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La Nave Va

barco

o barco que transporta Nosferatu no filme de Murnau

Passos Coelho vocifera empurrado pelo ciclone de dez mil milhões de euros!  Paulo Núncio tropeça em si-próprio até não conseguir negar as evidências! Paulo Portas passeia irrevogável mudez até agarrar de novo os microfones de vendilhão nos templos da comunicação social estipendiada! Assunção Cristas faz queixinhas ao Presidente da República enquanto distribui beijinhos postais aos lisboetas pedindo ideias para encher a sua vazia cabecinha! Luis Montenegro e Nuno Magalhães usam a Assembleia da República para concorrerem aos óscares dos incorruptíveis contra a droga realizando a sua remake em versão filme cómico! Lobo Xavier e António Domingues almoçam e jantam sms nas casas de banho para defesa da sua intimidade que deixam entrever abrindo e fechando a portas dos privados das administrações dos bancos onde as trocam! Maria Luís Albuquerque cala-se para guardar de Conrado o prudente silêncio! A mentira, as mentiras são despejadas, sem selecção de resíduos para reciclagem, no aterro sanitário dos erros de percepção mútua!

Uma ópera bufa que nos toma por basbaques, recuperando um grande final em que contumazes indignidades recuperam prazo de validade rebobinadas pela assunção política das falsidades, retirados os andaimes que as ocultavam. Miserável lavagem pública da imoralidade passada e repassada em todas as máquinas da comunicação social para voltar a dar crédito à miséria de alguma política e de muitos políticos.

No caso das dezenas de milhares de milhões de euros que voaram para offshores que um prestimoso secretário de estado viu mas não permitiu tornar público, o roteiro da viagem do que está em causa não é a ocultação, muito menos o azar de vir a ser objecto de tributação legal, mas o seu significado. O que é substantivo é essa acção ser parte por inteiro do norte político de um governo, as políticas de austeridade que reestruturavam a economia fazendo cortes e ajustamentos que visavam os trabalhadores, as pequenas e médias empresas, passava a ferro a classe média, todos os que eles diziam estar a viver acima das suas possibilidades, enquanto dava rédea solta aos desmandos da banca e do grande capital. Politicas em que ofertavam mais riqueza para os mais ricos a continuarem a acumular enquanto o garrote se apertava aos mais desmunidos que o viam apertar com um fisco de mão mais extensa e mais implacável, com leis laborais que faziam retroceder dezenas de anos de conquistas feitas palmo a palmo, com a degradação sistemática dos direitos sociais, económicos.

O laxismo que deixa ficar nas gavetas do secretário de estado as listas das dezenas de milhares de milhões de euros que legalmente iam estacionar em offshores não é inocente, como não o eram as listas VIP ou a indiferença em relação à fuga ilegal de dezenas de milhares de milhões de euros que só parcialmente são contabilizáveis pelos processos judiciais em curso, é a resultante directa da política do governo PSD-CDS que favorecia a acumulação da riqueza dos mais ricos e o aumento, na melhor das hipóteses, a manutenção da pobreza da esmagadora dos portugueses. A sanha com que atacam o actual governo PS, com apoio parlamentar PCP/BE/PEV, as medidas, mesmo que tímidas, de repor rendimentos a trabalhadores, pensionistas e reformados, de dar melhores condições de crédito às pequenas e médias empresas é a pedra de toque dessas políticas em que se dá liberdade quase absoluta aos que já a têm e aperta a tarraxa a todos os outros que não devem ser piegas por serem metidos na ordem de viverem conforme as suas magras possibilidades.

É repugnante ver esse teatro de sombras em que um forcado corneado pela impossibilidade de continuar nas omissões das verdades, se refugia nas tábuas das meias-mentiras, vai para o meio da arena exibindo a orelha da responsabilidade política para ser aplaudido pela turbamulta dos seus aficionados que agitam freneticamente o manto diáfano da sua mais que esburacada dignidade. São todos iguais por mais tonitruantes declarações que façam. Querem safar-se como se tudo isso tivesse sido um acidente do aparelho fiscal e o governo Passos-Portas não fosse politicamente responsável. A bardinagem, o populismo, a demagogia no seu melhor.

Um peão de brega é obrigado a saltar do barco para aliviar o lastro e o barco continuar a navegar no pântano. Enquanto houver parvos ou parvos fingidores continua acima da linha de água. La nave va, o rumo não se alterou, não se altera nem dá guinadas às quinta-feiras.

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Arco da Governação, Assembleia da República, BE, CDS, CDU, Cinismo, Debates Eleitorais, Eleições Legislativas 2015, Geral, Govermo de Esquerda, GOVERNO PSD-CDS, PAF, Passos Coelho, paulo Portas, PCP, PEV, Política, PS, PSD

Algo de Novo

RR Bandeira Vermelaa

Com a entrada em funções do XXI Governo Constitucional do PS com apoio parlamentar do PCP, BE e PEV, a direita ficou desorientada porque vivia no conforto de julgar que pelo capitalismo actual se pensar definitivo, não fazia sentido a distinção entre direita e esquerda, pelo principio de a esquerda ter sido inapelavelmente encerrada num ghetto. Ou que a reivindicação de se ser de esquerda era uma bandeira empunhada por radicais que viviam fora da realidade, sendo a realidade confundida com as bases teóricas e práticas intransformáveis do capitalismo.

