António Domingues, Assembleia da República, Assunção Cristas, austeridade, Banca, capitalismo, Cavaco Silva, CDS, Comunicação Social, demagogia, Geral, GOVERNO PSD-CDS, justiça, Lobo Xavier, Luís Montenegro, Maria Luís Albuquerque, Miséria, Nuno Magalhães, Offshores, Passos Coelho, Paulo Núncio, paulo Portas, populismo

La Nave Va

barco

o barco que transporta Nosferatu no filme de Murnau

Passos Coelho vocifera empurrado pelo ciclone de dez mil milhões de euros!  Paulo Núncio tropeça em si-próprio até não conseguir negar as evidências! Paulo Portas passeia irrevogável mudez até agarrar de novo os microfones de vendilhão nos templos da comunicação social estipendiada! Assunção Cristas faz queixinhas ao Presidente da República enquanto distribui beijinhos postais aos lisboetas pedindo ideias para encher a sua vazia cabecinha! Luis Montenegro e Nuno Magalhães usam a Assembleia da República para concorrerem aos óscares dos incorruptíveis contra a droga realizando a sua remake em versão filme cómico! Lobo Xavier e António Domingues almoçam e jantam sms nas casas de banho para defesa da sua intimidade que deixam entrever abrindo e fechando a portas dos privados das administrações dos bancos onde as trocam! Maria Luís Albuquerque cala-se para guardar de Conrado o prudente silêncio! A mentira, as mentiras são despejadas, sem selecção de resíduos para reciclagem, no aterro sanitário dos erros de percepção mútua!

Uma ópera bufa que nos toma por basbaques, recuperando um grande final em que contumazes indignidades recuperam prazo de validade rebobinadas pela assunção política das falsidades, retirados os andaimes que as ocultavam. Miserável lavagem pública da imoralidade passada e repassada em todas as máquinas da comunicação social para voltar a dar crédito à miséria de alguma política e de muitos políticos.

No caso das dezenas de milhares de milhões de euros que voaram para offshores que um prestimoso secretário de estado viu mas não permitiu tornar público, o roteiro da viagem do que está em causa não é a ocultação, muito menos o azar de vir a ser objecto de tributação legal, mas o seu significado. O que é substantivo é essa acção ser parte por inteiro do norte político de um governo, as políticas de austeridade que reestruturavam a economia fazendo cortes e ajustamentos que visavam os trabalhadores, as pequenas e médias empresas, passava a ferro a classe média, todos os que eles diziam estar a viver acima das suas possibilidades, enquanto dava rédea solta aos desmandos da banca e do grande capital. Politicas em que ofertavam mais riqueza para os mais ricos a continuarem a acumular enquanto o garrote se apertava aos mais desmunidos que o viam apertar com um fisco de mão mais extensa e mais implacável, com leis laborais que faziam retroceder dezenas de anos de conquistas feitas palmo a palmo, com a degradação sistemática dos direitos sociais, económicos.

O laxismo que deixa ficar nas gavetas do secretário de estado as listas das dezenas de milhares de milhões de euros que legalmente iam estacionar em offshores não é inocente, como não o eram as listas VIP ou a indiferença em relação à fuga ilegal de dezenas de milhares de milhões de euros que só parcialmente são contabilizáveis pelos processos judiciais em curso, é a resultante directa da política do governo PSD-CDS que favorecia a acumulação da riqueza dos mais ricos e o aumento, na melhor das hipóteses, a manutenção da pobreza da esmagadora dos portugueses. A sanha com que atacam o actual governo PS, com apoio parlamentar PCP/BE/PEV, as medidas, mesmo que tímidas, de repor rendimentos a trabalhadores, pensionistas e reformados, de dar melhores condições de crédito às pequenas e médias empresas é a pedra de toque dessas políticas em que se dá liberdade quase absoluta aos que já a têm e aperta a tarraxa a todos os outros que não devem ser piegas por serem metidos na ordem de viverem conforme as suas magras possibilidades.

É repugnante ver esse teatro de sombras em que um forcado corneado pela impossibilidade de continuar nas omissões das verdades, se refugia nas tábuas das meias-mentiras, vai para o meio da arena exibindo a orelha da responsabilidade política para ser aplaudido pela turbamulta dos seus aficionados que agitam freneticamente o manto diáfano da sua mais que esburacada dignidade. São todos iguais por mais tonitruantes declarações que façam. Querem safar-se como se tudo isso tivesse sido um acidente do aparelho fiscal e o governo Passos-Portas não fosse politicamente responsável. A bardinagem, o populismo, a demagogia no seu melhor.

Um peão de brega é obrigado a saltar do barco para aliviar o lastro e o barco continuar a navegar no pântano. Enquanto houver parvos ou parvos fingidores continua acima da linha de água. La nave va, o rumo não se alterou, não se altera nem dá guinadas às quinta-feiras.

