CDU, Política

Irresponsabilidade da direita Setubalense

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A União de Freguesias de Setúbal, fruto da agregação forçada das Freguesias de Santa Maria, Anunciada e S. Julião, imposta pelo Governo PSD/CDS, foi, nas eleições autárquicas de 2013, palco de um intenso combate político-partidário, com a oposição à CDU a considerar que poderia ter aqui o seu único ganho eleitoral.

Recorde-se que das 3 freguesias agregadas, apenas uma, a Anunciada, era gerida pela CDU.

No entanto, como a realidade se encarregou de demonstrar, o voto popular deu a vitória à CDU, reconhecendo o seu trabalho e optando maioritariamente pela concretização das suas propostas para este mandato.

A CDU venceu, mas rapidamente se compreendeu que havia quem não estivesse disponível para aceitar ou compreender esse facto.

Apesar da escolha dos membros da Junta de Freguesia depender exclusivamente de proposta do Presidente da Junta (cidadão que encabeça a lista mais votada), numa Assembleia de Freguesia onde a CDU está em maioria relativa, a oposição exigiu estar presente na Junta, impedindo a eleição para o órgão executivo dos nomes propostos pelo Presidente da Junta.

Perante os acontecimentos, a CDU não conduziu a Freguesia para eleições intercalares, tendo sido negociado com todos os partidos um patamar mínimo de entendimento que garantiu o normal funcionamento da Junta, com um executivo composto por membros da CDU, do PS e do PSD/CDS.

Face à composição da Junta, foram precisas muitas horas de conversas e reuniões com vista a consensualizar ao máximo possível as decisões da Junta e as propostas a submeter à Assembleia de Freguesia, onde não raras vezes os eleitos do PS e do PSD/CDS tiveram comportamentos completamente opostos aos assumidos pelos seus eleitos na Junta.

Ainda assim, apesar das dificuldades e obstáculos criados à concretização do programa eleitoral da CDU, foi possível ir construindo soluções e afirmar uma Junta ao serviço das populações.

Contudo, sem que nada o fizesse prever e sem qualquer fundamentação séria, PS e PSD/CDS abandonam a Junta de Freguesia, levando à sua recomposição, agora apenas com eleitos da CDU e um do BE.

Se alguém tinha dúvidas sobre as razões que levaram estes partidos a sair do órgão executivo, hoje tudo é mais claro, com objectivos meramente eleitorais, estão em melhores condições para dificultar a actividade da Junta, condicionar a prestação de serviços à população e a concretização do programa eleitoral da CDU.

PS e PSD/CDS, em maioria na Assembleia de Freguesia, insistem em chumbar sucessivas propostas de Orçamento, rejeitam conversar e entender-se com a Junta de Freguesia, não estão disponíveis para consensos, não apresentam propostas alternativas credíveis, limitam-se a votar contra, com um único objectivo, impedir que a Junta funcione normalmente, colocando em causa, por exemplo, o cumprimento dos protocolos de delegação de competências celebrados com o Municípios e que votaram favoravelmente.

O PS, na União de Freguesias de Setúbal, nem embalado pela conjuntura política nacional se esquece que o seu aliado em Setúbal é o PSD. E, de forma irresponsável, formam uma coligação para a deslealdade democrática, o jogo de bastidores, o não assumir de compromissos, a indisponibilidade para a negociação séria e aberta visando encontrar soluções.

À CDU na Junta de Freguesia cabe o papel de ir gerindo o melhor possível no quadro de limitações e condicionalismos impostos por PS e PSD/CDS, divulgando e denunciando a todo o momento junto das populações aquilo que não é concretizado por causa das posições assumidas por esses partidos.

A irresponsabilidade de PS e PSD/CDS tem custos para as populações da Freguesia, estou certo que estas não se esquecerão de lhes apresentar a factura em próximo acto eleitoral.

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