Geral, Setúbal

Os 3 castelos estão de volta!

ImagemSetúbal, Palmela e Sesimbra, sendo concelhos distintos e detendo cada um a sua forte personalidade, mantém entre si uma cumplicidade, senão mesmo uma certa unidade que lhes advém, quer da história, quer da continuidade geográfica e paisagística. E são terras que partilham esse magnífico espaço mágico que é a Arrábida, traço da sua identidade comum. Vem o caso a propósito da iniciativa das respectivas Câmaras Municipais, em conjunto com a ADREPES *, de recuperar a ideia da promoção da sua “pequena” região sob a égide dos seus três castelos.

Os castelos e fortalezas de Setúbal (São Filipe), Palmela e Sesimbra são um património histórico da maior importância. Como não recordar que foi em Palmela que se sedeou a Ordem de Santiago, a imponência da fortaleza filipina de Setúbal vigiando a cidade e a barra do Sado ou ainda a traça medieval da obra de Sesimbra sobranceira ao mar. São, por si só, motivos de atração turística. Acolhendo-se ainda, nos dois primeiros, pousadas de grande prestígio.

Mas é um facto que a Arrábida, a sua região e os seus três castelos continuam arredados dos principais programas e circuitos turísticos. Não por falta de argumentos próprios.

A sub-região da Arrábida, cujos três concelhos somavam 232 mil habitantes em 2011, distribuídos por 828 Km2, já dispôs, aí pelos anos setenta do século passado, de uma promoção conjunta que se dava pelo nome de circuito ou região dos Três Castelos. Não tinha ainda nascido a mais ampla Região de Turismo de Setúbal/Costa Azul (correspondente ao distrito) – que durante mais de duas décadas fez um trabalho notável de divulgação da região, criando a Costa Azul, essa marca feliz e difícil de esquecer.

Há poucos anos e por decisão do Governo, a R.T. da Costa Azul foi “engolida” por uma Entidade Regional de Turismo que engloba agora toda a Região de Lisboa, de Mafra e Vila Franca de Xira a Setúbal. Atendendo às suas dimensão e suposta capacidade de investimento, espera-se que possa promover os seus territórios de forma mais eficaz. O que ainda está por demonstrar.

O que é indiscutível é que a sub-região dos 3 castelos (ou da Arrábida, grosso modo) carece de continuar a ser promovida com abordagens específicas. Que continuem a valorizar o que esse território tem de único: nas rotas do património cultural material e imaterial, na gastronomia e nos vinhos, nos aspectos naturais e ambientais. Seja ela promovida a partir da iniciativa de três municípios, seja da entidade regional.

Como não valorizar um território que serve de razão à fortíssima candidatura da Arrábida a património mundial da UNESCO? Que melhor argumento para a sua promoção?

* Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal

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Sobre este assunto ver também “Setúbal, Grândola e a Costa Azul

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