poesia

CAPITALISMO

A minha homenagem a uma Poetisa que muito admiro:

            Maria João Brito de Sousa

                          CAPITALISMO   

Sobram-lhe as migalhas dessoutra fartura

Que o sistema cria, que o cinismo inventa,

Do pouco que fia mas que o não sustenta

Porque se alimenta só de “dita”… e “dura”

 

Sobejam-lhe as rendas da falsa candura

Que, qual maré alta, num crescendo, aumenta

Pr`adornar uns quantos, porque a “plebe” aguenta

Tais desequilíbrios desta arquitectura…

 

Se contra mim falo porque uma injustiça

Tudo o que não calo foi trazendo à liça

Quando nada faço, tão pouco produzo

 

E levanto o punho como se o fizesse…

Mais saudável fora, mais força eu tivesse,

Mais protestaria contra aqueles que acuso

Maria João Brito de Sousa – 02.08.2012 

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3 thoughts on “CAPITALISMO

    • Anita Vilar diz:

      Pois, M Jos, j lhe disse que apreciei muito o seu livro e este poema, mesmo com o que autocritica de ter uma slaba a mais no verso final, um soneto magnifico, muito bom e que me comoveu profundamente, porque a final a poesia pode ser bela e denunciar o que o capitalismo .

      Bjin

      Anita

      Gostar

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