Comunicação Social, Critérios Jornalisticos, Geral, PCP

Somos um grande colectivo, mas…

Jornalistas, comentadores, opinadores, analistas, bloggers, todos têm direito à sua identidade, ao seu nome, muitas vezes acompanhado da sua profissão ou formação académica. Como sabemos, muitos são simpatizantes, militantes ou até destacados dirigentes de partidos políticos sem que isso seja expressamente referido. Não é sentida essa necessidade, falam em seu nome, exprimem o seu pensamento e convicção, não falam em nome do todo.

No entanto, isto já não acontece se forem simpatizantes, militantes ou dirigentes do PCP, porque, nesse caso, não são eles que falam, não é a sua opinião, mas de todo o Partido, é o pensamento e a acção do “PC” que estão em causa.

Como se sabe os comunistas não têm vontade, nem pensamento próprio, concessionaram-nos ao Partido, só voltando a readquiri-los plenamente quando e se passarem a essa categoria superior e vitalícia de «ex-comunistas».

Por muito que custe a compreender a alguns, um artigo de opinião no Avante! não é a opinião de todo o Partido, o texto de um comunista num blogue não foi aprovado em reunião do Comité Central.

Não negamos, somos, de facto, um grande colectivo, mas esse colectivo é feito de pessoas, de indivíduos que contribuem com a sua experiência de vida, com o seu saber e sentir para a construção do Partido, indivíduos que não se sobrepõem ao colectivo, mas que também não se deixam sobrepor por ele.

Já agora, repare-se como a comunicação social nos apresenta os candidatos presidenciais: o Marcelo, o Nóvoa, a Marisa e o candidato apoiado pelo PCP.

E eu que pensava que a «despersonalização» era uma ferramenta de perigosos regimes totalitários…

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2 thoughts on “Somos um grande colectivo, mas…

  1. Olha, passamos a chamar-lhe socratista só porque ela terá sido namorada do outro. Pode ser que assim compreenda melhor que quem é comunista não fala sempre em nome do partido, assim como o que ela escreve não é escrito em nome dpo Sócrates, Já agora, e a talhe de foice (esta veio mesmo a calhar…),
    lendo o post do Manifesto 24 que deu origem a esta conversa toda, reparei que vinha lá recordada uma crónica da f. em que ela se indigna por os jornalistas do Avante terem carteira profissional (estranha indignação, porque ate se aprende nas faculdades de jornalismo que existe aquela possibilidade). Na altura em que ela publicou aquilo perguntei-lhe, já não me lembro se no twitter se noutro lado, se teria também alguma coisa contra o facto de os jornalistas da Rádio Renascença terem carteira profissional, porque, afinal de contas, também se trata de um órgão doutrinário e ela embatucou. Ou seja, os comunistas do Avante não podem ter carteira profissional, já os que trabalham para a igreja não tem mal nenhum. É a visão sectária de muitos anticomunistas em ação. O pior é que muitos deles acham piada a si próprios…

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