Política

Gajos

Um dos indivíduos culpados pelos males do nosso país e que cada vez mais se mostra de forma arrogante, do género, todos lhe devem e ninguém lhe paga, apareceu hoje nos noticiários da noite. Nitidamente, é um daqueles que tem muitas contas a ajustar com o 25 de Abril de 1974.

Hoje decidiu dizer em entrevista pública às TV´s, que existem entre cem a duzentos mil funcionários públicos a mais. É claro que não possuo números que demonstrem se existem funcionários públicos a mais ou a menos, mas fico a pensar neste intervalo.

Entre cem e duzentos mil existe um intervalo tão grande que mais parece um bitaite (bitaite significa que tenho algo a dizer sobre alguma coisa, porque sim, porque me apetece), um bitaite tornado público porque alguém (muitos) está interessado a publicar este tipo de javardices.

É um bitaite mal formado, sacana, mas com objetivos claros. Quando falamos de funcionários públicos em que o número total é de  um pouco mais de seiscentos mil, a diferença está entre estarem a mais 20% ou 40% dos funcionários. Trocos, não passarão de trocos para tal ser, cristão sem dúvida.

Cada vez mais este tipo de gajos aparece em público a negar as suas ideias tão católicas: devemos ser todos irmãos, ajudar os outros e outras tretas costumeiras. No domingo, lá estarão na missa, para dar uma esmola. Não muito elevada porque a vida está mal para todos (sorrisos).

Por outro lado, compreendo que se são cristãos acreditam na dualidade deus e diabo. Portanto, os funcionários públicos, o setor público, são o diabo; os que trabalham no privado, o setor privado, são uma emanação de deus.

Como cidadão não percebo a arrogância desta gente de dispôr da vida das pessoas. Assim, sem mais nem menos, porque sim, porque me apetece. Quantos portugueses encontraram a morte por suicídio, por ataques de coração, quantos não ficaram mentalmente afetados, quantos não passam de destroços humanos, porque este tipo de fulanos decide, ao abrigo do seu poder não legitimado, fazer o que há muito é proibido em Portugal: decidir da vida e da morte dos portugueses.

Como cidadão, espero que, um dia, este tipo de gajos tenha como recompensa terrena o equivalente ao que têm feito aos portugueses.

Por mim, estou disposto a entrar numa “vaquinha” para lhes oferecer uma corda e uma árvore.

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