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O Sono da Razão gera Monstros

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gravura de Goya

Que Donald Trump tenha ordenado bombardear uma base aérea síria com argumentos na base de informações “credíveis” que disse dispor, sem sequer solicitar autorização ao Congresso, como no mínimo e sem correr grandes riscos, deveria ter feito, não pode causar admiração a ninguém. Obama fez o mesmo quando mandou bombardear a Líbia. Ambos dispensaram-se desse trabalho e do mais elaborado trabalho de arranjarem um Colin Powell com provas das fábricas de destruição maciça que nunca existiram. Agora, na Síria, Trump atirou para as urtigas o desmantelamento do arsenal de armas químicas que os sírios possuiam e que foi destruído sob supervisão da ONU. Um proto-fascista do seu calibre, que se auto proclama campeão dos países civilizados, o que não deixa de ser uma boa piada, não se detém nesses pormenores. Como não se detém Hillary Clinton ou John McCain, ambos opositores declarados de Trump, que rapidamente lhe renderam homenagem e aplauso. Claro que também teve conforto no ocidente de Hollande, Merkel, Erdogan e outros tantos, na esteira de Blair, Aznar e Durão Barroso. Ninguém se preocupa ou preocupou em saber o que de facto aconteceu com as armas químicas em Khan Cheikhoun, sabendo-se muitíssimo bem que os terroristas as têm usado e têm arsenais de armas químicas como os que foram encontrados em Aleppo. A hipocrisia e o cinismo dessa gente é bem conhecido, está bem montado e bem suportado por uma comunicação social mercenária a nível internacional, é ler as notícias sobre os ataques a Mossul, compará-los com os que fizeram em relação a Aleppo.

O que é mais interessante e significativo, percorrendo os activos sujeitos das redes sociais em Portugal é o silêncio de todos os que se têm esfarrapado e continuam a esfarrapar em alta grita contra Trump, os seus próceres europeus, Le Pen, Farage, Geert Wilders, Frauke Petry e mais uns tantos e que agora não se indignam, chegando mesmo à desfaçatez de  apoiar a iniciativa de Trump, com mais ou menos vergonha e retóricas risíveis. Muita dessa gente diz-se de esquerda. Parece estar sempre na primeira linha da denúncia do ascenso das direitas no mundo, um perigo real, enquanto não há bandeira de uma qualquer luta fracturante que não agitem. Não há um acontecimento em qualquer parte do mundo que não os comova e suscite adjectivações loquazes e violentas. Desfilam  comentários e fotografias para legendarem execrações de políticos que abominam, metendo no mesmo saco o que não deve ser metido no mesmo saco e não metendo nesse saco quem deveriam meter.

A sua miopia política é inquietante. Mais inquietante ao pensar no que farão se um dia surgir nesta terra de falsos brandos costumes uma variante do dinossaúrio excelentíssimo. Devem estar confiantes numa manhã de nevoeiro ou num qualquer milagre de Fátima. Nem percebem que os zigue-zagues políticos em que se embrulham estão a contribuir para esse peditório que já está a ser feito. É ler muitos dos comentários que por aí se plantam nas notícias dos media. É percorrer, mesmo na diagonal, muito do que viaja nas redes sociais. Objectivamente vão dando o seu óbolo com os comentários que decoram as suas intervenções. A direita sabe, bem sabe, que a maioria dessa gente será metida na ordem com uns safanões a tempo.

Inquietante é perceber o que isso representa do triunfo actual da ideologia de direita, um cancro que não é um exclusivo da direita. Muita esquerda está contaminada, alguma em estado terminal. Esse é que é um perigo concreto e bem real. O sono da razão gera monstros que, pelo menos alguns, o percebam a tempo.

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BANCOS, capitalismo, Durão Barroso, Geral, Goldman Sachs, União Europeia

Fábulas dos tempos actuais

CHERNE

O Cherne sempre teve uma ambição desmedida para o seu parco talento, Nunca olhou aos meios para atingir os fins. Rapidamente percebeu que o MRPP era um charco propício ao desenvolvimento de girinos prontos às mais diversas metamorfoses chegados ao estado adulto. Não se enganou no clube que elegeu. Entre medíocres, medíocre e meio basta. O instinto predador da espécie fê-lo esperar uma ocasião para sair da gruta e abocanhar uma oportunidade dourada. Caiu do céu aos trambolhões. Aí vai ele a nadar vigorosamente para as Lajes, determinado a ser a Mónica Lewinski de Bush, Blair e Aznar. Queridos mandantes políticos há alguma mónica mais capaz que eu? O sistema sabe de ginjeira que há sempre uma mónica qualquer pronta para todo e qualquer serviço que contribua para a manutenção da sua máquina de exploração e especulação. Decidiu recompensar tão solícito e sôfrego mandarete. Puxaram os cordelinhos, meteram eficazes cunhas nas portas da União Europeia para o Cherne ser colocado no topo. Não se exigia muito, só que continuasse com eficiência os exercícios praticados e as quqlidades exibidas nas Lajes. A única alteração era quantitativa. Clientela mais vasta, lustrada e cosmopolita, por vezes com outras exigências. Nada que complicasse a vida do Cherne ou pusesse em causa as suas aptidões certificadas quqndo o anticiclone dos Açores atingiu o Iraque . Em Bruxelas e de Bruxelas para o mundo, esteve sempre pronto a satisfazer a clientela. O espectáculo era público, os paparazzo políticos transmitiam-no em directo ou diferido. O que era menos conhecido, mas que se podia inferir sem grande dificuldade, eram os espectáculos privados que o Cherne dava aos verdadeiros mandantes, satisfazendo todos os seus apetites. Essas marionetas do grande capital estão sempre prontas a mostrar serviço, têm bicho carpinteiro,

Chegou o momento de lhe pagar os trabalhos. O Cherne sabe bem que isso de amor à Europa são lérias e que o poder são degraus que se sobem para chegar ao pote dos maravedis, amealhando o máximo pelo caminho. Sabe também que na indústria do cinema o sector mais lucrativo é o da pornografia, e os mais bem pagos são os filmes exclusivos. A Goldman Sachs paga-os bem caro desde que lucre.  Recompensa os actores que melhor a servem, mesmo que sejam reles. As bitolas são outras nesse mundo obsceno. Antes do Cherne estava lá outro e quando se acentuar o cheiro a fénico do Cherne outro virá. Há que acabar é com as goldman’s sachs deste e de outros mundos que por dinheiro o corrompem sem remissão, com crueldade e sem remorso.

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Cavaco Silva, Condecorações, Durão Barroso, Ordem do Infante, Política

O Cherne foi Medalhado

O Cherne

Meus caros amigos, perante a cena canalha do cherne medalhado, a somar às cenas canalhas a que temos assistido nas últimas décadas, façamos coro com Fernando Assis Pacheco ”No Último Tesão”(*)

(…)

merdalhem-se uns aos outros

o país mete dó

guarda o último tesão

para mandares

meia dúzia de canalhas à tábua

(*) Respiração Assistida, Fernando Assis Pacheco, Assirio e Alvim, Novembro 2003

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