Ancorados nessa convicção, radicalizaram a exploração de todos os recursos fossem humanos, sociais, ambientais, culturais ou económicos com a fé totalitária de que os mecanismos do sistema capitalista ultrapassariam todas as crises em que se afunda. Não conseguiam, nem conseguem, nem conseguirão perceber que nenhuma realidade por mais hegemónica e aparentemente consistente que seja, como é o capitalismo na actualidade, pode ser considerada definitiva. Muito menos quando para o capitalismo terminal em que barbaramente tudo, a começar pelo ser humano, foi esvaziado de qualquer valor a não ser o seu valor de mercadoria. As chamadas reformas estruturais têm esse sentido e objectivo, o de desumanizar a sociedade tornando-a num gigantesco mecanismo de produção e reprodução de mercadorias, aumentando exponencialmente as desigualdades em nome do lucro. É essa a lógica intrínseca do sistema capitalista como se não estivesse dependente, na sua substância e de modo crucial de uma coisa chamada lei da queda tendencial da taxa de lucro, como Marx bem explicou, mas que essa turbamulta de publicistas económico-financeiros do capitalismo parece desconhecer, mesmo quando a sucessão de crises, com ciclos cada vez mais curtos e profundos, o demonstra à saciedade.

A fé, como bem se sabe é cega e estúpida, torna essa gente autista. O espectáculo do debate na Assembleia da República na apresentação do programa do XXI Governo Constitucional, foi a demonstração que a direita nunca perceberá que para a esquerda a realidade histórica do capitalismo tem um caracter contingente, mesmo dentro de um quadro em que o capitalismo continua a ser o sistema dominante. O que a torna incapaz de entender o funcionamento da democracia, da democracia burguesa sublinhe-se, cujos valores hipocritamente usam na lapela dos seus casacos de marca. Por isso não perceberam, nem nunca perceberão o alcance e o significado dos acordos que viabilizaram este governo. Não entendem, nem nunca conseguirão entender o que significa ser de esquerda no século XXI. Muito menos como a praxis teórico-política da esquerda arranca de princípios sólidos na legibilidade da realidade, para actuar sobre a transformação dessa realidade mesmo em bases mínimas, para por fim à aniquilação das pessoas e da sua individualidade. Por fim aos sistemáticos assaltos à nossa inteligência  à nossa vidae aos nossos bolsos.

Os acordos que viabilizaram parlamentarmente o XXI Governo Constitucional colocaram um travão a fundo ao rol dos desvarios mais insanos, das mentiras mais descaradas da direita em nome da sustentabilidade de um sistema de exploração brutal em benefício do grande capital. Foram quatro anos de assalto a todos os que tinham menos armas para se defender, os que estavam mais desmunidos, porque esta direita é rancorosa, não tem escrúpulos e é cobarde.

Também é estúpida, profundamente estúpida e por isso vivia na ilusão que o apartheid parlamentar era durável. Não tinha fim. A realidade ultrapassou-os. Atirou-os para onde sempre estiveram, no caixote de lixo da história. Daí não enxergam o valor simbólico dos acordos que a esquerda alcançou com o PS, para por um ponto final, melhor um ponto e vírgula ou mesmo uma vírgula,  no autoritarismo ideológico de que não havia alternativa. Havia, há e haverá sempre alternativas, isso distingue fundamente a esquerda da direita. Como essa alternativa ou essas alternativas vão funcionar é o centro de gravidade dos próximos tempos com uma certeza: a hegemonia de um sistema que dominou os últimos quarenta nos da vida política portuguesa acabou. Esse ficou definitivamente enterrado.

(na imagem pintura de Rogério Ribeiro/Elegia I/1989)

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Acordo Ortográfico, Assembleia da República, Geral, Petição Pública, Referendo

Contra o Acordo Ortográfico

teclado

Já algum tempo que na minha assinatura nos e-mails, a mensagem que transdrevo é parte indissociável! não é texto original, copiei-o do meu amigo José Luís Porfírio. penso quie todos os que estão em desacordo com este Acordo Ortográfico, também poderiam adicionar o texto à assinatura., contra os espetadores destes espetadores da língua portuguesa.

Em defesa da língua portuguesa, o o remetente desta mensagem não adopta o “Acordo Ortográfico” de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente (para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral).

Há novamente um movimento cívico contra este malfadado Acordo Ortográfico. que exige um referendo à sua adopção, depois de na Assembleia da República o PCP, ter visto rejeitada uma proposta no mesmo senrido. Quem se insurge e revolta contra este Acordo Ortográfico tem o dever de subscrever esta petição! Não adiem, não se atrasem. Assinem já!

No Facebook um grupo de cidadãos abriu uma página contra o Acordo ortográfico! Visitem-na!

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