Internacional, Política

A Mentira de um Prémio Nobel

Desconheço os critérios que são seguidos para a escolha do prémio Nobel da Paz, mas creio que eles devem variar ao sabor das políticas externas e da necessidade de nos enlear e confundir nessas escolhas.

Lembro Obama que tinha sido Senador vários anos de um país sistematicamente em guerra desde a da Coreia e que estimulara uma guerra fratricida em África e que mantivera todas as decisões do seu antecessor, mantendo guerras desumanas e altamente lucrativas, apenas, para os  senhores da economia de guerra que são, fundamentalmente, cidadãos do país de que era e é presidente. De resto, aumentou o orçamento de guerra para números astronómicos de que quase não vos consigo dar conta.

Uma União Europeia metida em todas as guerras que sabemos, matando-se gente diariamente de forma absolutamente indiscriminada no Afeganistão, no Iraque,  na Palestina, no Líbano, na Líbia em termos externos com a NATO cada vez mais agressiva e militarizada enquanto dentro das suas portas se trava uma guerra económica feroz que nem por o ser deixa de ser mortífera e ainda só agora a procissão vai no adro.

As guerras fratricidas da ex-Jugoslávia, Kosovo são, de facto, elucidativas da defesa e da luta pela paz que UE tem travado!

Fazer-nos crer da «bondade» pacífica desta Europa que se degrada dia-a-dia na pobreza, no desemprego, no aumento de suicídios, de crianças humilhadas e ofendidas, com o ataque aos direitos mais elementares como à habitação, à saúde, à educação, à segurança social, ao trabalho e à cultura?

Uma União Europa que está incondicionalmente do lado daqueles que sem escrúpulos nem piedade matam fora e dentro das suas fronteiras?

Que hipocrisia é esta? Julgam que fazem esquecer aos povos que sofrem as agressões de todo o tipo, diária e constantemente, a quem estão a dar verdadeiramente o Nobel da Paz?

Eles estão com receio?Procuram fazer passar uma mensagem que lhes serve de cobertura a todas as atrocidades que ainda virão afectar mais os povos? Para nos fazer esquecer que a Democracia está a ser esfarrapada onde lhes dá jeito, porque nunca a Democracia foi algo que eles verdadeiramente desejassem A Democracia quando se torna um empecilho, destroem-na total ou parcialmente. Nem as Constituições de países da dita UE eles reconhecem e cumprem.

A Paz deveria ser um lema e um comportamento consequente desta Europa que já sofreu com guerras que dizimaram pessoas, estropiaram, que deixaram países destruídos.

Contudo, fazem letra morta disso e, como alguém nú, recobrem-se do manto diáfano de um prémio com que tentam iludir-nos.

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2 thoughts on “A Mentira de um Prémio Nobel

  1. Rogério Palma-Rodrigues diz:

    A DESFAÇATEZ OU PERVERSÃO DO NOBEL, NÃO É DE HOJE.

    A propósito da decisão recente de Maria Teresa Horta de não receber das mãos de Passos Coelho o Prémio D. Dinis, recordei que também nos anos sessenta do século passado, Jean-Paul Sartre (ele defensor inquestionável da independência e autodeterminação de todas as colónias e, no tempo da Argélia – leia-se o seu prefácio a “Les Damnés de la Terre” de Frantz Fanon) recusou o Nobel da Literatura como “protesto contra os valores da sociedade burguesa” que o prémio representava e que, hipocritamente, lhe queriam atribuir.

    Recusou-o das “Mãos Sujas” de quem fazia (e faz) a guerra e o colonialismo, em nome do direito à liberdade e com todo o repúdio pelo execrável colaboracionismo.

    A coerência tem um preço.

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