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O Futuro começou há cem anos!*

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A 7 de Novembro de 1917 (25 de Outubro no calendário juliano, então em vigor na Rússia) o proletariado russo, sob a direção do Partido Bolchevique liderado por Lenine, inaugurou um novo estádio da evolução social humana, o período da passagem do capitalismo para o socialismo.

No centenário deste acontecimento maior na história da humanidade, uma intensa campanha ideológica assente em mentiras e omissões procura deturpar e esconder os inúmeros avanços civilizacionais decorrentes da Revolução de Outubro.

Numa Rússia agrária e semi-feudal, acabada de sair de séculos de domínio Czarista, envolvida numa sangrenta I Guerra Mundial, com milhões a viverem na miséria, a Revolução do Outubro, logo nos primeiros dias da sua existência, cumpre a promessa de Paz e consagra o direito ao trabalho, a jornada laboral de oito horas, o salário igual para homens e mulheres, os seguros sociais estatais, as férias pagas e as pensões por reforma ou invalidez, o direito à maternidade e à interrupção da gravidez, a gratuitidade da assistência médica e da instrução, o direito à habitação e a igualdade entre homens e mulheres em todas as esferas da vida.

A primeira tentativa histórica de construção de uma sociedade nova, liberta da exploração, não foi isenta de erros e fracassos, mas ao contrário do que as forças do passado querem fazer crer, foi a Revolução de Outubro que transformou um país atrasado, onde a miséria, a fome, o analfabetismo, a exploração e a opressão atingiam milhões, numa grande potência mundial, um país industrializado, que garantiu a democratização do acesso à educação, à cultura e à saúde, um país que se lançou à conquista do espaço, um país que no final da década de 80 tinha a mais baixa taxa de mortalidade infantil do mundo.

E todas as conquistas da Revolução de Outubro foram alcançadas sob terríveis condições impostas por agressões sucessivas ao povo soviético, começando na guerra civil (1918-1921) promovida por patrões e latifundiários com o apoio das potências capitalistas; passando pela II Guerra Mundial, onde a URSS teve um papel determinante na derrota do nazi-fascismo, com um tremendo custo de vidas; acabando na chamada Guerra Fria.

O desaparecimento da URSS, na última década do século XX, determinou um retrocesso imenso nos direitos e conquistas dos povos, o mundo ficou mais perigoso, mais injusto e desigual, o capitalismo voltou a revelar a sua faceta mais agressiva e exploradora.

O retrato do mundo em que vivemos hoje é este: «apenas oito grandes capitalistas acumulam tanta riqueza como 3,6 mil milhões de seres humanos; os rendimentos de um por cento da população igualam os auferidos pelos restantes 99 por cento; o desemprego atinge 200 milhões de pessoas, enquanto 56 por cento dos empregos criados entre 1997 e 2013 são precários; 17 por cento da população mundial é analfabeta e 795 milhões sofrem de fome crónica; 67 milhões de crianças não frequentam a escola e 168 milhões são vítimas de trabalho infantil».

No entanto, com o fim da URSS não acabou a história, nem o sonho que ao longo de milénios alimentou e alimenta as lutas da humanidade pela construção de uma sociedade de seres humanos livres e iguais.

E é por isso mesmo que cá estamos para continuar essa luta, comemorando neste centenário da Revolução de Outubro o começo do Futuro!

*Texto originalmente publicado na edição de 6 de Novembro de 2017 do Jornal «O Setubalense»

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