Geral

O acordo ortográfico.

Sou dos que pensam (e praticam) que o novo acordo ortográfico vem criar uma terceira forma de escrever. As regras não são claras e ninguém consegue perceber muito bem porque é assim e não de outra forma. Exemplo a(c)tual:

“ Ela para para atravessar a passadeira”.  Antes: (Ela pára para atravessar a passadeira)

Porque é que umas palavras continuam com o hífen e outras não? Porquê? É apenas uma das perguntas que levanta o novo acordo.

Enfim … mais uma vez o poder económico sobrepõe-se a tudo.

Agora lanço a pergunta que vale milhões. O que fazer quando por motivos profissionais somos obrigados a escrever ou a ensinar segundo as novas regras? Podemos sempre demitir-nos do nosso emprego, porque não concordamos. Existem situações limite a que eticamente devemos dizer não, mesmo que isso nos prejudique. Será o novo acordo ortográfico enquadrável nessa situação limite? Só o futuro nos dirá quantos decidiram resistir a este acordo ortográfico, prejudicando a sua vida.

Desde o rei D. Diniz, que as reformas ortográficas em Portugal têm sido aplicadas. Nesse caso aconteceu uma mudança radical do latim enquanto língua oficial na escrita para o uso do português.

Melhor ou pior, a vida continua, pois a máquina da história é imparável. Já não encontramos farmácias com “PH”, embora o nome Pharmácia seja mais romântico, acho eu …

Enquanto refle(c)timos sobre a questão, resolvi pedir ajuda a dois “monstros”: Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, para nos iluminarem a discussão.

http://youtu.be/J2oEmPP5dTM

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3 thoughts on “O acordo ortográfico.

  1. José Pereira diz:

    Eu só gostaria de acrescentar que o argumento de Pharmácia não é válido porque o radical da palavra é alterado (farma, portanto) em toda a familia, não se verificando o mesmo em “facção” que passou a ser fação, enquanto que o radical não é alterado em todas as palavras da mesma família. E os professores afirmarem que não podem fazer nada, é mentira! Eles fizeram: nada!!! Por conseguinte podem muito bem fazer nada!!!

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  2. Porque o AO90 é, além de inútil e ilegítimo, ilegal, há sempre a alternativa – o dever – de dizer «não», de o não utilizar. Mais não é do que uma perversão fascizante e neo-colonialista. E que tal é passar a celebrar o «Dia da Liberdade» e o «Dia do Trabalhador» em «abril» e «maio»? Estas datas ficam mais «dignas» com letra pequena?

    E essa de estar sempre a recorrer ao «ph da farmácia» para justificar esta aberração, este atentado à língua portuguesa, há muito que passou o «prazo de validade». É ridículo. Experimente-se dizer a um inglês ou a um francês que é «atrasado» porque escreve «farmácia» (e «física», e «filosofia»…) com «ph», e esperem pela resposta…

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