Política

É Carnaval! Ninguém leva a mal!

bloco mascaradosO Carnaval é tempo de excepção e de folia. Fazemos das tristezas alegrias. Tudo é permitido e tudo é desculpado. Mas não esquecemos:

Que o banqueiro Fernando Ulrich, do alto do conforto que as suas remunerações lhe proporcionam, repita que o povo “aguenta, aguenta” e que até ele pode ser sem abrigo!

Que um número crescente de portugueses, nomeadamente pensionistas idosos, deixe de procurar cuidados de saúde… por não ter como os pagar.

Que se pague um aumento colossal de impostos e se obtenha como contrapartida uma diminuição colossal de serviços prestados pelo Estado (deve ser o célebre menos Estado, melhor Estado).

Que cem mil portugueses tenham emigrado em 2012. E que 2013 vá pelo mesmo caminho. Com a bênção do PM. O êxodo atingiu tal dimensão que a Suiça já anunciou que tenciona limitar a entrada dos portugueses.

Que Passos Coelho e Cavaco Silva nomeiem para o Governo da Nação um ex-administrador do BPN dos tempos de Oliveira e Costa. O mesmo que confirmara no Parlamento que sabia das malfeitorias, mas que não podia divulgar informação não “validada”.

Que num estudo do FMI encomendado pelo Governo português se escreva que há que despedir 50 mil professores. Mas porque não cem mil? Ou duzentos mil?

Que o Governo queira “refundar” o Estado Social! Precisando para tal de cortar quatro mil milhões de euros. Curiosamente o mesmo valor do buraco criado nas contas nacionais pelas políticas recessivas em vigor.

Já se sabe que é inconstitucional (em 2012 assim o foi declarado pelo Tribunal Constitucional), mas o Governo insiste em cortar um dos subsídios dos funcionários públicos.

Por mais previsões que o ministro V. Gaspar e os seus ajudantes façam, não há uma em que acertem – défice, quebra do PIB, taxa de desemprego, receitas fiscais, data para a inversão do clima económico, etc, etc.

Que depois de não se sabe quantos mil milhões de euros injectados no BPN, o Governo aplique mais 1100 milhões, agora no BANIF, assim tornando o Estado accionista de referência – outra do menos Estado, melhor Estado.

Que depois de sucessivos cortes nos salários e nas pensões dos trabalhadores do Estado e dos pensionistas, se pré-anuncie o despedimento de cem ou duzentos mil funcionários. Será que também vão despedir os pensionistas?

Que um ministro licenciado à pressão continue, impante, no Governo. O que interessa é ser um “doer”, citando o classificativo em inglês empregue pelo chefe do Governo. Estudar para quê?

E, finalmente. Que continuem a amofinar-nos com o “vivemos acima das nossas possibilidades”.

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