poesia

Poesia

sem título

inspiro

um sopro dos lábios

percorre-me como uma brisa

e lembra-me os sussurros

e os murmúrios dos primeiros dias.

 de pureza.

expiro

um beijo fugido

escapa-se-me dos lábios

e lembra-me a partida fria

e a neblina escura do fim.

da pureza.

 

resistir

 vibrem os meus átomos

com o cair da noite escura,

gritem as horas pelas quais passo,

sem lhes tocar,

fraquejem as traves do universo,

com o olhar de rapina do negro infinito,

que em cada partícula de ser, resisto.

 

tu

vieste amanhecer-me

e agora sou um campo pleno

brilha dourado

ondula sereno

deita-me as sementes como beijos,

quando te deitares a meu lado.

percorre-me de mãos dadas com o silêncio,

os caminhos do vento que me esculpiu.

 

Miguel Tiago, in letras ígneas, poesia

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