Geral, Política

Os pobres… estão condenados à pobreza?

Um jornalista/escritor, muito conhecido – dos que mais livros vende em Portugal -, numa entrevista a uma revista nacional afirma, de modo convicto:

“Muitos dos que falam, da direita à esquerda, acham que a realidade molda-se à ideologia, quando, na verdade, é o contrário: a ideologia é que tem de moldar-se à realidade.

Há muita coisa que a esquerda diz e que é verdadeira: por exemplo, que a dívida é impagável. É verdade.

A austeridade é danosa para o País. É tudo verdadeiro, não há mentira nenhuma.

Mas há coisas que a direita diz, que também são verdadeiras: «Como é que fazem, endividam-se mais? Onde vão buscar o dinheiro?» O discurso do «há um caminho alternativo à austeridade» é profundamento demagógico. Quem o diz ou não sabe o que está a dizer ou, mais provavelmente, está a enganar as pessoas para recolher mais uns votinhos. Porque o estudo de todas as 260 crises da dívida que ocorreram ao longo da história (This Time is Different: Eight Centuries of Financial Folly, de Carmen M. Reinhart e Kenneth Rogoff, Princeton University, 2011), mostra que estas, quer em regime comunista ou socialista, quer num regime fascista ou social-democrata, todas, sem excepção, envolveram sempre austeridade”.

Assim dito, sem se rir, indicia que estamos irremediavelmente condenados.

Pois… desde que todos estes sacrifícios atinjam os mesmos… está tudo certo, por certo, digo eu.

Que país este que tais filhos tem.

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6 thoughts on “Os pobres… estão condenados à pobreza?

  1. joão casanova diz:

    Fiquei intrigado com o alcance da autoria da torpe frase. Mas vindo de onde vem, não há problema, fiquemos sem insónias: este papagaio, com número inscrito no grémio da “classe” jornalística (ufa, cansa, genericamente) sempre disponível para os governos vários, que conhecemos nas horas nobres da pantalha, é docente naquelas escolas das licenciaturas speed Gonzalez em outras horas, além disso – pasme-se consegue ter dias sucessivos com mais de 24 horas – dizem, pois não tenho tempo nem paciência para esse género de literatura contemporânea, ainda factura umas c’roas numas edições livrescas que pupulam ululantes na praça do disparate que os incautos adquirem como arte candidata a Nobel.

    É o que nos resta nesta segunda década do infante milénio.

    João Casanova Ferreira

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    • Rui Serra diz:

      Por razões de imparcialidade, foi intencional a não revelação do autor. O que importa é o que se diz, independentemente de quem o diz. De todo o modo, o autor é José Rodrigues dos Santos.
      Será agora, por se conhecer quem tais afirmações proferiu, substancialmente diferente o critério de análise ao que se disse?

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