Standard
Cinismo, Contratos de Associação, demagogia, Educação, Escola Pública, Escolas Privadas, Geral, GOVERNO PSD-CDS, troika

Demagogia sem freio

escolas

A demagogia desbunda-se e navega com todas as velas desfraldadas. Alimenta manifestações em que se propalam as maiores mentiras sem qualquer pudor. Gritam que 17 000 alunos vão ficar sem escola, quando bem sabem que todos continuarão nas escolas actuais até ao fim da vigência dos contratos de associaçãoem vigor e nelas continuarão se na sua área não existirem escolas públicas que absorvam toda a procura. Que se vai desencadear o maior despedimento colectivo alguma vez acontecido em Portugal, o que além de não ser verdade oculta que os proprietários desses colégios brandem números que são uma forma de pressão que não corresponde à realidade. Ocultam que nos últimos quatro anos por imposição da troika, alegremente aceite pelo governo PSD/CDS, mais de 40 000 docentes do ensino público foi despedido. Nem referem que a mesma troika deu parecer negativo aos contratos de associação o que punha em causa o ensino universal, o que não os incomodava. Guincham o direito à liberdade de escolha, mas não querem pagar a liberdade de escolha. O que está na ordem do dia não é a liberdade de escolha, nem o Estado tem que pagar essa suposta liberdade de escolha dos cidadãos, como acontece em qualquer parte do mundo. Actualmente o Estado, todos nós, paga 80 500 euros por turma/ano num total de quase 150 milhões de euros inscritos no Orçamento de Estado para garantir a todos os jovens em idade escolar o direito ao ensino, não para os pais escolherem a escola que lhes der na real gana. Mentem quando afirmam 57% dos colégios privados, por via do fim dos contratos de associação onde eles deixam de ter qualquer justificação, vão fechar, ocultando que esses colégios são menos de 16% do total das escolas privadas em Portugal. A verdade, a realidade é outra e não se compadece com demagogias por mais alto que se faça ouvir a sua destemperada berraria.

Uma das grandes conquistas da Revolução do 25 de Abril foi a da escola pública universal e gratuita. Num país com altíssima taxa de analfabetismo e uma débil rede de ensino secundário e universitário, o salto qualitativo e quantitativo foi enorme. Confrontou-se com um problema de dimensão inusitada pela ausência de infraestruturas e carência de meios humanos. Desde o 25 de Abril até hoje fez-se um percurso não linear, com altos e baixos, derrapagens e sucessos, que foi estabelecendo uma rede de cobertura de todo o país para que todos tivessem acesso ao ensino. Foram várias as experiências pedagógicas, umas com maior êxito que outras, diversos os confrontos e acordos entre professores e ministros. O resultado final é um êxito, apesar dos acidentes de percurso. No momento actual verifica-se que a qualidade do ensino evoluiu e que todos têm a possibilidade de frequentar um estabelecimento de ensino.

Apesar dos grandes investimentos feitos na rede escolar o Estado teve que recorrer aos colégios privados para suprir carências temporárias, porque o objectivo sempre foi o da oferta da escola pública gratuita cobrir todo o território. O processo encontrado foi o de estabelecer contratos de associação com o ensino privado nos territórios em que não existiam escolas públicas e enquanto não existissem escolas públicas ou não tivessem dimensão para responder plenamente à procura. O Estado pagou e paga aos privados para que seja garantida gratuitamente a oferta, colmatando desse modo fragilidades da rede pública de ensino. É um custo acrescido para o Estado que paga por turma cerca de mais 6 500 euros do que lhe custa a mesma turma no ensino público, números do Tribunal de Contas. Um custo plenamente justificado quando a oferta de ensino público não existe ou é insuficiente. Um subsídio que deixa de fazer sentido quando a oferta de escola pública supre essa carência.

O que agora está em causa e gera grande e falsa polémica, é o governo rever situações existentes, não prolongando contratos de associação com escolas privadas nas zonas onde a escola pública ocupou o espaço que deve ocupar. O número de colégios que actualmente têm contratos com o Estado é relativamente pequeno.  São 79 colégios num universo de mais de 500, menos de 16% da oferta de ensino privado. É legítimo suspeitar de que se faz muito barulho para defender o subsidio que até introduz desigualdades no mercado das escolas privadas. Que o que se defende em alta vozearia e nos meios de comunicação social, muitos deles complacentes com o argumentário manipulador, é a iniciativa privada que não sobrevive pelas suas qualidades e quer que o risco do seu investimento seja garantido pelo Estado, pelo dinheiro dos contribuintes. Não havendo justificação para a continuidade desses contratos recorre-se a uma bateria de argumentos enganosos, dois particularmente hipócritas. Um o da liberdade de escolha. Quem exige liberdade de escolha não quer pagar essa liberdade de escolha. Mais grave, quer que o Estado subsidie essa liberdade de escolha, o que faria do Estado um promotor de desigualdade entre os cidadãos. A curiosidade dessas alegações é que quem defende a liberdade de escolha é igual e normalmente feroz adepto do livre funcionamento do mercado, mas não se quer sujeitar às regras do mercado. O outro argumento mais sofisticado, aponta para a qualidade do ensino supostamente muito melhor no privado que no público. Para o provar recorrem aos rankings, uma classificação cega sobre os resultados obtidos por todas as escolas, públicas e privadas, com base em provas globais. Deliberadamente omitem que enquanto uns, as escolas privadas, escolhem os alunos entre os que têm condições sociais e económicas muito superiores à media da população, os outros, as escolas públicas, têm por princípio e por lei que aceitar sem qualquer discriminação todos os jovens em idade escolar da sua área de residência. O vício lógico que suporta esses rankings é evidente. Mais evidente fica quando um estudo, encomendado pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, analisando o percurso académico de cerca de 5 000 estudantes concluiu que os que provinham das escolas públicas tinham melhores resultados académicos, o que demonstra de modo inequívoco o logro dessas classificações.

