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Músicas de Natal

Uma belíssima obra polifónica a 13 vozes que celebra o nascimento de Jesus filho de Deus Pai todo Poderoso criador do céu e da terra e de seu Filho Jesus Cristo nosso único Senhor concebido pelo Espírito Santo”

O Natal, como hoje o conhecemos e celebramos é relativamente recente. A sua origem é pagã. Celebrava o solstício de inverno, já com a queima de madeiros, troca de presentes. Já depois do papa Júlio , no ano 350, ter elaborado uma suposta profunda investigação sobre o nascimento de Jesus apropriando-se das festividades pagãs , declarando o dia 25 de Dezembro como data oficial. Isso só foi verdadeiramente consagrado, no ano 529, pelo imperador Justiniano que decretou feriado a ser cumprido no império.

O magnifico milagre do nascimento de Jesus

As festividades tiveram as mais diversas formas. Na Idade Média havia festejos carnavalescos associados a essa data. Também foi objecto de grandes controvérsias. Os protestantes chegaram a proibir a data por a consideraraem pagã e anti-biblica. A proibição da celebração do Natal aconteceu em vários países.

Verdadeiramente o Natal só em meados do século XIX é que se impôs, com variantes, na sua forma actual adquirindo um valor económico importantes nas sociedades ocidentais ou onde a cultura ocidental é dominante.

Celebrar o Natal, por um compositor do século XII, Perotin da célebre Escola de Notre Dame  de Paris, um dos acontecimentos artisticos mais fascinantes da história da música, onde também pontifica o genial Machaut 

Isto refletiu-se na música sinfónica. São muitíssimo mais as Cantatas, Missas, Motetos, Oratórios em louvor da Virgem Maria que acabam por celebrar o nascimento de Jesus, que sendo o personagem central acaba por ficar em segundo plano

De Monteverdi Exulta, Filia des Sion, Maria filha do Sião, virtuosa mãe de Cristo

De facto a vida de Cristo e a sua Paixão são musicalmente muito mais excitantes. Em relação ao nascimento existe uma extensa referência  no Messias de Haendel, que retrata a vida de Cristo em três partes. A primeira, o Anúncio e o Nascimento de Jesus. A segunda da Paixão ao Triunfo. A terceira O papel do Messias depois da sua morte. A ária mais conhecida é a Aleluia que culmina a segunda parte, mas , na primeira parte figuram árias lindissimas referindo a anunciação e o nascimento de Cristo, com a Virgem Maria na posição central. Claro que nas Cantatas e Oratórios J.S. Bach torna-se figura incontornável que acba sempre por se sobrepor a todos os outros compositores tanto na quantidade como na qualidade.

 Oratória de Natal de J.S Bach dirigida por John Elliot Gardiner com The English Baroque Soloits e o Coro Monteverdi. Há outras notáveis interpretações: a dirigida por René Jacobs com a Akabemie fur Alte Musik de Berlin e Riaas kammerchoir, a dos Sixteen e Orquestra dos Sixteen dirigidos por Harry Christophers e noutro registo a dirigida pelo nosso bem conhecido Michel Corboz, com os Solistas e do Ensemble Vocal e a Orquestra de Camera de Lausanne

Outras Oratórias de Natal são a referir, a de Henrich Schutz ((1585-1672) a de Camille Saint-Saens (1835-1921). Várias obras de Olivier Messiaen (1908-1992) de que se destaca a Infancia do Menino Jesus, e O Nascimento do Senhor. Várias cantatas que atravessam todas as épocas de Carissimi (1605-1974) e A.Scarlatti (1660-1725) a Arvo Part ( 1935). Muita música ainda por ouvir.

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2 thoughts on “Músicas de Natal

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