à prática da poesia como género literário maior.

Para isso acontecer há sempre que fazer confluir condições objectivas e subjectivas. Em Setúbal, pelo trabalho que o Poder Local, o executivo da Câmara Municipal de Setúbal e a sua presidente, tem realizado na última década, essas condições estão reunidas. Inscrevem-se numa política geral, numa visão estratégica para Setúbal, que era inexistente e se tem afirmado em todos os níveis de intervenção, que é vísivel mesmo para o residente ou o visitante mais distraído. São essas realidades , essas evidências que dão sentido e tornam viável que as Comemorações dos 250 anos do Nascimento de Bocage pensem e projectem o já referido salto qualitativo.

São duas as pedras angulares que estruturam essa ideia. Uma é a existência de uma Casa Bocage remodelada, refundada. Um equipamento cultural, com anos de vida e actividade, mas que se pode considerar novo, em linha com os equipamentos culturais que, nos últimos anos, têm transformada a vida e a oferta cultural de Setúbal, o que se alia a programações com rumo definido que traduzem a progressiva ambição de colocar Setúbal nos roteiros culturais de Portugal. O objectivo é tornar a Casa Bocage num centro de divulgação da vida e obra de Bocage, de investigação científica, de impulsionamento da prática poética a um nível de qualidade relevante, que inicie uma prática normal de acções que tenham a ver com Bocage, a sua época, com a universalidade da sua poesia e da linguagem poética.

A outra pedra angular é utilizar as Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage como uma alavanca para internacionalizar o conhecimento e o estudo de Bocage, um dos maiores poetas portugueses.

Isto só é possível porque, há que repetir e sublinhar a traço muito grosso, Setúbal vive um momento histórico de viragem. De cidade e concelho que vivia de impulsos voluntaristas, uns melhores outros piores, é hoje uma ciadade e um concelho que olha para o futuro com uma visão global estratégica que está a virar do avesso, no seu sentido óptimo, a imagem da cidade e do concelho, a qualidade de vida da sua comunidade. Em paralelo e simultâneo a torná-la uma cidade e um concelho atractivos para visitantes e para o investimento.

O que é mais notável é essa transformação ser feita em contraciclo. Em tempo de crise económica e de valores que abalam Portugal. Setúbal, a cidade e o concelho, são um exemplo de como viver em plena crise, ultrapassando a crise. De como, não baixando os braços e olhando de frente, se trabalha para vencer a crise. A última década demonstra como é possível, com vontade e visão estratégica, transformar o território e a vida das pessoas, ultrapassando escolhos económico-financeiros. Poucas cidades e concelhos conseguiram/conseguem, num espaço de tempo histórico relativamente curto, um salto qualitativo tão grande. O que repita-se, enfatize-se, assinale-se foi e está a ser feito em tempo do que popularmente se chama de vacas magras.

A bússola do Poder Local em Setúbal tem um norte e uma rota bem definida. Dia a dia, com perseverança, os pés na terra e o olhar no futuro, Setúbal, a cidade e o concelho, caminham por esse mapa que se desdobra perante o olhar de todos. Que tem sido feito e se faz de pequenas e grandes iniciativas. As Comemorações dos 250 Anos de Bocage são um ponto, um marco nessa estrada de muitos outros pontos que marcam indelevelmente a paisagem sadina.

Uma cidade e um concelho que merecem algo que começa a fazer falta e que está para lá do que Poder Local tem meios para concretizar: um terminal para navios de cruzeiro. Setúbal, pelo trabalho que tem sido realizado na última década tem tudo para ser um destino turístico inda msia atractivo. Com a sua baía inscrita entre as baías mais belas do mundo, deve ser destino de cruzeiros. Assim deve acontecer se o Poder Central acertar o passo pelo passo do Poder Local em Setúbal.

Setúbal

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A CHOLDRA

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Esta gente não tem vergonha alguma! Do primeiro-ministro ao mais ignoto membro de algum gabinete, este governo é a ralé em movimento! Mentem sem uma ruga. Tripudiam a realidade e a verdade sem uma hesitação.

Agora, na ordem do dia, as listas de contribuintes VIP que, com o desplante dos grandes vigaristas, afirmavam não existir. Quando se prova que existem, que começaram a ser pensadas e organizadas com as trapalhadas da Tecnoforma, onde Passos Coelho era o rapaz das gazuas que abria portas por onde entravam sacos de dinheiro a troco de umas cambalhotas instrutivas, abrem as bocas do espanto pela denúncia da tramóia. Vale tudo para proteger a cambada de mais sobressaltos. Sem escrúpulos de qualquer espécie, utilizam a máquina administrativa do Estado em proveito próprio. Para se esconderem, para ocultarem as nuvens de nódoas que desabam permanentemente sobre eles.

Cobardemente, para se safarem, quando as suas canalhices ficam expostas na praça pública, atiram pedras à administração pública, lincham os seus funcionários na primeira curva. Fogem a assumir quaisquer responsabilidades políticas por mais evidentes que sejam.

Um governo que ataca em matilha, como hienas fedorentas, o Estado é o mesmo governo que mais o instrumentaliza em proveito próprio e dos seus mandantes. Um governo que, desde o primeiro dia se entrega à destruição do Estado, que deliberadamente desestabiliza e desorganiza a máquina administrativa do poder central e do poder local, que desdenha e avilta os funcionários públicos, é o mesmo governo que a eles recorre para se desculpabilizar, assacando-lhes culpas próprias.

Da dupla Passos Coelho-Paulo Portas ao mais ignoto dos seus sequazes que navegam pelos gabinetes governamentais, é tudo uma maralha sem honra nem dignidade, acoitados na falta de honra e dignidade do Presidente da República, que atira com displicência para o caixote de lixo as exigências de demissão desse bando de trafulhas políticos.

Neste pântano, não há flores. Só ratazanas que nos assaltam a vida.

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Política

O PSD e o Poder Local

O Poder Local sempre foi um excelente bode expiatório para todos os pecados nacionais, em particular os pecados orçamentais. Na época em que vivemos, de permanente recriminação pelo que é considerado o excessivo peso do Estado, as autarquias são o alvo mais fácil e aquele que melhores resultados garante no discurso de ataque ao Estado, ao “despesismo”, às “benesses”.

Pela mão do PSD volta, em força, o ataque ao Poder Local, tão ao gosto, aliás, de alguns dos mais famosos comentadores da praça. Agora, descobriu-se um inusitado número de empresas municipais, raiz de todos os males financeiros das autarquias e, dizem-nos, uma das origens dos males que assolam as contas do Estado.

Criadas pelo PS para facilitar a vida às autarquias, sempre em dificuldades com a legislação asfixiante e excessivamente burocrática, pouco adequada aos ritmos necessários a quem vive em ciclos (mandatos) de quatro anos, as empresas municipais rapidamente se tornaram populares entre presidentes e vereadores, sempre desejosos de fugir ao crivo demasiado apertado da lei, em particular da que rege a contratação pública. As empresas municipais têm, por outro lado, o condão de “facilitar” a gestão de recursos humanos, adequando-o ao gosto de quem não se conforma com o que considera “excesso de direitos adquiridos” dos trabalhadores da administração local. Continuar a ler

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