Geral, Política, saúde

A Alternativa é Possível

São 500 milhões o corte nas despesas nos hospitais. Que medidas vão, de facto, tomar os hospitais para conseguirem esta “coisa”? Onde vão cortar ainda mais?

Dos 500 milhões, 333 milhões são cortes nos medicamentos! Como vão tratar os hospitais? Que meios vão restar para que os doentes sejam tratados como mandam as regras da boa prática médica? Isso ninguém nos diz e muito menos o predador-mor do SNS nem o Sr. Coelho! Claro que todos adivinhamos o que vai acontecer e nem precisamos de recorrer a D. Maya.

A única verdade que dizem é que vão ser feitos cortes, mas nem uma palavra ou um estudo(que eles gostam tanto da tecnocracia dos estudos) sobre os resultados que se estarão a obter com todos estes cortes. Nem dirão nunca! Na Grécia o governo já afirmou que os desempregados irão deixar de ter assistência médica no serviço público. É para isto que este governo pretende caminhar?

Já se fala em co-pagamento (como se não pagássemos já e muito os serviços do SNS) em 2014 e em que os centros de saúde vão ser concessionados a privados (ao estilo das pontes e das SCUTS?) Vamos pagar mais quanto? O Sr. Paulo Macedo já vai dizendo que o ano de 2013 será o úlitmo em que não irá haver co-pagamento! Demagógicamente como é hábito, vêm com a questão da indexação das taxas moderadoras aos rendimentos das famílias. Os impostos já não chegam? Mais uma forma de roubo. Que rendimentos, afinal, Sr. Ministro? Aumentar a rapina de salários e reformas para que se apronta o Sr. Victor Gaspar? Que já veio dizer que a rapina se irá manter em 2014.

D. Merkel afirmou ainda ontem que crê (esta crença!!!) que a eurozona está longe de ter superado a crise e que serão necessários uns cinco anos ou mais para a superar. E foi afirmando que são necessárias mais reformas estruturais (e já sabemos o que esconde esta terminologia neoliberal para agradar aos (não, não falou em mercados) investidores e mais “austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa.”

Assim sendo, vamos podendo contar que nos virão com a mesma cantilena, pois a D. Merkel vem visitar em breve os seus alunos diletos.

De facto, o que está na mira é colocar o Estado a defender unicamente os banqueiros e grandes capitalistas industriais. Para tal, que haja mais e muito Estado para promover e roubar os que trabalham ou trabalharam. Como poderiam eles ter em apreço o Estado Social, essa aberração surgida das lutas já centenárias dos operários e outros trabalhadores e que a nossa Constituição consagra?

Vem um outro Sr. dizer que o Estado Social está directamente ligado com a economia. Mas que tipo de economia? As abstracções, Sr. Luis Pereira, nada dizem e tudo escondem! Afirmou ainda que se pôde ter esse estado Social porque nos emprestavam dinheiro! Ora, pois, mas não diz é que grande parte da divida é privada( quem sabe dessas factos diz serem 40%) e também não explica porque razão a nossa economia está em fase aguda de choque anémico.

Para que bolsos foram os dinheiros entrados neste Pais, à laia de empréstimos? Para que foram utilizados? Serviu sim para destruir todo o nosso tecido produtivo. Onde estão as nossas indústrias? A nossa agricultura? A nossa pesca? Os dinheiros para formação? As privatizações de sectores lucrativos foram feitas tendo em vista uma economia atenta aos interesses do Pais e da esmagadora maioria da população portuguesa? As autoestradas que foram construídas e que quase não têm movimento, como a A13? A parcerias público-privadas quem as paga e quem tem o lucro? As concessões de pontes e SCUTS?

Quem criou nas mentalidades portuguesas a necessidade de terem uma casa própria que lhe custava 3 vezes o seu preço? Quem tornou difícil o arrendamento imobiliário e com quem finalidade? Quem pagou os preços sobre-avaliados dessas mesmas casas?

 Segundo Eric Hobsbawm, um estado que desmantela voluntariamente os serviços públicos mais essenciais e transfere para o sector privado as tarefas que relevam do interesse colectivo, submetendo-as assim à lei da maximização dos lucros constitui “ um estado em falta”. E eu acrescento: diminui a liberdade e a cidadania.

Eles pretendem convencer-nos do fatalismo desta situação económica, mas a verdade é que ela foi gerada de forma consciente e programada por uma política que visava fazer-nos crer no poder fatal das forças económicas. Isto representa um retrocesso em termos ideológicos, regressão que a vida e a luta vai demonstrar o quanto é uma mentira grosseira com que nos pretendem manietar e mesmo domesticar.

 As lutas que têm decorrido são muitas e dos mais diversos sectores da sociedade portuguesa. Elas têm ganho determinação e força organizada. E vão continuar, porque a consciência social e política foram aumentando ao longo dos meses. A alternativa é possível e necessária e constrói-se na própria luta.

Fora com os Vasconcelos!

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