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Um Cábula

A universidade Lusófona vai repetir a auditoria à licenciatura de Miguel Relvas. Uma inutilidade que, para ganhar credibilidade, deverá ser feita por uma entidade externa e independente. Uma inutilidade para tranquilizar consciências e legitimar uns cursos de ciências para-mágicas que por aí andam a distribuir a esmo canudos de licenciaturas.

Depois é vê-los nos meios de comunicação social, sob o nome o labéu politólogo, professor de ciências políticas ou algo semelhante, a perorar sobre política nacional e internacional, dizendo as maiores banalidades com o ar mais circunspecto, Quando se sai da bagatela o dislate é garantido. Nada disto é inocente e inócuo. Sem qualquer surpresa ou curiosidade alinham todos pelo mesmo diapasão. A desafinação, quando existe, é de pormenor, nunca de fundo. Nada ou pouco esclarecem até porque o seu objectivo principal não é analisar, elucidar, ajudar a compreender. Manipulam a realidade para a tornar credível, portanto sem alternativas. Uma espécie de baixo clero pós-moderno na linha da frente da propaganda do sistema que pulula nos programas de suposta análise política. São programas de entretenimento que preenchem os espaços nos meios de comunicação social. Sofrem a concorrência de outros com formatos equivalentes e muito maior audiência: os que escalpelizam, com argumentos doentiamente clubísticos o futebol como se fosse irrelevante esse desporto ter deixado de ser desporto para se tornar num mundo de negócios claros e escuros que é o seu caldo de cultura actual que sulfurizou o amor à camisola. Esse o grande ponto de confluência com o mundo política, como é mostrado e lido por essa gente, em que os partidos políticos se uniformizaram, se tornaram as correais de transmissão de interesses económico-financeiros, cada vez mais concentrados em mega pólos sem rosto. Uma actividade política que se quer reduzida aos actos eleitorais, limitando-a tanto até deixar de ser o campo da luta de classes pacífica.

Gerou-se assim uma raça ferroviária que se senta nos bancos das estações da sua preferência a ver passar os comboios sem cuidar de saber para onde vão, o estado da máquina, a qualidade do combustível ou se arriscam um acidente grave. Limitam-se a conferir os horários e a debitar sentenças sobre a sua validade, as discrepâncias entre chegadas e partidas e as tabelas. Não se pode querer que se levantam, venham até à porta da estação ver a vida a passar e a ser vivida. Grave risco para quem criou raízes nos assentos. Levantarem-se seria o naufrágio.

Por tudo isto não se compreende essa fúria escrutinadora do currículo académico de Miguel Relvas. A única conclusão válida é que o sujeito é um cábula. Um ano para se licenciar em Ciências Políticas? Seis meses já seria tempo excessivo para deglutir tão relevantes matérias.

O que a Universidade está a precisar é de uma limpeza séria nos currículos dos cursos. Muitas das licenciaturas produzem astrólogos e de má qualidade.

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3 thoughts on “Um Cábula

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