Setúbal

Praia da Saúde

Já aqui falei do tema, mas vale a pena lá voltar pela importância que o que está em causa tem para a cidade.

A Câmara Municipal de Setúbal apresentou esta semana a primeira fase do projecto de requalificação da Praia da Saúde, peça fundamental de toda a estratégia de reabilitação da zona ribeirinha preconizada pelo Plano Integrado de Valorização da Zona Ribeirinha de Setúbal. Nesta fase será alvo de requalificação uma área de 260 metros de comprimento; a restante faixa junto ao Parque Urbano da Albarquel, onde se encontram os estaleiros da Sadonaval, será requalificada numa segunda fase para incluir um Centro de Mar, com centro náutico, núcleo museológico, bar e espaço de convívio.

Com esta obra, com um custo de 1,126 milhões de euros, abre-se aos setubalenses mais uma faixa de acesso ao mar que esteve vedada durante décadas. Para as gerações mais jovens, o único ponto de acesso da cidade ao mar foi, durante muitos anos, o Jardim da Beira Mar e, até meados da década de noventa, a zona de Vila Maria, ainda antes da expansão do Porto de Setúbal e da construção do terminal da AutoEuropa. Esta zona portuária, um largo aterro sobre o rio, foi o último passo para fechar o acesso ao rio e ao mar, numa cidade que se intitula a cidade do Rio Azul.

Muitos foram os responsáveis por esta separação entre o rio e os setubalenses, com um particular destaque para a omnipotente administração portuária e para a autarquia, que, durante muitos anos, alimentou uma não relação, marcada, muitas vezes, até, por algum azedume público, com a Administração do Porto de Setúbal. Hoje, a visão da gestão comum destes espaços é, felizmente, diferente e estão criadas as condições legislativas para uma mudança significativa na forma como estas áreas são administradas.

A requalificação da Praia da saúde, uma vez concluídas as várias fases da obra, viabilizará a existência de um espaço de fruição pública contínuo entre o Parque Urbano da Albarquel e a Doca dos Pescadores. O que é, ainda hoje, uma zona descaracterizada, repleta de destroços de velhas embarcações, armazéns desactivados e estaleiros passará a ser uma zona de eleição dos setubalenses e de geração de novas actividades e negócios ligados ao mar.

Por isso esta obra, apresentada no dia 11 de Janeiro no Salão Nobre dos Paços do Concelho, é tão importante para Setúbal e, de certa forma, um símbolo de uma forma diferente e mais integrada de ver e fazer a cidade.

Standard

Comente aqui. Os comentários são moderados por opção dos editores do blogue.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s