O governo PSD/CDS revendo os contratos de associação numa lógica já não de suprir carências, mas de apoiar a iniciativa privada, distorceu ideologicamente um contrato politicamente neutro. Agora quem está nessa trincheira acusa a esquerda, governo e partidos que o apoiam parlamentarmente, de ataque ideológico à escola privada. Uma enorme falsidade. A esquerda não ataca o ensino privado. O que não aceita é que os contribuintes subsidiem os colégios particulares, desperdiçando dinheiros públicos em benefício de alguns privados, dinheiros públicos que devem ser aplicados na escola pública universal e de qualidade. Uma questão de racionalidade económica e de defesa do bem público.

Standard
Alexandre Soares dos Santos, Américo Amorim, austeridade, BANCO CENTRAL EUROPEU, BANCOS, BE, Belmiro de Azevedo, CDS, Copmunicação Social, economia, Geral, GOVERNO PSD-CDS, Jornalismo, Maioria de Esquerda, Passos Coelho, paulo Portas, PEV, PS, PSD, troika, União Europeia

A Austeridade da Geringonça

homer simpson

Vem aí a austeridade!

Vão aumentar os impostos para os carros de maior cilindrada e mais poluentes. Logo agora que estava hesitante entre comprar um Porsche ou um Ferrari, Um automóvel vulgar, nada de Bugatti’s Veron. E esta gente vai obrigar a contentar-me com um Jaguar ou coisa parecida. Não é justo!

Também vão aumentar os impostos às empresas que trabalham por cá mas têm sedes no estrangeiro. Coitados dos belmiros, alexandresoaressantos, amorins e coitado de mim! Que vai ser da minha microempresa? Estava indeciso entre a sediar no Luxemburgo ou na Holanda, num país da Europa connosco não numa offshore das Caraíbas. devaneava cruzar-me com o Alexandre num canal de Amesterdão. Agora…agora eu e as milhares de micro, pequenas e médias empresas do país já não podemos sonhar em seguir o exemplo Belmiro, Soaresdosantos, Amorim. Não é justo!

E os bancos? Coitados dos bancos. Agora vão pagar mais impostos! Se calhar também vão cortar nos benefícios fiscais. Ou obrigá-los a pagar com juros mais altos as ajudas dos últimos anos! Resta a esperança que com a ajuda dos lobosxavier e outros especialistas, mesmo menos capazes, se subtraiam a essa violência fiscal. Ainda mais violenta, porque os apanha desprevenidos e pouco habituados a esse tratamento de desfavor. Nem sequer descontam nos impostos o trombocid para algumas nódoas negras que essas pauladas provoquem. Não é justo!

Aumentam também os impostos no tabaco! Vou ser, vamos ser obrigados a racionar nos bons charutos. Charutos, se calhar agora só açorianos e nem todos os dias. Uma chatice. Como se pode pensar bem sem o conforto do fumo de um puro? Felizmente não vi que aumentassem os impostos sobre o álcool, sobretudo das bebidas espirituosas. Vejam só a desorientação política que desabaria sobre o país se o Pulido Valente fosse obrigado à lei seca por via fiscal! Lá se iam as crónicas pia abaixo. Valha-nos isso!

Que mais irá acontecer? O Camilo Lourenço, um dos idiotas pouco inteligentes de serviço, diz que a austeridade não tem cor política. O gajo é mesmo burro. Tem, claro que tem. Outros desses opinantes todo o terreno vieram, em grande alarido, pregoar: isto é austeridade de esquerda!!! O Camilo nem isso percebe! Que grande bosta !!! Uma minoria dos portugueses afectada e ele nem repara! Julga que esta austeridade é igual à outra? Olhe que não! Olhe que não!

Não é justo! Não é justo! A austeridade nunca pode ser de esquerda.  Desabar em cima de nós desprevenidos e pouco habituados a ela, ainda é menos justo. A austeridade devia ser sempre para aqueles que o preclaro Ullrich dizia: Ai ,Aguentam, Aguentam!

Socorro! A geringonça está a funcionar! O governo centro esquerda com o apoio dos radicais de esquerda está a passar entre os bombardeamentos da Comissão Europeia, FMI, da troika, dos partidos de direita aqui e lá fora, dos mercenários da comunicação social. Esta malta anda a dormir na forma! A insónia alastra-se pela turbamulta de direitinhas que continuam a ladrar com o desespero de ver a caravana a passar

Standard
agências de notação financeira, BANCO CENTRAL EUROPEU, BANCOS, Comissão Europeia, Copmunicação Social, Dolar, EUA, Euro, Geral, GOVERNO PSD-CDS, Independência da Comunicação Social, mercados, Neo Liberalismo, Rigor Jornalístico, Saída Limpa, Tratado de estabiliudade Económico-Financeira, tratado orçamental, União Europeia, UTAO

Terrorismo Financeiro

 

este nunca está satisfeito

gravura de Bartolomeu Cid dos Santos

O Orçamento de Estado 2016 (OE2016) está debaixo do fogo cruzado dos partidos da oposição, de uma série de entidades supostamente dotadas de clarividência técnica e politicamente neutras, contam com o apoio activo de uma comunicação social mercenária ao serviço do grande capital e das políticas económicas neo-liberais.

