Geral

Passos… põe-te a caminho

O poder é atractivo e sedutor. Traz vantagens e mordomias a quem o exerce.

É bom de ver. Se assim não fosse, este governo já se tinha demitido, tal é o número de derrotas que acumula ao longo do seu mandato (a última decorre do acórdão do Tribunal Constitucional).

Muitas são as razões para sustentar esta leitura. As previsões, na sua maioria, feitas pelo governo, nunca se verificam, o desemprego cresce para níveis nunca antes imagináveis, os impostos (directos e indirectos) não param de aumentar, as prestações sociais decrescem – em particular na Saúde, na Educação e na Segurança Social – os salários e as reformas minguam, a emigração jovem é uma verdadeira calamidade nacional e a pobreza aumenta e generaliza-se…

É verdade que este governo foi eleito pelo povo, mas a sua legitimidade não é nem eterna, nem ilimitada.

Há que saber interpretar a vontade e o sentir das populações. A contestação nas ruas e nas empresas ocorre por todo o país e em todos os sectores, sem excepção, sabendo-se, como se sabe, que só o rol de patranhas utilizadas no decurso da campanha eleitoral iludiu os mais distraídos (propagandeou-se o “mel” para depois se servir “fel”).

Chegou a hora de dizer basta!

Esta direita – conservadora nos valores, liberal no plano da economia – instintivamente reaccionária, anti-comunista primária, por vezes agressiva, governa em obediência a ditames internacionais (de acordo com as orientações de algumas instituições e de alguns Estados) em vez de pugnar pelos interesses de Portugal e dos portugueses.

Também no plano internacional, em particular na Europa, as políticas concebidas e implementadas pela União Europeia em muito contribuíram para acelerar a crise actual, fruto de medidas estéreis e inaptas, desinteressantes, burocráticas, incapazes de produzir novas ideias e soluções que garantam um futuro melhor.

 É necessário, por isso, de modo permanente, interna e externamente, continuar a combater este pântano politico, de modo a derrotar esta política e estes políticos, alguns, mais mortos que vivos.

Há quem ainda espere um milagre… mas para tanto é preciso ser-se crédulo.

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