Geral, Política

Il Triompho dell Kitch

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A “nossa” Joaninha voa, voa foi parar novamente a Paris para mostrar o seu último bibelot, uma laço que intitulou  “J’Adore”. Mais uma peça a sair do seu armazém de objectos-abjectos. A menina continua o seu percurso kitchesco, a que ela dá o corpo ao manifesto, como se pode ver nas suas últimas indumentárias e ademanes de quem se vende na primeira esquina.

Esperamos, com mal disfarçada ansiedade, que o seu empresário dê a pirueta final, apresentando-a como a grande diva de Il Triompho dell’ Kitch, zarzuela bufa cantada por todas as mónicas sintra e tónis carreiras, numa grande gala dos coliseus embrulhados nas rendinhas vasconcelos. Não se esqueçam de lhe deixar os olhinhos de fora.

Na primeira fila estará o Cavaco, a Maria, toda a Casa da República demais governantes e seus assessores e como, convidados especiais, a Troika e o Barroso, esqueçam o durão.

Um espectáculo digno dessa gente, apresentado por teresas guilhermes e gouchas, com os artistas que lhes aquecem o coração de colheres de plástico, humedecem as pedras cerebrais e emocionam os sentidos gangrenados.

É esse o Portugal que nos promete a torto e a direito um governo que governa infringindo com contumácia a Constituição, um governo que governa fora da lei. É aí, nesse território sem lei que os bandoleiros se procuram legalizar a si-próprios para roubar sem correr riscos, para quem a joana qui rit há-de construir uma nova bandeira que transportarão na lapela, esguichando de dez em dez segundos a inesgotável  m****  que têm dentro das cabeças.  estrumando bem estrumado este jardim à beira mar plantado até nem uma única flor nascer.

Esses sucessos não estão desligados uns dos outros. São partes intrínsecas do mesmo universo. São as revelações da casa dos segredos politiqueiros que se noticiam, em vários tons e sons, em todos os meios de comunicação social, para nos fazer acreditar que esse mundo é real e que fora dele nada é possível.

Se os deixarmos à solta, a Joana rebolará a sua rotundez na bandeira nacional por ela fabricada, enquanto a pandilha cantará, com grandes tremolos e dós de cu, Il Triompho dell’ Kitch, como novo hino nacional.

Se não acordarmos e corrermos essa gentalha, toda essa gentalha, à varapauzada, este pesadelo será realidade e nós cúmplices objectivos, hipnotizados pelas artes joaninas, os sorrisos agrafados cavaquistas, as desafinações de barítonos hesitantes passos vendendo coelho por lebre, as contrafacções que o paulinho leiloa em todas as feiras do país, as proclamações arraial, arraial pelos mercados reis de Portugal dos castrati troikanos.

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3 thoughts on “Il Triompho dell Kitch

  1. Pingback: Praça do Bocage | TRAMPOLINICES

  2. CARAMBA!!!! Quase temia ser a única vivente a achar tremendamente kitch a “obra” da Joana Vasconcelos… garanto que nem falava nisso para não ser AINDA MAIS recriminada pela opinião pública. Este artigo é, para mim, um importantíssimo alívio!!!

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