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A CHOLDRA

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Esta gente não tem vergonha alguma! Do primeiro-ministro ao mais ignoto membro de algum gabinete, este governo é a ralé em movimento! Mentem sem uma ruga. Tripudiam a realidade e a verdade sem uma hesitação.

Agora, na ordem do dia, as listas de contribuintes VIP que, com o desplante dos grandes vigaristas, afirmavam não existir. Quando se prova que existem, que começaram a ser pensadas e organizadas com as trapalhadas da Tecnoforma, onde Passos Coelho era o rapaz das gazuas que abria portas por onde entravam sacos de dinheiro a troco de umas cambalhotas instrutivas, abrem as bocas do espanto pela denúncia da tramóia. Vale tudo para proteger a cambada de mais sobressaltos. Sem escrúpulos de qualquer espécie, utilizam a máquina administrativa do Estado em proveito próprio. Para se esconderem, para ocultarem as nuvens de nódoas que desabam permanentemente sobre eles.

Cobardemente, para se safarem, quando as suas canalhices ficam expostas na praça pública, atiram pedras à administração pública, lincham os seus funcionários na primeira curva. Fogem a assumir quaisquer responsabilidades políticas por mais evidentes que sejam.

Um governo que ataca em matilha, como hienas fedorentas, o Estado é o mesmo governo que mais o instrumentaliza em proveito próprio e dos seus mandantes. Um governo que, desde o primeiro dia se entrega à destruição do Estado, que deliberadamente desestabiliza e desorganiza a máquina administrativa do poder central e do poder local, que desdenha e avilta os funcionários públicos, é o mesmo governo que a eles recorre para se desculpabilizar, assacando-lhes culpas próprias.

Da dupla Passos Coelho-Paulo Portas ao mais ignoto dos seus sequazes que navegam pelos gabinetes governamentais, é tudo uma maralha sem honra nem dignidade, acoitados na falta de honra e dignidade do Presidente da República, que atira com displicência para o caixote de lixo as exigências de demissão desse bando de trafulhas políticos.

Neste pântano, não há flores. Só ratazanas que nos assaltam a vida.

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Política

Estamos esclarecidos, Sr. Passos Coelho!

Fisco perdoa luvas dos submarinos

O contra-almirante Rogério d’Oliveira, ex-consultor técnico do consórcio alemão que venceu o concurso dos submarinos, regularizou junto da Administração Fiscal portuguesa, em 2010, um milhão de euros que recebeu do German Submarin Consortorium (GSC) em 2006, e não declarara ao Fisco.

Segundo a justiça alemã, a verba estava depositada no banco suíço UBS e foi paga a título de luvas. O militar garante que recebeu o dinheiro como honorários de 18 anos de trabalho.

Rogério d’Oliveira regularizou a sua situação fiscal ao regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT), que permitiu aos contribuintes legalizar o património financeiro que estava fora do país até 31 de Dezembro de 2009.

Assim, o militar pagou uma taxa de 5% sobre as verbas depositadas no UBS. Fernando Arrobas, advogado de Rogério d’Oliveira, afirma que a verba de um milhão de euros diz respeito a rendimentos de 2006, relativos a serviços de consultoria, que foram depositados no UBS até repatriamento em 2010.

Uma auditoria externa solicitada pela Ferrostal, datada de Abril de 2011, apurou que a empresa alemã, pagou um milhão de euros a Rogério d’Oliveira, mas não foram encontrados documentos que provassem a prestação de serviços. Já o inquérito da Procuradoria da República de Munique investigou, no âmbito de um vasto processo, a compra dos submarinos, e revelou que Jürgen Adolff, ex-cônsul honorário de Portugal em Munique, e Rogério d’Oliveira terão recebido comissões no âmbito daquele negócio.

Estado vai assumir dívidas de Duarte Lima e de Vítor Baía ao BPN

Dos 2,5 mil milhões de euros em ativos tóxicos que o Estado retirou ao BPN para três empresas públicas, mais de 600 milhões constam em sete escrituras assinadas no Porto. O DN consultou cada parcela e descobriu créditos ligados a Duarte Lima, às empresas do ex-jogador Vítor Baía e ao empresário António Araújo. Mais: alguns dos crédtos foram retirados ao BPN já em março, porque o BIC se recusou a ficar com eles. Exemplo: Casa do Douro, cujos créditos foram feitos já depois da nacionalização do BPN.  in A Bola, 29/6/12

PARA UM MELHOR ESCLARECIMENTO:

Duarte Lima terá recebido um milhão no negócio dos submarinos
Duarte Lima terá recebido, em 2002, cerca de um milhão de euros do
contra-almirante Rogério d´Oliveira no negócio da compra de dois
submarinos por parte do Governo, revela o semanário Sol.

