Cultura, Política

A Cultura que PSD/CDS não querem

Nada escapa à fúria destruidora e anti-democrática deste Governo

A cultura, quase silenciosamente, vai sofrendo um estrangulamento financeiro que irá matar todas as actividades culturais que não sejam aquelas que o governo vê como desejáveis: as ligadas aos lucros do mercado. Para este governo, a cultura é, apenas, uma mercadoria e não um direito de todos.

Apenas 0,07% do PIB é investido na Cultura, apesar da OCDE recomendar, pelo menos, 1%. Para termos uma ideia da importância que é dada à cultura neste País, em riscos de perder a sua identidade, verificamos que o dinheiro que é pago pelos contribuintes – em juros e em “apoios” à banca no âmbito do acordo com  a troika externa – equivale a mais de 250 anos de apoios à Cultura.

Foram suspensos os apoios à criação cinematográfica, os concursos por parte da DGArtes e introduziram-se alterações aos modelos de financiamento e diminuição de verbas que levará à morte dezenas de estruturas de produção, de ensino e de criação de arte.

Numerosas companhias de teatro estão à beira da extinção, pois aos cortes de financiamento público de 38 a 60%, associa-se o facto de que muitas Autarquias, garrotadas financeiramente pelo governo, estão a denunciar protocolos e há outras que se atrasam nos pagamentos contratualizados.

Milhares de cidadãos, homens e mulheres, participam democraticamente em processos criativos, individuais ou coletivos, cooperativos, empresariais ou associativos, fabricando o tecido cultural que mantém viva a identidade nacional e que a renova a cada dia que passa, através das mais diversas formas de expressão: o teatro, o cinema, a pintura, a escultura, a literatura, a dança.

Esses milhares de criadores não têm o apoio dos gigantes cinematográficos, não têm o amparo da grande distribuição livreira nem do monopólio editorial que vem silenciando quem ousa escrever diferente, nem têm meios para anunciar as suas peças de teatro em grandes jornais ou na TV.

A limitação dos apoios chega mesmo ao cúmulo de se manifestar em cláusulas dos contratos assinados com as companhias onde se lê que o Governo apenas garante o financiamento do primeiro trimestre. Ora, então não se está mesmo a ver o Governo assinar um contrato-programa com uma grande empresa, digamos, por exemplo, a Lusoponte, e dizer que só assume responsabilidade por um trimestre? Não… Para esses contratos- programa, o Governo trata sempre de garantir a disponibilidade da verba necessária, mesmo quando são contratos ruinosos para o Estado.

Só existe mesmo uma solução: a luta, a luta e mais uma vez a luta. Em todos os locais, em todos os sectores. Só a luta permite vencer e abrir portas a uma alternativa possível que existe se assim o decidir o povo português.

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2 thoughts on “A Cultura que PSD/CDS não querem

  1. dilia fraguito samarth diz:

    Os fenómenos culturais, são vocações inatas do Homem, de todas as latitudes.Com uma retórica economicista, continuam a tentar aniquilar todas as estruturas que á Cultura dizem respeito. É urgente que os sujeitos criadores e o publico em geral, tomem consciência da importância do papel da Cultura na transformação social. Que a CULTURA seja um elemento cada vez mais activo. Como disse Anita Vilar “a luta, a luta e mais uma vez a luta”.

    Gostar

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