economia, Geral

Farsantes!

O bando de pantomineiros que tem visitado regularmente Portugal para impor as condições brutais de um pacto de agressão ao povo português em benefício do grande capital e dos ditames de uma política que procura ressuscitar o capitalismo financeiro moribundo,  agora abriu a boca de espanto com os números galopantes do desemprego. O que se verifica em Portugal, não muito diferente do que acontece no mundo, é consequência directa das políticas económicas e financeiras que eles nos impuseram e a que se submeteram os partidos que nos têm governado nos últimos trinta e cinco anos. Estes porteiros do capital não são estúpidos. Sabem melhor que ninguém que as políticas por eles impostas teriam esse resultado mais que óbvio!

Porque terão ficado surpresos? Claro que não ficaram nada surpreendidos. Como vigaristas intelectuais experimentados simularam a surpresa para logo a seguir tirarem a carta do baralho que já traziam preparada e marcada:  “falta de flexibilidade salarial”. Naquelas cabecinhas já nem o retorno a condições de trabalho similares às so século XIX, são suficientes é preciso ainda condições de trabalho mais gravosas. Quem sabe as dos servos da gleba da Idade Média, talvez a escravatura. A única coisa que lhe interessa é salvar os lucros do capital.

Istro não é um caso de insensibilidade social, como alguns acusam. É não olhar aos meios para atingir os fins. É cumprir as ordens para sustentar uma ordem ecómica-fina«ceira mundial cada vez mais insustentável mas que vai tripudiando direitos duramente conquistados em séculos de lutas pela dignidade humana.

Essa gente, sem escrúpulos com sangue de barata, são batoteiros profissionais. Baralham e distribuem cartas viciadas com um objectivo bem definido. Sabem o resultado de cada jogada. Como têm as cartas todas marcadas, vão subindo a parada. Existindo um governo que lhe sirva de guarda-costas e uma oposição que lhe abre alas mesmo quando eleva timidamente a voz, ficam imparáveis esmagando o povo trabalhador, proletários , pequenos e médios comerciantes ou industriais. Esmifram até ao último cêntimo, à última gota de sangue. Tudo para glória do grande capital financeiro e triunfo dos direitos humanos.

A gente desta, vigaristas e batoteiros profissionais travestidos de tecnocratas, que viajam a soldo do grande capital semeando a miséria e plantando lucros, devia-se dar um castigo público. Eram besuntados de alcatrão e cobertos de penas. É o que lhes temos que fazer antes que Portugal seja um cemitério de destroços. Façamos ouvir a nossa indignação!

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6 thoughts on “Farsantes!

  1. Luiz Moita diz:

    Conhecem o conceito de ” DÍVIDA ODIOSA ” ???

    Foi criado por Alexander Nahum Sack, um Jurista e Professor Universitário, russo, em Paris em 1927.

    As três Condições para que uma Dívida Estatal seja “Odiosa” :

    1) Um Governo de um País recebe um empréstimo sem o conhecimento ou aprovação dos cidadãos.

    2) O empréstimo é gasto em actividades que não beneficiam os cidadãos.

    3) Os credores estã cientes destas situações mas fingem não as conhecer.

    Pela Jurisprudência Internacional uma “dívida odiosa” pode ser rejeitada e não paga pelo Governo de um País e por imposição dos cidadãos.

    Há diversos exemplos históricos, o mais recente foi o da República do Equador.

    E, é claro, os Governos não estão nada interessados em difundir esta informação !

    Informação :

    http://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Nahum_Sack

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  2. Fernando Silva diz:

    Concordo. Deviam comecar a ser empalados em praca publica todos os politicos e responsaveis pelo desaire da nacao. Mas e o povo? O povo e quem vota e os mete no poleiro…

    Temos de responsabilizar o povo pelas suas opcoes. Aqueles que nao votam e deveriam votar. Aqueles que seguem os amigos ou ate mesmo os que tem interesses escondidos em qualquer quadrante politico.

    Comos os responsabilizar? Talvez da forma que ja ocorre, fazendo-os compreender o resultado das suas escolhas com politicas de austeridade.

    Cada um tem aquilo que merece.

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    • Herberto Goulart diz:

      Parece-me importante alertar para esta questão dos troikistas. Claro que tentar mobilizar as massas deve ser contra Governo, PR e, sempre que necessário, contra os oportunismos e derivas de direita do PS. Mas para áreas mais “bem pensantes” parece-me bem útil a posiçãoque agoravtomaste.
      Abraço
      Herberto

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