Geral

Justiça?

O caso Freeport que se arrastou durante quase dez anos em investigações entre Portugal e Inglaterra, com passagem por Haia, um triângulo das Bermudas onde desapareceram todos os presumíveis corrompidos e dinheiro que ninguém sabe onde pára, vai finalmente a julgamento.

Arguidos dois, Charles Smith e Manuel Pedro. São acusados de corromperam uns fantasmas por cujos bolsos circularam milhões de euros de que se perdeu o rasto, e que navegou pelas inevitáveis offshores.

Mais uma curiosidade da justiça portuguesa.

No banco dos réus sentam-se corruptores sem que ao lado esteja alguém que tenha sido corrompido.

Há dinheiro, milhões de euros, utilizados para comprar favores mas não há favores comprados.

Há dinheiro, muitos milhões de euros, que se evaporaram e não se sabe onde voltaram a adquirir o estado sólido.
A única coisa verdadeiramente real e palpável é a existência do Freeport em Alcochete, num território que pertencia a uma Reserva Natural, que foi desanexado dessa Reserva quando o governo estava moribundo e o Ministro do Ambiente e seus Secretários de Estado despachavam já com um pé na rua.

Não houve um golpe de vento senão, enquanto a mãozinha rabiscava a assinatura, iam fazer companhia ao Martim Moniz, ficando entalados na porta do ministério.

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