Os alertas dos tecno burocratas da União Europeia, das agências de rating, da UTAO e do Conselho de Finanças Públicas que colocam em causa as contas do OE2016 têm a extrema curiosidade de nunca terem posto em causa as contas dos quatro Orçamentos de Estado do governo PSD-CDS que estavam tão bem feitas que foram objecto de oito (!), repita-se oito(!), orçamentos rectificativos!!! Não se ouviu alarido algum! Que credibilidade tem essa gente?

O que os alarma é que nos celebrados mercados, a geringonça da financeira especulativa, os juros continuam a cair nos últimos dias. Confiam nas contas do OE2016? Confiavam nas políticas de austeridade e nas contas dos OE’s dos governos PSD-CDS e por isso os juros foram baixando paulatinamente?  Nada disso! Baixaram porque o BCE interviu, continua a intervir, anuncia que vai continuar a intervir nos mercados financeiros para ajudar os países endividados a financiarem-se. Será bom lembrar que mesmo o FMI, o BCE, mesmo alguns membros das comissões e instituições europeias e governos europeus colocam em causa o quadro de forte austeridade imposto à periferia, que o Governo PSD-CDS, por convicção ideológica, abraçou ultrapassando mesmo exigências da troika que já eram desproporcionadsa e despropositadas. Acabaram por conduzir Portugal ao estado miserável actual sem resolver nenhum dos problemas ditos estruturais. Aumentaram a dívida soberana em relação ao PIB, era 91% em 2010, hoje é 137%. Encheram os cofres de dívidas e passivos,empurrando para os anos seguintes a resolução de uma dívida cada vez mais impagável. Aumentaram o desemprego para taxas obscenas mesmo disfarçadas com malabarismos estatísticos. Alargaram drasticamente o fosso entre os mais ricos, cada vez menos e mais ricos, e os pobres cada vez mais e mais pobres, até Portugal ser o país mais desigual da UE. Empobreceram o país, revogaram direitos sociais, económicos e políticos, venderam privatizando empresas ao desbarato, destruiram parte substancial do tecido económico de Portugal maioritaramente composto por pequenas e médias empresas, cortaram salários, pensões e reformas a esmo, asfixiaram a maioria dos portuguese com uma carga fiscal brutal enquanto concediam benefícios fiscais às grandes empresas e bancos, tudo para se vangloriarem de uma saída limpa que é uma ficção feita com buracos financeiros que se vão descobrindo, a procissão ainda está no adro. As malfeitorias são mais que muitas tudo em nome dessa coisa viscosa e falacciosa que é o não haver alternativa.

Agora, comunicação social e partidos da oposição ao XXI Governo Cosntucional andam em grande grita por todos os cantos e recantos atirando achas para a fogueira dos que cosem em lume vivo o OE2016, recorrendo ao argumentário das tecnicidades, uma rede onde se colocam todas as dúvidas sobre a validade das variáveis em que se fundamenta o OE2016. Um trabalho de que se encarregam quatro agências de rating, comissões técnicas da Comissão Europeia,conselheiros do Conselho Económico e Social, do organismo da Assembleia da República para analisar a construção do orçamento, UTAO, Conselho de Finanças Públicas, o organismo cuja missão é avaliar a consistência das políticas económicas e financeiras, como se esses ilustres técnicos estivessem esterilizados por uma dedicação exclusiva à ciência económica, como se a ciência económica fosse uma ciência exacta. Como se não visassem objectivos políticos. Um farisaismo sem fronteiras nem limites.

O que essa gente não diz e oculta é que as expectativas económicas em parte alguma são credíveis  As expectativas dos orçamentos de Estado, dos mercados de matérias primas, das bolsas são o resultado, são criadas pelas agências de notação financeira, pela comunidade de peritos técnicos e pela comunicação social. Tudo isso está sob o controle dos grandes bancos e do grande capital especulativo e financeiro. São os.grandes bancos e o grande capital especulativo e financeiro que encomendam as expectativas “necessárias”.para sacarem lucro. Desde a crise dos subprime à actual crise do mercado petrolífero isso é uma evidência indesmentível. A credibilidade técnica é nula. Trabalham para interesses financeiros específico imediatos e políticos a médio e longo prazo..

Fazer depender um OE das notações das  agências de rating, das avaliações dos tecno-burocratas de Bruxelas, politicamente em linha com as políticas conservadoras e neo-liberais, sem qualquer legitimidade e escrutínio democrático, é querer impor uma diatadura a Portugal. É alinhar com o terrorismo financeiro vigente! É travestir a realidade de o debate sobre o OE2016 ser um debate político, que é o que o governo trava com Bruxelas. É fingir que as análises das agências de rating e as outras comissões técnicas são meramente técnicas e não são também políticas! Um gato que se anda a vender com pertinácia por lebre na comunicação social.

