Internacional, Política

O Regresso

Voltei de férias onde estive desligada de computador e quase de telemóvel.

Estive em Inglaterra onde também aumenta o descontentamento dos trabalhadores.

Em Inglaterra, as associações de médicos manifestaram o seu desacordo com as medidas tomadas e afirmam que o SNS inglês está em grande risco. A resposta, isto é, a chapa dois ou três do capitalismo, pela boca do Cameron foi usada: as medidas visam a sustentabilidade do SNS!!! A sustentabilidade, essa loa ideológica sob a qual escondem os seus verdadeiros desígnios!

No Congresso da CUT inglesa(Central Sindical) foi aprovada uma moção por uma greve geral contra as medidas económicas do governo, que tem cortado programas sociais como forma de tentar combater os efeitos da crise que assola a Europa. A data da greve ainda não foi estabelecida. O jornal The Guardian afirma que 79% de seus leitores apoiam a proposta de greve geral. Segundo o jornal, a última greve geral na Inglaterra foi em 1926.

 

 

 

Parabéns a Teresa Horta pela posição tomada de recusar receber o merecido prémio que lhe foi atribuído das mãos de um Primeiro-Ministro que destrói a Cultura, a Educação, a Saúde, a Segurança Social, a Economia do País e que se coloca de forma sinistra ao lado dos que exploram os que trabalham ou trabalharam, se esquece das crianças,dos deficientes e dos idosos deste País.

BRAVO, Teresa! Há muitas formas de luta, afinal!

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One thought on “O Regresso

  1. Carlos Anjos diz:

    Associo-me à justa evocação de Santiago Carrillo aqui trazida pela Anita Vilar.

    Santiago Carrillo (n. 1915), apesar de ter sido expulso do PCE em 1985, era um dos últimos históricos lideres comunistas, vivos e ainda activos. Foi protagonista numa época conturbada, recheada de episódios de esperança e desespero, nomeadamente no seu país – a II República e a fratricida guerra civil que a derrubou, as décadas da feroz ditadura franquista com a Segunda Guerra Mundial de permeio. Em todos esses momentos S. Carrillo desempenhou importantes papéis na direção política.

    Com Dolores Ibarruri, “La Passionária”, transformou-se num símbolo da resistência à ditadura de Franco. Participou activamente, ajudando ao sucesso da transição democrática que permitiu à Espanha a “evolução na continuidade”, que falhara em Portugal.

    Com Georges Marchais (PC francês) e Enrico Berlinguer (PC italiano) encetou a experiência ideológica do “eurocomunismo”. Que se destinava a marcar distâncias e a descolar da filosofia política do poder soviético, que então perdera já parte da capacidade de atracção de décadas anteriores. Por essa época a guerra entre as superpotências era chamada de “fria” e o mundo vivia perigosamente à beira do conflito nuclear, com a Europa dividida entre NATO e Pacto de Varsóvia. A Europa podia voltar a ser um campo de batalha.

    A experiência eurocomunista a que Carrillo associou o seu partido pode ter tido um final inconsequente. Mas deixou aberto o debate… até hoje.

    Espanha rende-lhe por estes dias sentidas homenagens. Se o fazem é porque o reconhecem como alguém que ajudou a fazer um país melhor.

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