Cultura, Geral

Belos… os Poetas!

Admirável Ser aquele que canta o poder e a ilusão que a palavra cria, desvendando metáforas e sentimentos contidos na escrita poética, com ou sem rima, espelho de uma realidade circundante, precisa, às vezes metamorfoseada, quase irreal, passível de entendimentos diversos, belo, mesmo quando os vocábulos usados são mais contundentes ou mais agrestes.

E mesmo que incomodado ou emocionado o poeta não deve deixar de ser rigoroso, mesmo quando sonha acordado, revelando realidades que, lamentavelmente, esconde contrastes gritantes, difíceis de contornar ou de não ver.

 Por isso, às vezes se revolta.

Poeta é aquele que faz reluzir o sol em dias escuros, que da vida não tem medo, que fala das estrelas e vê nos pássaros e no seu cantar a música da alegria, que idealiza nuvens em forma de pombas, que voam, e irradia sonhos, mesmo em tempos de melancolia ou em dias de Inverno em que a luz da lua se enreda na luz do dia.

A poesia tem de ser, como tudo devia ser na vida, livre e criativa. Ela é produto da imaginação, da fantasia, “é descoberta e é sonho”, é arte,  sempre que anda de mãos dadas com a vida, a de todos os dias.

É por isso que eu gosto dos poetas!

Poeta é quem tem no lugar do coração o mar, a terra e o céu, belezas únicas que envolvem o homem para que delas retire todo o prazer possível. Ele é o mensageiro da transformação, amigo dos homens, impulsionador de um mundo novo, que se deseja, e um dos principais transmissores de sentimentos e emoções, que nos delicia e seduz.

A poesia confunde-se com a vida e a sua escrita saiu dos estreitos caminhos da rígida tradição clássica – muito por força da multiplicação dos seus criadores e pelo aumento exponencial dos leitores, ávidos por encontrarem nesta arte respostas que fossem para além da formalidade habitual, particularmente no que respeita ao modo e aos temas a tratar -, fruto da vontade dos poetas em quererem ser a caixa-de-ressonância de “uma mensagem de alegria ou tristeza, de solidariedade ou de protesto, de sofrimento ou de revolta”, ou, “como é de desejar, de optimismo e de confiança no ser humano e no seu futuro”.

Há contudo perigos que não devem ser descurados. A ilusória facilidade com que se faz e se divulga a poesia pode conduzir a graves equívocos. Uma grande parte da chamada produção marginal dá mostras de algum modismo, pondo em causa a sua força enquanto elemento transformador e formativo, constituindo-se, muitas vezes, em mero registo subjectivo sem o mínimo valor simbólico e, portanto, poético.

Contudo, a poesia prevalece e floresce, reinventa-se a cada dia, aconchega e grita, é elemento de luta, de cultura, mesmo quando trata de questões banais, ou quando, de modo certeiro, atinge e expõe, de modo nu e cru, o âmago das questões sociais, económicas ou políticas, simulando, por vezes, ter uma aparência inofensiva.

Importante… é que a poesia expresse os sinais que o coração e os olhos ditam.

Mas mais do que tudo, o importante é ler… ler os poetas!

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