Os partidos da oposição e os media andam deliberadamente a procurar espalhar o pânico. Procuram com afinco provocar efeitos externos pressionando fortemente tanto a margem negocial do governo com Bruxelas como a enviar sinais alarmistas para as famigeradas agências de notação. Há um medo generalizado que explode no meio dessa gente como uma bomba atómica. Receiam que haja por parte da UE alguma flexibilidade que prove ser possível fazer melhor do que eles fizeram, e fizeram sempre mal, e que os sacríficios exigidos durante quatro anos aos portugueses foram excessivos e desnecessários. Foram uma fraude política-económica sem resultados palpáveis, além dos já referidos.

Essa a verdadeira razão que aduba a algazarra dos partidos na oposição e os seus sustentáculos nos media. Gritaria que aumenta o volume quando assistem ao marimbanço de França, Espanha e Itália aos avisos de Bruxelas. Quando os tecno-burocratas de Bruxelas se inquietam com o que possa suceder nos tempos mais próximos em Espanha onde o PP submeteu o país a um resgate, que pudicamente não foi classificado como tal, e eventualmente poderá vir a ter um governo que se oponha, como o nosso, às mais brutais medidas austeritárias. A grande questão é a dimensão da economia espanhola que fará subir e trazer para outro patamar a discusão sobre um atabalhoado Tratado Orçamental, onde se impôs o conceito de défice estrutural, um conceito abstracto e artificial,  que se adicionou ao Pacto de Estabilidade e Crescimento em tempo e favorecendo a desrelugação dos mercados, em benefício da especulação financeira, submetendo as políticas públicas aos interesses privados, esmagando as políticas económicas do sul com a ortodoxia económica do norte.

Portugal é uma economia fraca e com menos peso político. Mas tem os mesmos direitos de qualquer outro país da UE. É um país soberano e a sua dignidade não pode ser enxovalhada. Foi isso que os governos do PSD-CDS nunca fizeram no debate político com as instituições europeias em todos os níveis. Ir e vir com a bandeira na lapela não tem significado algum quando não se defende o país e se passa a vida de cerviz pelo chão, garantindo lá fora o que negavam cá dentro, caso das medidas económicas que eram temporárias ou definitivas conforme os cenários e os interlocutores, gabarolando-se de fazer mais do que lhe exigiam, quando o que lhe exigiam já era bárbaro

O terrorismo verbal em curso arranca de uma vigarice intelectual. Nada que os constranga. O país tem que pagar o que deve arengam, como se as dívidas dos países não fossem renogociáveis e resstruturáveis. Basta olhar para os EUA, a sua gigantesca dívida, o modo, até muito pouco ortodoxo, como a negoceiam e financiam desde que, em 1971, Nixon rompeu o acordo de Bretton Woods, recusando resgatar dólares por ouro, porque não tinha ouro suficiente para entregar e num golpe contabilistico reduziu em 35% a dívida pública dos EUA. Claro que os EUA, são um gigante económico-financeiro, mas abriram um precedente seguido por muitos outros países. As nossas cassandras querem nos fazer acreditar que as dívidas dos países são equivalentes às dívidas domésticas, não distinguindo também entre credores. Pouco lhes importa se esses credores são usurários e especuladores navegando nas ondas dos mercados. É a jacobinice em estado quase puro.

O terrorismo verbal em curso, do não estraguem o que fizemos às tiradas telenoveiras da Cristas, do que se lê, ouve e vê na comunicação social tem que ser activamente combatido. Portugal não pode estar à mercê desses  doutores fonsecas &burnay jihadistas de fato às riscas que fazem atentados com bombas virtuais que tiveram e podem vir a ter consequências devastadoras. Tentam dinamitar o diálogo do governo de centro-esquerda, que procura melhorar razoavelmente a vida dos portugueses no quadro dos tratados europeus, com uma Comissão Europeia, dominada por uma ortodoxia de centro-direita, num momento em que está em curso na Europa, ainda que de forma não muito assertiva, a discussão  sobre essa ortodoxia e os efeitos nefastos da estrita aplicação do Tratado Orçamental.

Não se pode ceder a essa chantagem! É Portugal, são os portugueses que estão em causa. É o nosso futuro colectivo que não pode ser uma miragem.

Standard
Alexandre Soares dos Santos, BE, capitalismo, CDS, Comunicação Social, economia, Geral, GOVERNO PSD-CDS, Maioria de Esquerda, PCP, PEV, PS

Patrioteiros

bandeira portuguesa

Alexandre Soares dos Santos, com Américo Amorim e Belmiro de Azevedo, é um dos homens mais ricos de Portugal. Esses três da vida airada detém um valor pessoal equivalente a 8,5% do PIB, Alexandre Soares dos Santos é regular e subservientemente ouvido no jornalismo económico. Os seus bitaites são recolhidos com unção pelos josegomesferreiras com o deslumbramento pacóvio que os distingue.

