Política, Trabalho

Sócrates no Titanic

Sócrates deve ter sido, noutra vida, violinista no Titanic. Enquanto o seu Governo e o nosso país se afundam, o primeiro ministro continua a tocar empenhadamente. Com uma diferença: os violinistas do Titanic sabiam tocar…

O ainda chefe do governo exulta com o acordo para a competitividade e o (des)emprego alcançado na concertação social. Um triunfo político, proclamou o governante a prazo. Para o país, acrescenta. Ora aqui está mais uma demonstração de inconsistência política no mais elevado grau.

Sócrates fala de um triunfo imaginário obtido com um acordo de onde se excluiu, por razões mais do que justas, a maior, ou talvez mesmo a única, central sindical do país; um triunfo em que apenas patrões celebram, acompanhados pela irrelevância política, social e laboral que responde pelo nome de União Geral dos Trabalhadores.

Falar de triunfo só pode mesmo ser fruto de um delírio político que pode e deve, naturalmente, levar à obliteração eleitoral do autor de tão bizarras declarações. Um triunfo que, entre entre malfeitorias, poderá fazer com que se sejam os próprios trabalhadores a pagar o seu despedimento.

No Titanic os violinistas tocavam com afinco, mas sabiam que o barco ia afundar. Sócrates também sabe, mas ainda pensa que pode continuar a enganar tudo e todos o tempo tempo.

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