Área Metropolitana de Lisboa, Geral

AML em negociações com Atlantic Ferries para integrar travessia Sado no novo tarifário de transportes públicos

Manuel Pisco, vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, nas Conversas na Praça no dia 3 de abril

O vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal anunciou esta quarta-feira que a Área Metropolitana de Lisboa está em negociações com a Atlantic Ferries e a autarquia grandolense para integrar a travessia do Sado no novo tarifário de transportes públicos que entrou em vigor no passado dia 1 de abril.

Manuel Pisco revelou na “Conversa da Praça” dedicada à mobilidade e transmitida em direto no blogue Praça do Bocage que a “AML esteve já a negociar não só com [a Câmara Municipal de] Grândola, mas também com a Atlantic Ferries (concessionária da travessia do Sado)”. O autarca salienta que este foi o momento escolhido para tratar desta matéria porque é agora que se está a tratar das “ligações entre as fronteiras da AML com as CIM (comunidades intermunicipais) e concelhos limítrofes“.

Continuar a ler
Standard
Área Metropolitana de Lisboa, Política

Velhas ambições

acosta

Neste blogue, já muito foi dito sobre o processo que se vive na Área Metropolitana de Lisboa na sequência entrada em vigor da Lei sobre Áreas Metropolitanas e da grande vontade do democrata António Costa ser dono e senhor da AML. 

A novidade é que ontem, a aliança PS, PSD, CDS e Isaltino sofreu uma pesada derrota ao ter visto chumbada a sua proposta de Comissão Executiva da Área Metropolitana de Lisboa.

A maioria das Assembleias Municipais (10 em 18) rejeitou a lista proposta por António Costa e seus aliados que, num processo de assalto ao poder, pretendem excluir outras forças políticas dos órgãos da AML, incluindo a força que detém o maior número de presidências de Câmara, a CDU.

A lei das Áreas Metropolitanas, cozinhada por Miguel Relvas, aprovada apenas com os votos do PSD e CDS, parece servir que nem uma luva aos interesses e a velhas ambições de António Costa que não tem qualquer pudor em romper com a tradição de uma Área Metropolitana participada por todas as forças políticas, com capacidade de gerar consensos,  reivindicando mais meios, competências e a eleição directa dos seus órgãos.

No entanto, a lei e a ambição de António Costa não foram suficientes para ultrapassar a vontade da maioria das Assembleias Municipais da AML que chumbaram a prepotência e a arrogância sectarista de PS, PSD, CDS e Isaltino (que passou procuração a Paulo Vistas).

Sublinha-se, também, o papel reservado por esta lei aos eleitos nas Assembleias Municipais que deixam de formar listas para participar no órgão deliberativo da AML e passaram apenas a eleger uma Comissão Executiva, em lista única, proposta pelo Conselho Metropolitano, com a qual não têm qualquer outra ligação ou qualquer poder de fiscalização.

Standard