Na semana passada Alexandre Soares dos Santos foi à Sic Negócios (passe a publicidade a programa tão medíocre e manipulador) juntar a sua voz à algazarra que por aí se ouve contra as medidas do governo que tendem, com grande precaução reduzir o enorme fosso entre os ricos e os pobres de Portugal. País da União Europeia em que mais se tem agravado a distância entre os mais ricos e os mais pobres, em particular nos últimos quatro anos de governo PSD-CDS, o que coloca Portugal no ignominioso primeiro lugar dos países da EU em que os ricos são e estão  cada vez mais ricos e os pobres mais pobres. Para essa luminária “o governo de António Costa anda a comprar votos”, Não é mal dito por quem nas empresas do seu grupo e na Fundação Manuel dos Santos “compra” por atacado think tank’s à escala nacional, à direita e numa esquerda manhosa, que fazem lobying em seu proveito, Prática verificável no trânsito entre empresas privadas de todo o género e o aparelho de Estado, em que brilhava, mas nunca esteve sozinho, o Grupo Espírito Santo. Práticas usuais de empresas e empresários que vivem encostados e amparados pelo Estado enquanto fazem grande alarido propugnado menos Estado. Uma ópera buffa que se canta adrede nos cantos e recantos dos media.

Avisa contra os perigos do aumento das importações que o magro poder de compra agora recuperado, vai provocar. Também não é mal dito por quem tem no Pingo Doce o sexto maior importador nacional, atrás da Petrogal, Galp, Repsol, Volkswagen e SIVA e, entre os maiores grupos de distribuição do país, está na linha da frente dos que garrotam a produção nacional com práticas comerciais que asfixiam os produtores.

No fim faz uma profissão de patriotismo, exercício da maior hipocrisia e cinismo por quem deslocalizou para a Holanda a Sociedade Francisco Manuel dos Santos SGPS, SA, que concentra as acções através das quais a família Soares dos Santos controla empresas como o Pingo Doce, via Jerónimo Martins, para pagar menos impostos em Portugal. Isto apesar dessa mesma empresa ser a que mais tem recebido benefícios fiscais por parte do Estado, em particular do governo PSD-CDS,  o mesmo Estado que esmaga os portugueses com uma carga de impostos brutal. Os últimos números conhecidos cifram-se em 79 900 000 (setenta e nove milhões e novecentos mil euros) o equivalente a mais de 150 mil salários mínimos já actualizados.

São assim os nossos patrioteiros. Só lhe falta andar de bandeirinha na lapela. É assim talhada essa gente que range os dentes e conspira, ainda em surdina, mas de vozear crescente e com erupções fedorentas que a comunicação social estipendiada acolhe na sua cruzada contra o governo de centro esquerda do PS, de maioria de esquerda apoiado parlamentarmente pelo PCP, Bloco de Esquerda e PEV-Verdes.

Standard
António Costa, BANCO CENTRAL EUROPEU, BANCOS, BANIF, capitalismo, Carlos Costa, CDS, Coligação de Direita, Comunicação Social, Critérios Editoriais, Critérios Jornalisticos, Geral, GOVERNO PSD-CDS, Jorge Tomé, Luís Amado, Maria Luís Albuquerque, Passos Coelho, paulo Portas, PSD, Soares da Costa

SEM VERGONHA!

ROUBARMais um banco para o galheiro e ninguém vai preso! Os supervisores não têm culpas! Os administradores vão com os bolsos cheios para casa! O governo PSD-CDS esteve cego, surdo e mudo! Os comentadores ditos especializados (*) só se preocupam com o aumento de um euro por dia no salário mínimo, porque destabiliza a economia! O que estabiliza a economia são as dezenas de milhões enterrados na banca para salvaguardar o sacrossanto sistema financeiro e evitar os riscos sistémicos! Uma única certeza mais dinheiro de todos nós vai para essa camarilha privada que vive à conta dos dinheiros públicos! Porque é isso que tem sucedido, com formatos diversos, mas todas com o mesmo escabroso final na banca, do BPN até ao BANIF. Pelo caminho ainda está por resolver o BES!

A única novidade foi António Costa dizer que a resolução(?) do berbicacho BANIF, vai custar muito caro aos contribuintes, uns 3 000 milhões de euros! A dupla Passos-Portas mais Maria Luís Albuquerque ainda devem ter a lata de continuar a afirmar que o processo BES, não nos vai aos bolsos! Com o mesmo descaramento com que Carlos Costa afirmava que o BANIF ia dar muito lucro ao Estado. Claro que vai, como se está a ver e como veremos quando a novela Novo Banco findar. Só não se sabe ainda quanto vai custar. Enquanto o fado continua a ser cantado, há quem siga a ganhar à conta dessas falcatruas. O inefável governador do Banco de Portugal está firme no seu lugar, a distribuir tachos, a contratar por 30 000 euros mês o vendedor da banha da cobra Sérgio Monteiro para vender o Novo Banco, o que na gíria dessa gentalha chamam de BES-bom, um trabalho da treta que acabará sempre por dar grosso prejuízo ao Estado.