Segundo o jornal, Duarte Lima e o contra-almirante foram constituídos arguidos pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), depois do cruzamento de informações das operações Furacão, Rosalina Ribeiro e Monte Branco.

O social-democrata é suspeito de crimes de branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal e, de acordo com o jornal Sol, já foi aberto um novo inquérito relacionado com o montante que Lima terá recebido na sequência da compra de dois submarinos, um valor nunca declarado às Finanças.

Em causa estaria dinheiro proveniente de paraísos fiscais que estavam em nome de Rogério d´Oliveira e que entrou numa conta de Lima criada em 1999 no UBS – terá sido nesta que as autoridades brasileiras dizem que estão os 5,5 milhões de euros relacionados com o homicídio de Rosalina Ribeiro.  in  A Bola,22-06-2012

Estamos, de facto, esclarecidos, Sr. Primeiro-Ministro e Srs. Ministros da Saúde, das Finanças, da Economia e adjunto Miguel Relvas
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economia, Política

Os lucros da banca

Lá mais atrás, Carlos Anjos queixava-se do “dolce fare niente” que permite o escandaloso aumento dos lucros da banca nacional, num momento em que todos (?) sofremos com a austeridade porque, dizem os que estão de barriga cheia, andámos a viver acima das possibilidades.

Uma pequeníssima parte da explicação dos monstruosos e obscenos lucros da banca, conseguidos, em parte, com uma baixa tributação fiscal, foi hoje desvendada no jornal “Público”. Uma zanga de comadres no Santander Totta permite-nos agora compreender como conseguem os bancos fazer tanta contabilidade criativa. Infelizmente, para combater esta imaginação não tem o fisco tanta criatividade como tem para perseguir os pequenos contribuintes.

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Política

A Miopia Selectiva do Fisco

A Direcção Geral de Impostos, tão lesta a vasculhar os nossos bolsos, diz-se incapaz de actuar perante a evidência das manifestações de fortuna!

Queixa-se que não consegue obter informação rigorosa. Percebe-se porquê, está ocupada a vasculhar os rendimentos de quem não ganha num ano o que um maganão gasta a comprar um Aston Martin, o mais barato custa só 170 000 euros! Qualquer coisa como 14 400 euros/mês. Só no primeiro semestre deste ano foram vendidos 11 (onze!). Andam por aí e não andam de piloto automático. Toda a gente os vê, só a DGI, atacada de miopia especial, vê o automóvel mas não consegue distinguir com clareza o condutor nem consegue ler o livrete.

Há crise? Não parece! A venda de automóveis de luxo subiu extraordinariamente no primeiro semestre de 2010. A lista está em todos os jornais da especialidade.

Porsche 192
Jaguar 56
Ferrari 14
Aston Martin 11
Maserati 4
Lamborghini 4
Bentley 3

O mais barato custa 66 000 euros, é o que se vende menos, depois é sempre a subir até ao meio milhão de euros ou mesmo mais. Não são vendidos debaixo da mesa, toda a gente pode saber isso. Toda a gente não, o fisco sabe, mas não tem informação rigorosa! Anda se acabará por descobrir que alguns dos seus possuidores pouco mais declaram que o ordenado mínimo. Uma choldra!

Outras transacções a preços estrambólicos fazem-se sem que as finanças consigam deduzir o que quer que seja sobre os rendimentos dos compradores Ele são. mansões de luxo, aviões, barcos.

O Fisco sabe mas é como se não soubesse. Porque não consegue cruzar dados com as conservatórias predial e automóvel e desde 1 de Janeiro de 2007, os contribuintes deixaram de ser obrigados a comunicar á administração fiscal os bens tidos como manifestações de fortuna. Também se não declarassem ninguém os incomodava.Isto somado a alguns perdões fiscais que correram pelos jornais, mostra como a actuação do Fisco também tem o carimbo da discriminação de classe. Aliás em linha com a política fiscal, mais dura para quem tem menos, mãos rotas para os mais poderosos. A banca continua a usufruir uma situação de privilégio em relação aos outros sectores de actividade económica, particularmente os pequenos e médios empresários.

É típico da nossa querida pátria. Faz-se uma lei para simular que se quer fazer um mínimo de justiça fiscal. Mais uma treta bem urdida para enganar o Zé Povinho que não faz o gesto que deveria fazer, completando-o com acções que pusesse essa gente em sentido!

Este país só não é uma república das bananas porque estamos na Europa, pelo que há que escolher um fruto mais luxuoso, mais sofisticado, o caldo de cultura é rigorosamente terceiro-mundista!

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