Geral, Setúbal

Victor Serra, meu irmão

Aos leitores,

Hoje escrevo com o coração. Espero que me desculpem e me compreendam…

Victor Serra, meu irmão, faleceu há um ano. Quantas saudades…

Espero que te encontres bem, pois às pessoas boas só podem acontecer coisas da mesma grandeza. 

Eu sei que ninguém (com excepção dos “doentes”) tem certezas – “o homem mentalmente são não está certo de nada”… e eu também não as tenho – porém, entendo ter chegado a hora de dizer, porque é justo, com toda a convicção, ser uma malfeitoria – sei que a minha percepção da realidade pode não estar em sintonia com eventuais interesses ou com verdades indiscutíveis – se o seu nome, o de Victor Serra, (como o de outros antigos dirigentes do extinto Círculo Cultural de Setúbal), não for um dos escolhidos para figurar numa das salas (ou num dos corredores, ou até no hall de entrada) da futura Casa da Cultura, situada na Rua Detraz da Guarda, em Setúbal, que será brevemente inaugurada. 

As razões para a defesa desta proposta são variadas.

Para não parecer excessivo ou estar a tomar parte em causa própria (longe de mim tal intenção), relembro o seu amor à cidade, os muitos anos de dedicação exclusiva à cultura (como promotor e divulgador), o seu trabalho enquanto dirigente associativo (com particular destaque para o papel que desenvolveu, ao longo de anos, no Círculo Cultural de Setúbal, de corpo e alma), poeta, amigo dos amigos, homem de afectos, de causas e de liberdade, de ideais de esquerda, genuíno, fraterno e solidário, inquieto, insubmisso e, para os acomodados e hipócritas, incómodo… 

Como diz um amigo meu “ tenho dificuldade em sair desta condição de setubalense, mas, claro, isso é problema meu”. Há pessoas, muitas, estou certo, que não deviam cair no esquecimento. 

Sei que não estou só neste desejo. Não é por vaidade, é merecido. 

“Tudo é ousado para quem a nada se atreve”. 

Não é ousadia minha (talvez utopia), tudo ainda é possível… basta crer! 

P.S. “[…] o que eu sei é que o homem deve construir o seu reino, achar o seu lugar na verdade da vida, da terra, dos astros, o que sei é que a morte não deve ter razão contra a vida.[1][…]”

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

[1] In Aparição, Vergílio Ferreira

 

Advertisements
Standard

Comente aqui. Os comentários são moderados por opção dos editores do blogue.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s