Quanto ganharam os administradores do BANIF até o levarem ao estado actual? Tiveram prémios pela sua actuação? Luís Amado, aquele personagem bem engomado que dá bocas parvoides sobre a situação nacional e internacional, no que é muito aplaudido por uma claque, leia-se o elogio que Seixas da Costa lhe faz no blogue, quanto ganhou como administrador do BANIF? Ainda não há muito tempo, numa entrevista ao Jornal de Negócios e Antena1, já depois do Estado, nós os contribuintes, ter recapitalizado o banco e emprestado mais algum, assegurava que proteger o BANIF é proteger o dinheiro dos contribuintes!!! O seu parceiro de administração Jorge Tomé ainda recentemente afirmava sem uma ruga de dúvida que o BANIF tinha uma situação de liquidez confortável, criticando notícias não fundadas sobre a situação do banco. Como se está agora a ver! Os farsolas, como todos os seus parceiros, vendem vigésimos premiados com o à vontade que têm todos os embusteiros bem encadernados e treinados. Depois é a conversa fiada e criativa dos activos tóxicos, dos remédios, das bolhas, das imparidades, do não sei quê, patati-patata, nunca têm culpa de nada, nunca são responsabilizados. O Zé paga para continuar a ver o desfile de intrujas bem pagos com o dinheiro que lhe esmifram!

No meio disto há a célebre e celebrada saída limpa! Saída chafurda em que o défice só não é excessivo e cumpriu os objectivos (qual o rigor científico dos objectivos? Alguém é capaz de explicar?) porque contabilisticamente os bondosos tecno-burocratas de Bruxelas decidiram que o dinheirame para a banca não entra nas contas. Se não fosse assim o défice do ano de 2014 seria de mais de 7% e não 3,2% por causa do BES e de este ano, por causa do BANIF seria quase 5% e não os prometidos 3% pela dupla Passos/Portas e a pendericalho Albuquerque, sempre a dizer as mais obscenas mentiras com a cumplicidade de truques contabilísticos!

Lembram-se de Passos a aconselhar os portugueses a não serem piegas? De Portas a falar de se viver acima das possibilidades? De em coro cantarem alto e bom som que não há dinheiro para a saúde, para a educação, para a investigação, para a cultura, para…? E o brutal aumento de impostos? E os cortes nos salários, nas pensões, nas reformas? Não há dinheiro? Há, há sempre dinheiro e muito para a banca!!! Agora com o BANIF já são mais de 20 mil milhões de euros enterrados nos cofres bancários. Pouco, muito pouco terá retorno. Na melhor das hipóteses nem 10%!!! Um bom negócio dizia essa gentalha! Gente mentalmente prostituída que espalha e contamina tudo à sua volta com uma pustulenta degradação.

Esse bando de aldrabões, esse bando de trafulhas bem pagos continua à solta a mentir sem vergonha e a transitar alegremente de cargos públicos para altos cargos no sector privado que lhes paga e bem os favores feitos ou por fazer. Quando as coisas correm para o torto, lá estamos nós para pagar os resultados da sua incompetência bem remunerada até ao dia da desgraça! Depois alapam-se noutro valhacouto dos amorins, belmiros, jerónimos ou beltranos da mesma igualha!

O crime compensa? Ninguém acaba com esse circo de palhaços sem talento? Ninguém é responsabilizado? Ninguém vai preso? Mente-se, engana-se, vigariza-se e nada acontece? Claro que é gente cheia de ética, muito séria profissional e intelectualmente. Gente preocupadíssima com a sanidade moral da nação, grandes amantes da legalidade, desde que as leis sejam o direito dos mais fortes à liberdade, por isso é que quem, com fome, rouba uma lata de salsichas é preso, quem rouba milhões ao país continua alegremente a rebolar-se nos melhores restaurantes e bares, a pavonear-se pelos salões, a ser ouvido na comunicação social subserviente,(*) a ter contas bancárias bem fornidas, a ser convidado para desempenhar altos cargos tanto no sector público como no privado! Gente que, enquanto trapaceia, proclama com ar profundamente sério o seu profundo amor à transparência, ao Estado de direito sempre a repetir aos quatro ventos, como homens cheios de princípios, uns paladinos da honra da virtude e da lei uns cruzados contra a corrupção,  algo que um seu antecessor menos sortudo disse: Hoje em dia, as pessoas não respeitam nada. Dantes punham-se num pedestal a virtude, a honra, a verdade e a lei. Onde não se obedece a outra lei, a corrupção é a única lei. A virtude, a honra e a lei esfumaram-se das nossas vidas” (Al Capone, entrevista ao jornalista Cornelius Vanderbilt, Liberty, 17 de Outubro de 1931, poucos dias antes de ser preso por fuga ao Fisco). Sensibiliza-se essa preocupação veraz de cidadão tão exemplar, por isso me comovo quando, na mesma linha, Cavaco, Passos, Portas & Companhia apelam aos superiores interesses nacionais para fabricarem mais uma malfeitoria.

Até quando vamos viver/conviver com esses ratos de esgoto político-económico-financeiro? Não há processo de desratizar o país?

Há que acabar de vez com a pornografia rasca em que Portugal se atola.

 

(*) no bordel em que se transformou a comunicação social, o despedimento de Mourinho foi amplamente noticiado, durante vários dias e continua a fazer manchetes nos jornais, enquanto o despedimento colectivo de 500 trabalhadores da Soares da Costa foi referido, quando o foi, de raspão.

Standard
capitalismo, CDS, Cinismo, economia, Geral, GOVERNO PSD-CDS, Ideologia de Direita, paulo Portas, PCP, PS, PSD

A BANCA JÁ É DO ESTADO

EUROS

Com o Banif em chamas, as questões relativas à banca em Portugal, ao Banco de Portugal e às moscambilhas, nesse sector em particular, do Governo Passos Coelho/ Paulo Portas voltam à ordem do dia.

