Política

Segurem-me, senão vou-me a eles!

O que o PS disse em 13 de setembro, depois do anúncio do roubo da TSU:

O secretário-geral do PS confirmou esta quinta-feira que o partido vai votar contra o próximo Orçamento do Estado para 2013. O líder da oposição ameaça com uma moção de censura se o Governo não recuar nos aumentos de 11% para 18% nas contribuições para a Segurança Social.

Numa curta declaração no Largo do Rato, em Lisboa, António José Seguro referiu que o PS “não será cúmplice” das políticas que estão a ser seguidas. “[As políticas do Governo] estão a empobrecer os portugueses”, referiu.

“Há uma linha que separa a austeridade da imoralidade. A receita da austeridade, do custe o que custar, falhou em toda a linha e é uma política sem futuro”, disse.

O que o PS, pela voz do palhaço Lello (ele fala de circo, por isso deve lá desempenhar um papel qualquer, certamente o de palhaço, que é o mais adequado para ele) disse hoje sobre as moções de censura a apresentar pelo PCP e pelo BE:

Falando aos jornalistas a meio da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que está a decorrer esta noite em Lisboa, o ex-dirigente socialista disse não aceitar “moções de censura vindas de onde vierem, que não sejam para derrubar o Governo”.

“Na política é preciso clareza, verdade e não pode haver hipocrisia, nem cinismo. [As moções do PCP e do Bloco de Esquerda] são um número de circo”, sustentou o deputado do PS.

Em alternativa, José Lello defendeu o princípio da “estabilidade política”, devendo o PS “fazer uma oposição frontal ao Governo para impedir o que está a acontecer”.

“Este Governo está a funcionar à margem do respeito pelo parlamento, privatizando a preços de saldo sem dizer nada, nem sequer ao maior partido da oposição e fazendo negociatas com as autoridades europeias sem nada comunicar à oposição”, disse.

De acordo com José Lello, o comportamento que tem sido seguido pelo Governo “jamais se viu em Portugal”.

“Demonstra que no Governo há gente a quem lhe falta o toque específico do respeito pelas regras democráticas”, acrescentou o deputado socialista eleito pelo círculo do Porto.

Tudo o que o palhaço Lello afirma justifica plenamente uma moção de censura ao governo, em especial quando afirma que o Governo está a funcionar à margem do parlamento. Porém o que ele defende, estranhamente, é precisamente o contrário.

Mais estranho é que defenda que o PS só vote moções de censura que sejam para derrubar o governo, depois de o próprio PS ter ameaçado apresentar a sua moção que, como as do PCP e do BE, evidentemente não poderia derrubar o governo.

Uma das explicações plausíveis para tão grande palhaçada do partido que se diz de esquerda é que Lello deve pensar que os votos dos deputados socialistas valem por dois e, assim, já dava para derrubar o Governo.

Sabe-se que Lello costuma ser o espalha brasas do PS quando o beco não tem saída, mas também não é preciso exagerar. As pessoas não são assim tão parvas.

A outra explicação é que o PS ficou tão desorientado que mandou toda a gente fazer palhaçadas para distrair a atenção do essencial: vai, objetivamente, dar apoio ao Governo ao não votar favoravelmente as moções.

Seguro, com Lellos e companhia, pratica a política do “segurem-me, senão vou-me a eles”, tão típica dos valentões de língua. Chegada a hora da verdade, é o que se vê…

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