capitalismo, Geral, Ideologia de Direita, imperialismo, Julian Assange, wikileaks

11 Abril DIA MUNDIAL da INFÂMIA

O dia 11 de abril de 2019 deve ser proclamado como o DIA MUNDIAL DA INFÂMIA!

Os chamados valores civilizacionais do Ocidente, os Direitos Humanos e outras tretas que os governantes dos EUA e seus lacaios apregoam cinicamente enquanto promovem guerras em todos os azimutes, lançando bombas materiais e imateriais que matam e condicionam milhões de pessoas para que os seus interesses geoestratégicos se mantenham intocados, o que fazem com uma ferocidade crescente em função do seu declínio económico, mostram que são uma farsa. Essa gente mostra, mais uma vez, sua verdadeira face.

Julian Assange, cofundador da WikiLeaks, foi detido porque os EUA assim o exigiam. O governo britânico prendeu-o escudando-se nas leis, no direito que é sempre o direito do mais forte à liberdade e pouco tem a ver com a justiça. Bem podem declarar candidamente que não pressionaram o Equador a revogar o pedido de asilo de Assange e que a justiça segue o seu curso . Uma declaração doblez por bem saberem que os EUA esqueceram, como por magia, os problemas financeiros do Equador, ordenando ao FMI que proceda ao empréstimo de uns providenciais 4,2 mil milhões de dolares. São caros os trinta dinheiros do Judas Moreno. Imediatamente depois disso, os diplomatas equatorianos “convidam” a Polícia Metropolitana de Londres a entrar na sua embaixada e prender o seu hóspede de longa data.

O que Assange e o WikiLeaks fizeram é um feito histórico. Puseram a nu o funcionamento do Estado burguês, do Estado imperialista, a hipocrisia, a brutalidade, as práticas desonestas a que recorrem rasgando as normas mais básicas do direito internacional para assegurar a continuidade da exploração pelo capital.

O que Assange fez foi apresentar evidências contemporâneas da verdadeira natureza e o real funcionamento do estado imperialista e dos seus lacaios. A comprovação das tramóias da política externa e interna dos estados burgueses. Contra todas as evidências e sem argumentos perseguiram-no sem tréguas. Nunca perderem um segundo até o conseguirem prender.

Assange e o WikiLeaks desmontaram a “face humana” do imperialismo que todos os dias é vendida pela comunicação social mercenária que a transacciona sem pudor por todos os canais mediáticos ao seu serviço e ao serviço da plutocracia que a comprou estripando o jornalismo de investigação, uma raridade cada vez mais rara, de qualquer independência e isenção, para que o pensamento dominante transforme a democracia numa fábrica de retóricas inúteis, despolitizando as sociedades com o objectivo de que a esperança numa sociedade outra morra antes de nascer.

O que Assange demonstrou é o que Orwell tinha antecipado “para sermos corrompidos pelo totalitarismo, não temos que viver num país totalitário”. As sociedades ocidentais estão profundamente corrompidas como as revelações do Wikileaks demonstraram.

Daniel Ellsberg, um dos muitos raros jornalistas de investigação que ainda existem, perseguido por em 1971 ter revelado os Documentos do Pentágono, expondo as mentiras da administração Jonhson sobre guerra do Vietnam, ocultando os inúmeros crimes de guerra dos EUA, já havia advertido em 2017: “Obama abriu a campanha legal contra a imprensa, perseguindo as raízes das investigações jornalísticas sobre segurança nacional e Trump vai perseguir os investigadores”.

Sério aviso e se o governo dos EUA conseguir extraditar Assange, processá-lo e encarcerá-lo, legitimará o seu direito de perseguir quem quer que seja, de qualquer modo, em qualquer parte, em qualquer altura.

Os “media livres”, durante os anos em Assange esteve refugiado na embaixada do Equador em Londres, procuraram desacreditá-lo por todos os meios, mesmo com o recurso a fake news. No seu melhor, a comunicação social dita de referência enredou-se em argumentários jurídicos para concluir que “o caso Assange é uma teia confusa”. Têm dúvidas sobre se teria o direito de publicar coisas que não deveriam ser publicadas por desnudarem as práticas criminosas atiradas para debaixo dos tapetes dos segredos de estado . Umas tartufices para ocultar que as “coisas” que Assange divulgou, que se encontram no site do Wikileaks, são a verdade sobre o modo homicida como o império actua, a revelação de Hillary Clinton enquanto apoiante e beneficiária do jihadismo no Médio Oriente, a pormenorizada descrição da actuação de embaixadores americanos e outros enviados especiais para derrubarem governos na Síria, na Ucrânia, na Venezuela e mais, muito mais, sempre muito mais. Querem estar protegidos contra os Assange, intimidando quem corajosa e honestamente se proponha continuar esse trabalho revolucionário de denúncia das mentes e das práticas criminosas ao serviço do imperialismo.

Exigir a liberdade de Julian Assange é defender a nossa liberdade.

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