Política

Machete, esse anti-americano

Os americanos não gostavam de Rui Machete, que, não por coincidência, foi presidente da Fundação Luso Americana durante mais de duas décadas, como se ficou a saber este fim de semana pelos telegramas surripiados pela Wikileaks e que o “Expresso”, esse intrépido paladino da investigação jornalística, publicou nas suas páginas.

Este é, talvez, o pedaço de informação mais inútil que nos foi revelado em quatro páginas de coscuvilhice inconsequente e absolutamente desprovida de outro interesse que não o de apenas nos fazer sorrir perante o que pensam os diplomatas americanos dos nossos militares. Confirma-se também o que já todos sabíamos, ou seja, que, mais do que preservar boas relações políticas com estados amigos, interessa aos americanos salvaguardar os seus interesses económicos, nem que seja apenas para vender umas fragatas a cair de podre…

Nas páginas de Balsemão ficamos a saber que o jornal é muito responsável, muito sério, muito atento… Antes de divulgar os telegramas, perguntou ao Governo o que é que achava, não fôssemos nós, desprotegidos leitores, ficar a saber algo que não devíamos. Nem a censura salazarista teria conseguido melhor.

Ora aí está um verdadeiro simulacro de investigação jornalística que pouco ou nada adianta ao que já sabemos sobre os americanos.

Porém, há que reconhecer que pelo menos uma pessoa fica bem vista nesta história: Rui Machete. Tenho agora muito mais consideração por ele.

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