economia, Geral, Política

A GRANDE FARSA DE UMA POLÍTICA DE DESASTRE

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O número de desempregados continua imparável, já ultrapassou os 16,5%, número oficial que esconde uma realidade bem mais grave. O número de falências por dia, a não ser que se seja dono de um banco, a esses o pronto.socorro do governo está sempre a postos para lhes entregar uns milhões que somos nós que acabamos por pagar, é assustador: 62 em 2012. Em 2013 os primeiros números mostram uma situação que se agrava. Os cortes nas despesas sociais, os já realizados e os anunciados, tornam o dia de amanhã cada vez mais incerto e pior. O governo vai sucessivamente empurrando as promessas de saída da crise para anos mais distantes. As suas más previsões são risonhas quando cotejadas com as do Banco de Portugal e outras instituições internacionais. A cada dia que passa é cada vez mais evidente o desastre económico a que as políticas deste governo que nos desgoverna conduzem, produzindo uma devastação social gravíssima.

Todos os dias a conversa fiada de que se está no caminho certo é desmentida pela realidade. O brutais sacrifícios exigidos aos portugueses mais desprotegidos, mesmo àqueles que até há bem pouco tempo tinham uma vida razoável, transformam viver o dia a dia, num exercício de sobrevivência muitas vezes  desesperado. Os únicos que se safam com as manigâncias governativas são os que já eram mais ricos, que estão a ficar cada vez mais ricos. Vivem à grande e com todo o descaramento de quem ganha dinheito de todas as maneiras e feitios, legal, alegal e ilegalmente. É escandaloso que um ricaço como Ricardo Salgado se “esqueça” de declarar às finanças 8 500 000 ( oito milhões e quinhentos mil) euros, quase 20 000 ( vinte mil ) salários mínimos. Com ele estão todos os amigos e protegidos deste governo ( quanto é que se têm esquecido de declarar às finanças? quanto é declaram de facto aproveitando leis que só os favorecem? quanto é que colocaram fora do país em paraísos fiscais? Quanto é que têm lucrado com a crise?) que tem o desplante de dizer alto e bom som que se os sem abrigo suportam uma vida miserável também nós podemos suportar uma carga maior de sacríficios até ficarmos sem abrigo.

Desde que esses doutores fonsecas&burnays de fatos às ricas, gravatas de seda e paleio de vendedores da banha da cobra financeira, que nos roubam, ainda que escudados por uma legislação iniqua, infernizando a nossa vida, continuem a ganhar à tripa forra com o suor do nosso trabalho, chupando os nossos ossos enquanto tiverem umas raspas de tutano, o governo pode continuar a atirar a saída da crise para as calendas, mentindo com todos os dentes, mesmos os falsos, que tem na boca.

Mentem tanto e tão completamente que quase acreditam nas suas mentiras, bem sabendo quanto são falsas. Um bando que anda a vender gato por lebre. Que diz que quer reestruturar o Estado, quando na verdade o  que querem é destruir o Estado tornando-o uma inutilidade esvaziada dos seus objectivos sociais. Inutilidade para a esmagadora maioria da população, ao serviço do grande capital financeiro. Já têm o descaramento, porque sentem as costas quentes para o dizer sem travões na língua,  que o nosso destino é sermos uns sem-abrigo.

Com este cenário de tintas tão negras havia que fazer foguetório para simular, por umas horas, que alguma coisa corria finalmente mais ou menos bem. Num número bem enasaiado, embora interpretado por maus actores, o país acordou um dia com um bando de saltimbancos, batendo tambores, deitando fogo pela boca, engolindo espadas, fazendo flics-flacs e etecetera e tal anunciando em grande grita que Portugal tinha voltado aos mercados. O objectivo era embebedar a pátria de alegrias batendo palmas aos seus governantes que continuavam a rodopiar pela comunicação social estipendiada os seus números funambulescos.

Voltámos aos mercados! zás mais uma batucada! Os mercados entreabiram uma frincha na porta! pumba mais uma bola de fogo! Os mercados querem mais do que não temos para lhes dar! pimba engole-se mais uma espada! Em dois mil e troca ao passo os mercados estão connosco! Um flic-flac em frente três à retaguarda!  As habilidades ministeriais estampadas nas páginas dos jornais, exibidas nas pantalhas televisivas, ecoando pelos éteres radiofónicos, extasiavam os comparsas ministeriais mais os comentadores do  costume cada cor seu paladar para se fingirem diferentes.. Voltar aos mercados é muito bom, mesmo que não se saiba para quê, mesmo se o país continua a caminhar para o abismo e a esmagadora maioria da população continua a viver cada vez pior, sem perspectivas.

É a grande farsa para nos tentar distrair da política de desastre em que este governo insiste para favorecer os interesses da alta finança. Alguém percebeu o que ganhámos em voltar, não voltámos não senhor, o BCE é que fez essa encenação, aos mercados? Voltar aos mercados \é um objectivo político e económico sério? Tem alguma coisa a ver com a economia real? Vivemos um mundo às avessas em que a Bolsa e os mercados substituem a economia ao serviço do bem estar das pessoas. Agora o que interessa são números. Números dos lucros obtidos por um capital financeiro e especulativo que numa curva mais apertada da crise permanente que se vive, em que estamos a viver um pico, se verifica nada valerem como se a economia fosse um jogo do monopólio.

Durou pouco a euforia dos comparsas dessa fotonovela farsola. No dia seguinte os juros continuaram o caminho da insuportável especulação e vamos continuar a trabalhar e a ser espremidos pelo fisco não para termos, saúde, educação, empregos, segurança social mas para os pagar juros e para pagar uma dívida que em nada nos favorece, em que não fomos ouvidos nem achados.

Sem vergonha, nunca terão vergonha, as representações destes actores de pacotilha deste filme de terror que está a decorrer em Portugal, continuam enquanto os deixarmos. Numa das últimas cenas o Moedas, sorriso alvar agrafado, anuncia que o governo vai cortar ainda este ano quatro mil milhões de euros que vão atirar o país para um desastre social e económico sem precedentes e sem se saber a dimensão que vai ter nem as repercussões na vida dos portugueses, os que trabalham ou estão reformados. Podia ser o Moedas ou outro qualquer. Todos eles fazem anúncios apocalípticos sem um tremor na voz, sempre sorridentes, muito satisfeitos com o que estão a fazer e que, se deixarmos, culminará com esse bando de ladrões legitimados e legalizados, os piores ladrões porque roubam descaradamente sem correr riscos, a colocar nas entradas de Portugal um letreiro com a inscrição que “O Trabalho Liberta” como Hitler tinha colocado nos portões dos campos de concentração da Alemanha nazi.

Portugal está à beira de se tornar num imenso campo de concentração onde o trabalho será escravo e os direitos minimos, sendo no entanto concedida a alegria de ainda termos liberdades numa democracia que cada vez mais é um papel de embrulho sem significado..

Podem fazer mais espectáculos de baixa qualidade com esse ou outro tema! Não nos enganam! Temos é que mudar de política. Uma exigência cada vez mais urgente que tem que percorrer o país de lés a lés, num grito de justa indignação.

BASTA!!!

AMANHÃ VAMOS ESTAR TODOS NA GRANDE JORNADA  DE  PROTESTO

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