Comece-se por uma curiosidade. Brada a rapaziada, sem idade nem sexo, da direita nacional contra o objectivo do PCP de nacionalização da banca. Num dos debates eleitorais Paulo Portas, arvorando aquele ar de xico-esperto vendedor de vigésimos premiados, calculava que as nacionalizações propostas pelo PCP custariam ao país cerca de vinte mil milhões de euros. Uma brutalidade para o erário público. Dizia isto com ar sério parecendo preocupado com o erário público. Dizia isto escondendo que o governo de que era vice-primeiro ministro entregou à banca 19,5 mil milhões de euros, o que equivale a que cada português tenha emprestado à banca, nos últimos anos,  1 950 euros, quase quatro salários mínimos!!! O equivalente a 11,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Mesmo o mais que insuspeito Banco Central Europeu, liderado por Mário Draghi, critica particularmente a actuação das autoridades portuguesas por terem falhado na recuperação das ajudas, muitas delas injecções de dinheiro, disfarçadas de empréstimos por conta de activos bancários ilíquidos ou sem quase valor. O que a actual crise do Banif veio, mais uma vez, demonstrar em toda a sua brutalidade. Primeira coisa a reter é a vigarice do raciocínio e dos números de Paulo Portas e sequazes, o que de tão vulgar quase deixa de ser notícia, mas não deve ser deixado passar em claro porque esconde outra realidade.

Quando o PCP reclama a nacionalização da banca está a ser redundante. De facto, desde 2011 a banca já está de facto nacionalizada! A Caixa Geral de Depósitos, o único banco de facto nas mãos do Estado, recebeu um empréstimo de 900 milhões de euros e aumentou o seu capital, totalmente subscrito pelo Estado em 750 milhões de euros. Do empréstimo não devolveu um euro. O Banif recebeu 1 100 milhões de euros dos quais 700 milhões foram directos para o capital ficando o Estado com um pouco mais de 60% do capital, portanto ficou maioritário, mas deixou a administração na mão dos privados, e emprestou 400 milhões que anda por lá por paga e ninguém acredita que paguem.. No Novo Banco é o que se sabe 3 900 milhões do Estado de um Fundo de Resolução de 4 900, em que todos dizem sem o menor pingo de vergonha ir ser pagos pelos outros bancos que só entraram com 1 000 milhões. E dizer entrar é outra rábula já que o dinheiro dos bancos no Fundo de Resolução sai dos impostos que têm que pagar ao Estado. Vão ser precisos, a curto prazo, um mínimo de 1 500 milhões de euros. Já se sabe de onde virá esse dinheiro do Estado, de nós todos contribuintes o que vai fazer que os 1 950 euros que cada português emprestou até hoje à banca vá ultrapassar os 2 000 euros, e ainda não se sabe quanto vai custar a aventura do Banif. A todos esses milhões há que acrescentar 3 000 milhões emprestados ao BCP que já pagou metade, mas está em grossas dificuldades para pagar o que falta!  O único que pediu emprestadoe já pagou, foram 1 500 milhões,  foi o BPI.

Em resumo, como os bancos não pagam os chamados empréstimos, transformam-se esses empréstimos em capital. Com estas manobras a maioria da Banca portuguesa, dos maiores bancos nacionais, ainda está por se conhecer a verdadeira situação do Montepio, estão de facto nacionalizados! Finge-se é que não estão e deixa-se que o dinheiro dos contribuintes continue a alimentar as derivas privadas. Urgente é estancar essa sangria dos bens públicos para os privados! Assumir a realidade que é a do Estado ser hoje proprietário, dono, de mais de 40% do sistema bancário! Amanhã ou depois de amanhã essa quota vai aumentar, e não pouco, por via do Banif, do Novo Banco e de um aumento inevitável de capital na Caixa Geral de Depósitos.

É uma piada grossa dos vigaristas encartados do PSD, CDS e mais os inúmeros comentadores que agitam o espantalho da nacionalização da banca que o PCP diz querer e Bruxelas repudia. Andam a gozar com a malta! Chega de mentiras! As contas dessa gentalha está furada! Nacionalizar a banca tem custo zero! Só não é feita por principio ideológico.

Nota final. Seria bom saber quanto ganham os senhores administradores do Banif, os Tomés e Amados! Se calhar ainda ganharam prémios pelo trabalho (mal) feito! Pelo andar da carruagem desse outro vendedor da banha da cobra Sérgio Monteiro, 30 mil euros/mês, livre de impostos e custas da segurança social, deve ser uma conta calada sempre à nossa conta. Sem esquecer as vigarices do BPN, BPP, BES curiosamente tudo malta de direita, PSD, CDS e ainda a acoitada no PS. Será por acaso? Ah! Ah! Ah! Quem acredita nisso? As tecnoformas foram feitas para os treinar, moldar e encher os bolsos. Afinar o vício lógico argumentativo, torna-los em experimentados vigaristas com os truques de todos os vigaristas que se não são simpáticos e convictos não conseguem vigarizar e vender votos.

O que se deve exigir já é que devolvam a banca ao Estado! Ela já é de facto do Estado!

Standard