Internacional, Política

Atenas, Lisboa…

Nas ruas de Atenas queimam-se bandeiras da União Europeia e protesta-se hoje violentamente contra a visita da chanceler A. Merkel, representante máxima de um Estado oficialmente amigo. Quanto tempo faltará para vermos o mesmo noutras capitais?

Um destino comum parece unir Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda e Chipre, os “resgatados” (ou em vias de o ser).

Por mais que os dirigentes de cada um desses países pretendam afastar a companhia dos outros povos, há como que uma praxis comum que os empurra para o desastre. Uma inevitabilidade acelerada por sucessivas más decisões europeias aplicadas por governos nacionais, cegos e insensíveis. Todos vemos o abismo a aproximar-se e muitos já lá caíram.

O que esperam as lideranças desses países –que congregam cerca de 71 milhões de habitantes – para sintonizar posições no interior da União Europeia? Para exigirem a solidariedade que o projecto comunitário europeu prometeu? Para reclamarem o acesso a empréstimos em condições razoáveis e sem as taxas de usura que estão a ser praticadas? Para discutirem os critérios impraticáveis do Pacto de Estabilidade?

Para exigirem que os povos estejam primeiro que os mercados.

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2 thoughts on “Atenas, Lisboa…

  1. Carlos Anjos diz:

    Caro Amigo
    O facto de esta gente que nos governa ter as concepções ideológicas que refere, não os pode eximir de defender o que for melhor para o país. Não é preciso ser comunista, ou sequer de esquerda, para exigir a baixa dos elevados juros que o país paga à troika pelo financiamento da sua dívida soberana. Que deveriam e poderiam ser semelhantes, por exemplo, àqueles que o BCE cobra aos bancos! Diria mesmo que se trata de uma questão de racionalidade financeira.
    Que sejam patriotas, termo que não devemos deixar que seja apropriado pela “direita popular”, é o mínimo que pode exigir a estes aprendizes de governantes.

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  2. Caro Amigo,
    Ao escrever “as lideranças” estará a referir-se aos governantes do momento. Admito que seja isso. Então atrevo-me a dizer-lhe que “as lideranças” “desses países –que congregam cerca de 71 milhões de habitantes ” estão de facto sintonizadas. Sintonizadas com os fautores e beneficiários da chamada “crise”. A “crise” mais não é do que um instrumento do grande capital confortavelmente sentado nos conselhos de administração das todo-poderosas multinacionais para acumular riqueza à custa doos povos. A solidariedade das “lideranças” é om esses. Assim como poderão reclamar o acesso a empréstimos em condições razosáveis e sem as taxas de usura que estão a ser praticadas? Ou discutir os critérios do Pactos de Estabilidade? Seria ir contra os interesses dos seus donos dos quais não passam de títeres.

    Cumprimentos.

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