Geral

Sabia lá ele o que devia sentir…

É difícil falar da morte… mas a morte é um acontecimento importante.

Com o passar dos anos ela mostra-se com alguma instância e é, a cada dia que passa, uma presença mais presente nas nossas vidas. É, por assim dizer, um novo arranjo do mundo.

Há três semanas atrás também o Pedro tivera o seu “exame”. Foi ao quarto do pai despedir-se.

– O pai vai melhorar, vai ver. – dissera isto com a certeza do contrário. Quando foi almoçar já ele tinha acabado.

Sentiu-se chocado e chorou, apesar da aparente calma que estranhou sentir. As próprias lágrimas sentia-as falhas de sinceridade. Mas corriam… sem que as pudesse reprimir. Ele não devia estar conformado. Devia sentir-se… sabia lá ele como se devia sentir…

Todavia, só agora é que lhe sentira a falta. E descobri-lo… dói!

No dia da morte as coisas voltam a ser o que são. As importantes saltam-nos aos olhos e abismamo-nos, intimamente, por serem as mais simples.

O Pedro nunca mais foi o mesmo.

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