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Histórias minhas

Há um banco, na Avenida Luísa Todi, que conta e ouve histórias aos que por ali se demoram… histórias de vida, verdadeiras, de um passado que mais parece presente.

Sempre que por ali passo, encurto o passo para ouvir pedaços das falas dos que por lá “vivem”, todos os dias, a horas certas, como certos são os dias e as horas daqueles encontros. Para quem já se habituou a vê-los, ali sentados, em dias de sol e céu azul, o banco da avenida é o palco de todas as representações, com aplausos e vaias, como no teatro acontece.

Há já quem chame àquele banco, por graça, o “banco sem tempo”… e tempo é coisa que não lhes falta, felizmente.[1] É verdade que o tempo não dá para tudo, mas viver na falta de tempo permanente é uma aflição dispensável.

É com o cair da tarde, na hora em que os pássaros recolhem às suas moradas, que aqueles homens partem, quase como os gatos, para retornarem no dia seguinte, para mais uma festa da vida.

 Ninguém quer regressar aos dias ou a um passado de recordações tanto memoráveis quanto infelizes.

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[1] Ter mais ou menos tempo é uma variável da vida, na arte do saber viver, que apesar de escassa, é preciso saber gerir.

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