Cultura, Geral, música

Em Setúbal, um Messias para lembrar

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Ontem um Fórum Luísa Todi repleto ouviu um Messias de Haendel  memorável, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, pelo Coro de Câmara Lisboa Cantat, cujo maestro é Jorge Carvalho Alves, e pelos solistas Sara Braga Simões(soprano) Clint van der Linden(contratenor), Mário Alves(tenor) e João Fernandes(baixo), maestro Marcos Magalhães.

Alguma expectativa rodeava esta interpretação do Messias dados os percursos dos diversos intervenientes.

Marcos Magalhães cravista e maestro de créditos firmados, que é director artístico de Os Músicos do Tejo, de que é co-fundador com Marta Araújo, tem todo o seu percurso ligado à música barroca. Os cantores, praticamente todos, são habituais colaboradores dessa orquestra de música barroca, com excepção de Sara Braga Simões que, embora já tenha cantado com Os Músicos do Tejo, não tem sido presença habitual nas suas apresentações. O Coro de Câmara Lisboa Cantat tem o seu reportório sobretudo centrado em compositores contemporâneos, nomeadamente portugueses, ainda que tenha participado em festivais onde se cruzou com J.S.Bach e Haendel. A Orquestra Metropolitana de Lisboa, com duas décadas de trabalho musical e colaborando com inúmeros maestros e solistas de grande reputação nacional e internacional, cuja direcção artística é desde este ano assegurada por Pedro Amaral, tem tido a sua actuação mais incidente na música dos clássicos aos contemporâneos com raríssimas incursões na música antiga embora, se não estamos equivocados, na sua última aparição no aniversário da Culturgest tocou da Música dos Fogos de Artifício de Haendel ao Magnificat de Antóniio Pinho Vargas,

Era, portanto, com natural expectativa que se foi ouvir este Messias que antes de Setúbal, foi tocado na Aula Magna em Lisboa e hoje estará no Convento de Mafra.

Um ponto de equilibrio entre os percursos diversos dos intervenientes foi perfeitamente alcançado. O Coro de Câmara Lisboa Cantat teve uma intervenção notável ao nível dos cantores todos muitíssimo bem, se não se refere nenhum é porque seria uma injustiça realçar momentos extraordinários de canto que todos eles fizeram ouvir. A orquestra, tocando em instrumentos modernos, adaptou-se às exigências naturais de um maestro experiente e bom conhecedor da música barroca, que os dirigiu com segurança e inteligência.

Setúbal assistiu a mais um concerto memorável. Toda a equipa do Fórum Luísa Todi e o seu director, João Pereira Bastos, estão de parábens pelo trabalho que têm realizado.

Aleluia



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