poesia

Ler Poesia… é Bom!

Parar, não paro.
Esquecer,
esquecer não esqueço.
Se carácter custa caro,
pago o preço.

Pago, embora seja raro.
Mas homem não tem avesso
e o peso da pedra
eu comparo à força do arremesso.
Um rio, só se for claro.
Correr sim, mas sem tropeço.
Mas se tropeçar não paro,
não paro, nem mereço.
E que ninguém me dê amparo,
nem me pergunte se padeço.
Não sou, nem serei avaro.
Se carácter custa caro,
pago o preço.

Sidónio Muralha

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