Cultura, Fotografia, Geral, História

Américo Ribeiro, caçador e coleccionador de imagens

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Américo Ribeiro e a sua coleção de máquinas fotográficas.

 

Poucas são as terras que se podem orgulhar de contar com alguém que, ao longo de décadas, se dedicou a uma recolha sistemática de imagens dos mais variados aspetos da vida local. Setúbal é uma dessas terras e o fotógrafo Américo Ribeiro (1 Janeiro 1906 – 10 Julho 1992) o homem a quem a Cidade deve um fabuloso espólio de imagens que cobre grande parte do século XX e que agora se deixa entrever na exposição “Dizem que é Américo – Um Fotógrafo | Outras Imagens | Novos Olhares”, patente na Casa da Cultura (Setúbal) até 05 de Fevereiro.

Alguns Homens distinguem-se pelo carácter metódico, quase obsessivo, do amor que dedicam às suas actividades profissionais. São aqueles para quem todos os dias e todas horas são ou podem ser dias e horas de trabalho.

Américo Augusto Ribeiro, repórter fotográfico de imprensa e fotógrafo de casa montada no Largo da Conceição, em Setúbal, foi um desses Homens. Um “caçador e coleccionador de imagens”. A essa sua paixão pela reportagem fotográfica deve-se um espólio documental de primeira importância para o conhecimento e compreensão da história de Setúbal do século XX.

Deve também ser creditado a Américo Ribeiro a extraordinária valia de ter, ao longo dessas décadas, conservado e ampliado aquele espólio (negativos de vários suportes e formatos, impressões em papel, máquinas, ampliadores e acessórios).

Com uma atividade que trespassou o século passado, Américo Ribeiro foi também testemunha da evolução tecnológica da sua arte; conheceu “flashes” de magnésio accionados a pistola, ampliadores a luz solar e negativos em chapa de vidro. Uma tecnologia que evoluiu à velocidade da luz e de que também nos deixou memória.

Setubal 1938

Uma das mais famosos imagens de Américo Ribeiro. Refeição, recepção em fábrica de conservas de Setúbal em 1938.

 

Soube o Município sadino, em tempo oportuno e ainda em vida de Américo Ribeiro – estávamos em 1982, trazer para a sua responsabilidade esse importante espólio fotográfico e de filmes sobre “acontecimentos de interesse municipal” (deliberação da Câmara Municipal em 07 de Julho daquele ano). Um património composto por milhares de imagens e negativos dos diversos formatos que se foram sucedendo ao longo do seculo XX.

Ao valioso espólio documental adquirido nos anos oitenta, acrescentou a Câmara Municipal sadina em 1994 “uma valiosa coleção de equipamentos fotográficos que inclui máquinas fotográficas, ampliadores, lentes, flashes e outros acessórios” (deliberação da Câmara Municipal em 8 de Março daquele ano).

A conservação, valorização e divulgação deste fascinante espólio fotográfico tem sido assegurada pelo Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro da Câmara Municipal de Setúbal, instalado na Casa Bocage. Um trabalho que tem contado com a preciosa colaboração dos voluntários do Centro de Memórias que, paulatinamente, tem vindo identificar imagens.

Em 2016 comemora-se o 110.º aniversário de Américo Ribeiro! Vamos aguardar as próximas atividades.

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40 Anos do 25 de Abril, Artes, autarquias, Cultura, Escultura, Fotografia, Geral, Gravura, História, Literatura, património, poesia, Setúbal, Trabalho

Revista Movimento Cultural

MovimentoCultural

Esta noite, às 21:30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, é apresentada uma edição especial da Revista Movimento Cultural, iniciativa da Associação de Municípios da Região de Setúbal que pretende divulgar o que se faz na região nos domínios da cultura, da investigação e da arte.

Partilho artigo de opinião do Fernando Casaca sobre a reedição da Revista Movimento Cultural.

 

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